Yamaha destaca importância de Rossi, mas admite: “Não é nosso futuro na MotoGP”

Valentino Rossi pode estar próximo do que é seu fim na MotoGP. Lin Jarvis, chefe da Yamaha, reconheceu e destacou a importância do italiano para o time nos últimos anos, mas admitiu que o piloto não faz parte do futuro da equipe

A Yamaha já começa a ver grandes mudanças em um futuro não tão distante. Lin Jarvis, chefe da equipe, falou sobre a importância de Valentino Rossi para o time, mas reconheceu que o italiano não deve mais seguir por muitos anos.
 
O multi-campeão da MotoGP tem enfrentado uma difícil fase na categoria. Apesar de ter contrato até o final de 2020, não sobe no degrau mais alto do pódio há dois anos, desde o GP da Holanda de 2017.
 
Ainda, somou apenas oito pontos nas quatro últimas corridas, tendo três abandonos consecutivos por tombo. Isso lhe rendeu a pior primeira metade de temporada de sua carreira e uma queda para a sexta colocação da classificação, atrás de Maverick Viñales.
 
Ainda, a chegada de Fabio Quartararo também tem ofuscado o #46. O francês da SIC, equipe satélite da Yamaha, tem conseguindo diversos bons resultados, já abocanhando três pole-positions e dois pódios.
Valentino Rossi (Foto: Yamaha)

Portanto, o dirigente reconheceu que a continuidade do italiano não deve durar mais do que alguns poucos anos. “Até 2010, Valentino nos trouxe quatro títulos – em 2004, 2005, 2008 e 2009, então, quando nos deixou [para ir para a Ducati], teve um grande impacto. Seria como se [Marc] Márquez deixasse a Honda neste momento”, disse ao ‘Motorsport.com’.
 

“Agora ele está em um estágio diferente em sua vida, um diferente ponto de sua carreira, e com todo o respeito, não é mais nosso futuro na MotoGP. Pode seguir ainda por um, dois ou três anos, teremos que ver por quanto temo segue competitivo”, seguiu.
 
“Mas é um relacionamento diferente agora, um tipo de dependência diferente dele. Não digo que ele não é importante, ele é. Seu papel e função serão diferentes, mas espero que siga como embaixador da marca e parceiro”, completou.
 
Jarvis ainda destacou que, quando a aposentadoria de Rossi vier, vai ser algo em comum acordo entre piloto e equipe. “Definitivamente vai ser uma decisão mútua”, destacou.
 
“Acredito que certamente vai ser a primeira pessoa a decidir quando se sente incapaz de ser competitivo como gostaria, ou sua motivação começa a se esvair. Os primeiros sinais certamente vão vir dele. Mas para mim, absolutamente não espero nenhum conflito. Acho que vamos chegar a mesma conclusão no mesmo momento”, concluiu.
 
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