VR46 indica “novo desafio” com Triumph e prevê mudança de estratégia com classificação diferente na Moto2

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Pablo Nieto avaliou que a chegada do motor Triumph representa um “novo desafio” para a Moto2. O dirigente considerou, ainda, que a mudança no sistema de classificação para as classes menores do Mundial de Motovelocidade também vão implicar em uma mudança de estratégia para as equipes

A temporada 2019 vai implicar em uma grande mudança para a Moto2. Os motores Honda que equiparam a classe intermediária do Mundial de Motovelocidade desde sua estreia, em 2010, vão dar lugar aos Triumph.
 
A mudança, porém, não se restringe apenas aos fabricantes dos propulsores, já que os 600cc estão abrindo espaço para os 765cc de três cilindros. 
 
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Pablo Nieto, chefe da VR46, avaliou que ainda é difícil avaliar o impacto desta mudança na competitividade da categoria, mas considerou que a entrada da Triumph impõe “um novo desafio” à classe do meio.
“Não é uma pergunta fácil, considerando que foi o nosso segundo teste com o novo motor”, disse Nieto. “É uma moto completamente nova, motor novo, eletrônica nova. Vai ser um novo desafio”, frisou.
 
Nieto lembrou, também, que a mudança no formato da classificação também terá um impacto na categoria. A partir deste ano, Moto3 e Moto2 seguem a MotoGP com um treino dividido em Q1 e Q2.
 
As duas classes seguem com três sessões de treinos livres, mas os 14 pilotos mais rápidos nos tempos combinados vão, automaticamente, ao Q2. Os demais passam pelo Q1 e os quatro melhores avançam para a fase final.
 
“Além disso, o novo procedimento de classificação para Moto2 e Moto3 é desconhecido para todo mundo”, lembrou Pablo ao GP. “Em minha opinião, isso vai resultar em mais estratégia desde os treinos livres. Mas vamos ver o que vai acontecer nas primeiras corridas”, ponderou.
 

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