Yamaha vê chance para Razgatlioglu na MotoGP, mas avisa: “Deve fazer troca logo”

Diretor da equipe de Iwata, Lin Jarvis considerou que, perto de completar 26 anos, o turco não tem mais tempo a perder e deve definir de uma vez se quer trocar o Mundial de Superbike pela elite da motovelocidade. Dirigente destacou, porém, que a Yamaha pode não ter um lugar na equipe de fábrica para oferecer em 2023

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Diretor da Yamaha, Lin Jarvis afirmou que Toprak Razgatlioglu deve definir de uma vez se vai trocar o Mundial de Superbike pela MotoGP. O dirigente considerou que o turco pode ser bem sucedido na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, mas, `s vésperas de completar 26 anos, não pode esperar muito mais para fazer a transição.

Campeão da série das motos de produção em 2021, Razgatlioglu encerrou um jejum de títulos da Yamaha que vinha desde 2009 na categoria e ainda colocou um ponto final em um longo domínio de Jonathan Rea no Mundial de Superbike. A performance destacada no campeonato levou a inúmeros rumores de uma transferência para a MotoGP. Ano passado, antes da contratação de Darryn Binder, que saltou direto da Moto3, Toprak chegou a ser cotado para a vaga ao lado de Andrea Dovizioso na RNF, a equipe satélite, mas acabou assinando um acordo de dois anos para ficar no WSBK.

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Toprak Razgatlioglu é o atual campeão do Mundial de Superbike com a Yamaha (Foto: Divulgação/WSBK)

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Agora, porém, a oportunidade bate na porta mais uma vez, também por causa de um teste com a YZR-M1, o protótipo da Yamaha na MotoGP. Como prêmio pelo título, a montadora dos três diapasões dará a Toprak um dia inteiro com a moto da classe rainha da motovelocidade, mas também vai aproveitar para avaliar o desempenho do piloto.

“Eu diria que é um pouco dos dois, pois, obviamente, vencer o campeonato foi algo grandioso que ele fez no ano passado, o primeiro para nós desde 2009”, disse Jarvis em entrevista à publicação inglesa Autosport. “Isso foi algo importante, algo que realmente apreciamos e que respeitamos. Então a ideia de testar a M1 foi algo que tivemos muito antes do que finalmente vai acontecer”, frisou.

“As coisas não funcionaram, pois o nosso campeonato atrasou, o dele atrasou. Tiveram muitas razões para não acontecer mais cedo”, explicou. “Finalmente, esse primeiro conceito foi superado e passou para um diferente, pois, com certeza, uma das considerações é uma mudança dele para a MotoGP”, admitiu.

Jarvis deixou claro, porém, que essa decisão não pode esperar, já que o tempo está passando e a transição precisa ser feita o quanto antes.

“O que eu disse a ele é que, se vai fazer a mudança, faça mais cedo do que mais tarde, pois ele vai fazer 26 este ano. Então se vai vir para a MotoGP, deve fazer isso logo. Então o que melhor do que um teste sério com a M1”?, indagou. “Planejamos um teste para ele em junho e vamos dedicar uma equipe para ele para passar um dia todo testando. Vai ser a primeira chance de ver e sentir como ele pode desempenhar na moto. Também acredito que ele pode, definitivamente, ser um piloto capaz na MotoGP”, comentou.

O dirigente deixou claro, porém, que um salto para a MotoGP com a Yamaha acontecerá apenas via equipe satélite. Franco Morbidelli já tem contrato com a equipe de fábrica de 2023, enquanto Fabio Quartararo negocia a renovação do atual vínculo.

“A questão é que, claro, ele tem um contrato de fábrica no Mundial de Superbike”, recordou Jarvis. “Óbvio, todo piloto sempre deseja mudar para o time de fábrica, mas nós talvez não tenhamos a chance em 2023. Então acho que o caso é que a única coisa que podemos oferecer a ele é um contrato de fábrica com um lugar em uma equipe satélite”, comentou.

“Mas é muito cedo para falar disso e muito cedo para dizer se isso seria interessante ou aceitável para ele”, avaliou. “Acho que ele tem contrato com a Yamaha Europa por mais tempo do que 2022. Mas ele pode ficar mais tempo na Superbike. Existem muitas maneiras de ter uma boa carreira, como Johnny Rea pode atestar”, completou.

A Moto3 volta às pistas no próximo dia 15 de maio para o GP da França, em Le Mans, sétima etapa da temporada 2022. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.

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