Yamaha e Ducati mostram forças opostas e disputam protagonismo na MotoGP 2021

Nas cinco corridas disputadas até aqui, a casa de Iwata construiu um placar de 3 a 2 contra a rival de Bolonha. Com Fabio Quartararo e Jack Miller empatados com duas vitórias cada, o francês lidera a classificação seguido de perto por um pelotão de Desmosedicis

Diogo Moreira testou com a equipe de Aki Ajo em Barcelona (Vídeo: Divulgação)

A temporada 2021 da MotoGP vai contrapor as forças de Yamaha e Ducati. Enquanto Honda vive o maior jejum de vitórias na classe rainha, Suzuki não se pôs como grande força até agora, Aprilia ainda tateia o pódio e KTM sumiu, as duas montadores têm protagonizado a disputa, com Fabio Quartararo e Jack Miller empatados com duas vitórias e Maverick Viñales vindo desequilibrar o placar em favor da marca dos três diapasões, com um triunfo.

As duas forças principais do campeonato, porém, têm perfis diferentes: a Desmosedici é conhecida pela ‘força bruta’, tendo a potência do motor como grande arma, enquanto a YZR-M1 é mais ‘delicadinha’, famosa pelo ritmo de curva.

Jack Miller e Fabio Quartararo: protagonistas no confronto entre Ducati e Yamaha (Foto: Divulgação/MotoGP)

LEIA TAMBÉM
⇝ Miller engrena com vitórias seguidas e assume protagonismo na temporada da MotoGP
⇝ WEB STORY: Com Miller, Zarco e Quartararo, MotoGP tem pódio incomum na França
⇝ Frio, chuva e reclamações: MotoGP precisa dar segurança e rever data do GP da França
⇝ Divertida e disputada, MotoE precisa de mudanças. E já tem parte da solução nas regras
⇝ Quartararo mostra evolução e consistência para brigar por título desperdiçado em 2020
⇝ Com Masià lesionado, Ajo escala Moreira para dois dias de testes da Moto3 em Barcelona

O perfil de cada uma das máquinas exige táticas de corrida diferentes, especialmente porque a Ducati, equipada com dispositivos que alteram a altura da moto e, portanto, o downforce, tem ampla vantagem na hora da largada.

A tabela do campeonato reflete esta dualidade, já que Yamaha e Ducati dominam todo o top-5. Quartararo lidera a disputa, mas é seguido por um pelotão vermelho. O francês de Nice soma 80 pontos, só um a mais do que Francesco Bagnaia, o segundo colocado. Johann Zarco aparece em terceiro, 12 pontos atrás do líder, seguido por Miller e Viñales.

No geral, são também pilotos de perfis muito diferentes. Zarco, Viñales e Miller são os mais experientes, mas eles também são distintos entre si. Johann já jogou a carreira para o alto ao largar a KTM, mas agarrou com unhas e dentes a chance de se reconstruir. Maverick é um piloto que sempre se destacou nas classes menores e foi muito bem com a Suzuki, mas segue devendo com a M1. Jack, por outro lado, pulou a fase da Moto2, foi da Moto3 direto para a MotoGP e, por isso, teve um caminho mais árduo para chegar ao posto de protagonista.

Entre os novinhos, Quartararo já foi conhecido como ‘novo Marc Márquez’, mas nunca fez jus a alcunha. Ao menos no que tange o Mundial de Motovelocidade. Pecco, por outro lado, é mais uma das crias da Academia de Pilotos VR46, chegou à classe rainha como campeão da Moto2 e, aos poucos, vem ganhando mais e mais espaço, ainda que falte a vitória neste ano de estreia na equipe de fábrica de Bolonha.

A Yamaha conta ainda com Franco Morbidelli, que depois de um início de ano irregular, voltou ao prumo a partir de Portimão e agora tem a oitava colocação na classificação, 47 pontos atrás do líder. Com só nove pontos até aqui, Valentino Rossi não indica que vai interferir muito na disputa pela taça.

Quem poderia palpitar nessa batalha é Jorge Martín. O espanhol já soma um pódio na MotoGP, mas a temporada de estreia foi marcada por lesão, que o manteve ausente das últimas duas corridas, como será também em Mugello. Os demais pilotos da marca são Enea Bastianini e Luca Marini, que, além de novatos, contam com motos desatualizadas. Natural, então, que não estejam com frequência na ponta da tabela.

O ponto comum entre as duas fábricas é a briga pelo fim de jejum. A seca da Yamaha data de 2015, quando Jorge Lorenzo foi campeão. A Ducati, por outro lado, está com a prateleira vazia tem muito mais tempo, já que o único campeonato data de 2007, na era Casey Stoner.

Dominante nos últimos anos, Marc Márquez está de volta à área de combate, mas ainda longe da forma necessária para a briga. Sem o hexacampeão, a disputa parece mais aberta, o que beneficia o espectador, já que o campeonato fica mais imprevisível e atraente.

A MotoGP volta à ação no dia 30 de maio, com o GP da Itália, sexta etapa do calendário. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar