MotoGP
19/02/2018 08:16

Zarco celebra performance na Tailândia e se vê com chances de pódio em 2018, mas avisa: “Vejo Márquez muito mais forte”

Segundo colocado na bateria de testes coletivos da MotoGP, Johann Zarco celebrou o desempenho apresentado na Tailândia. Piloto da Tech3 avaliou que tem chances de pódio em 2018, mas destacou que Marc Márquez é quem aparece mais forte na briga pela vitória
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Johann Zarco (Foto: Tech3)

Johann Zarco chegou pertinho da liderança dos testes da MotoGP na Tailândia, mas acabou superado por Dani Pedrosa por 0s086 nos minutos finais, quando já tinha dado por encerrada suas atividades de domingo em Buriram. Mesmo assim, o piloto da Tech3 sai do segundo teste do ano cheio de motivos para comemorar.
 
Falando à imprensa pouco após deixar a pista tailandesa, Zarco falou em dia “positivo e competitivo” e se mostrou satisfeito com a melhora da YZR-M1.
Johann Zarco se mostrou satisfeito com a atuação em Buriram (Foto: Michelin)
“Foi um dia positivo. Competitivo”, resumiu. “Ontem também, mas quando tive de fazer o tempo de volta muito rápido, meu limite estava em 1min30s3. Ser cinco décimos mais rápido hoje significa que conseguimos alguma melhora na moto, e estou muito feliz que possa pilotar cada vez melhor. Está funcionando bem”, frisou.
 

Para alcançar a marca de 1min29s867, Zarco usou um pneu dianteiro médio e um traseiro macio, mas a expectativa é de que a Michelin opte por compostos mais duros para a corrida de outubro.
 
“Nós estávamos brincando com os pneus realmente macios e isso é uma ajuda para o tempo de volta. Eu queria brincar com isso, mesmo que não tenhamos este tipo de pneu em outubro, porque forçar a moto ao limite nos dá informações. Acho que o equilíbrio da moto é bom para estar neste ritmo”, elogiou. “Então isso vai nos ajudar a estarmos bem ou começarmos em um bom ritmo no Catar, para começarmos a temporada também em um bom nível”, continuou.
 
Ciente da diferença entre uma volta única e ritmo de prova, Zarco apontou Marc Márquez como o piloto em melhor forma.
 
“Tempo de volta e corrida são histórias diferentes. Também tive bons momentos com pneus usados, mas, fazer a largada, lutar com seus oponentes e aí fazer 26 voltas em sequência, não fiz isso nesses três dias, e isso muda muito a história”, ponderou. “Parece que posso estar próximo ao pódio ou no pódio, eu diria. Em relação a vitória, vejo Marc muito mais forte e ele pode até mesmo brincar com a moto e ser mais rápido do que eu em cada volta”, previu.
 
“Então, pensando apenas na vitória, eu diria Marc neste teste. Em relação a mim, posso estar no pódio”, garantiu.
 
A atuação de Zarco no último dia em Buriram voltou a lançar dúvidas em relação ao time oficial de Iwata. Maverick Viñales fechou a bateria apenas com o oitavo tempo, enquanto Valentino Rossi foi só 12º.
 
Questionado sobre o que Rossi e Viñales podem aprender com ele, Zarco respondeu: “Eu não sei. Cada um tem sua própria maneira. Eu, no meu segundo ano na MotoGP, sigo apenas sorrindo. Eu curto, e isso é o principal”.
 
Usando o chassi de 2016, Johann voltou a afirmar que vê o estilo suave de pilotagem de Jorge Lorenzo como a maneira correta de guiar a Yamaha.
 
“Ainda estou convencido disso, pois Lorenzo era muito rápido. Mesmo com a Ducati, na Malásia ele fez a volta recorde. Isso significa que a Ducati é boa, mas também significa que o piloto é bom”, avaliou. “Na Yamaha, ele estava muitas vezes nesse nível. Talvez, no momento, ele não tenha encontrado isso aqui na Tailândia. Mas é o jeito de ser rápido, e acho que ele tem a perfeição, então estou tentando entender isso”, encerrou.