Apesar de trajetórias diferentes, finalistas da Nascar têm ponto em comum: superar adversidades para decidir título

Kevin Harvick, Kyle Busch, Jeff Gordon e Martin Truex Jr. O quarteto que decide o título da Nascar neste domingo (22) passou por grandes apertos antes de decidir chegar em Homestead. O GRANDE PRÊMIO recordou a trajetória dos finalistas ao longo de 2015

Depois de longos nove meses de Nascar, recheados com 36 provas, o campeonato finalmente se encaminha para o encerramento em Homestead neste domingo (22). Quatro pilotos chegam ao oval de Miami com chances de título, sobrevivendo ao Chase: Kevin Harvick, Kyle Busch, Jeff Gordon e Martin Truex Jr. O quarteto, apresenta trajetórias muito diferenciadas, mas com um ponto comum: a superação para chegar à final.
 
Harvick, por exemplo, quase foi eliminado do Chase na primeira fase, mesmo tendo somado o maior número de pontos ao longo do ano. Gordon precisou deixar para trás seu pior começo de temporada, usando a constância como trunfo. Truex Jr. lidou com o fato de ser piloto de uma equipe pequena, sem a estrutura das rivais – e conseguiu resultados dignos de aplauso. Teve até piloto superando fratura na perna e no pé para chega à decisão – certo, Busch?
 
Em Homestead, o placar zera e a regra é simples: quem chegar na melhor posição assume a condição de campeão da Nascar. O treino classificatório, realizado nesta sexta-feira (20), já determinou a ordem do grid, que terá Kyle Busch, terceiro, como melhor dos candidatos.
 
No dia da decisão, o GRANDE PRÊMIO decidiu recordar o 2015 dos adversários – altos, baixos, e o traiçoeiro caminho até Miami.

#4 – Kevin Harvick

Harvick é o piloto que mais pontuou na Nascar em 2015 (Foto: AP)
Kevin Harvick não é nenhum novato nessa de buscar o título da Nascar. Aliás, é ele quem defende o título da categoria e, possivelmente, represente a aposta mais segura neste domingo em Homestead.
 
Regularidade foi a tônica do ano do piloto da Stewart-Haas. Nas 14 primeiras corridas, Harvick só ficou atrás do segundo lugar em quatro ocasiões. Em Las Vegas e Phoenix, duas vitórias para o campeão.
 
Dali para frente, Harvick basicamente só se preparou para o Chase. Com mais cinco pódios para a conta até o fim da fase regular em Richmond, Harvick assegurou o quinto posto e vaga tranquila para a fase final.
 
Após duas provas para lá de complicadas, Harvick deu um show em Dover. Precisando vencer, foi lá e triunfou, garantindo presença na segunda fase do Chase.
 
Desta feita, não tardou para que Harvick basicamente carimbasse seu passaporte para a terceira fase. Segundo em Charlotte, só precisou de dois top-20 para avançar.
 
Extremamente regular na terceira fase chegando em oitavo em Martinsville, terceiro no Texas e segundo em Phoenix, Harvick chega a Homestead com status de piloto a ser batido.
 
Melhor corrida de 2015: na segunda prova em Dover na temporada, Kevin Harvick estava pressionado. O atual campeão corria o sério risco de ser eliminado logo na primeira fase do Chase – um possível fiasco para um piloto tão forte ao longo do ano. Em Chicagoland, um pneu furado. Em New Hampshire, a falta de combustível. Mas a última prova da fase inicial foi Harvick em essência: domínio absoluto, poucas disputas pela liderança e uma tão necessária vitória.
 
#18 – Kyle Busch
Kyle Busch perdeu as 11 primeiras provas do ano, mas chegou ao Chase (Foto: AP)
Kyle Busch é, possivelmente, o grande nome da Nascar em 2015. Após perder as primeiras 11 etapas da temporada por ter quebrado a perna e o pé em Daytona na prova da Xfinity Series, o americano teve de suar muito para se garantir no Chase.
 
Na corrida que marcou seu retorno, em Charlotte, Buschinho ficou em 11º. Dover, Pocono e Michigan também não foram lá muito marcantes, tendo terminado a série de quatro provas com apenas um top-10 e basicamente eliminado do Chase, muitos pontos defasados em relação aos rivais.
 
No entanto, Kyle Busch em nenhum momento pensou em desistir e iniciou uma reação nada menos do que histórica. Em cinco corridas, Busch foi lá e ganhou quatro, algo totalmente fora da curva em uma categoria tão equilibrada quanto à Nascar. O feito aumentava de relevância quando era lembrado que Kyle temeu pela sua carreira no acidente em Daytona.
 
Com as vitórias em Sonoma, Kentucky, New Hampshire e Indianápolis, Kyle começava a se aproximar da pontuação necessária para chegar ao Chase. Era algo totalmente inusitado, já que, em tese, uma vitória garante o piloto na fase final da temporada.
 
Daí para frente, Busch precisava assegurar sua vaga no Chase e engrenou uma boa sequência, prezando pela regularidade. Até Richmond, ficou no top-10 em quatro das cinco provas, com dois pódios na conta. Era o suficiente para ir ao Chase.
 
A primeira fase da decisão da Nascar foi conturbada para Kyle. Nono em Chicagoland e 37º em New Hampshire, Busch precisou ser segundo em Dover para, no limite, em 11º, avançar.
 
Quem imaginava que o piloto da Joe Gibbs conseguiria voltar aos trilhos na segunda fase do Chase, se enganou. 20º em Charlotte, quinto no Kansas e 11º em Talladega, Busch passou para a terceira rodada do Chase na conta, justamente em oitavo.
 
A maturidade que precisava Kyle no Chase apareceu justamente na terceira fase. A vitória não veio, mas foram três corridas com bons resultados, três top-5, garantindo a presença da sensação de 2015 na decisão em Homestead.
 
Independentemente do resultado da corrida deste domingo, Kyle vai conseguir, ao menos, igualar sua melhor marca na Nascar. Em 2013, o piloto terminou o campeonato como quarto melhor.
 
Melhor corrida de 2015: na primeira prova de New Hampshire, Kyle Busch ainda era um piloto que tentava ficar entre os trinta primeiros do campeonato para, enfim, se tornar elegível ao Chase depois de perder 11 corridas por fraturar a perna em Daytona. O #18, enquanto brigava pela liderança, tocou o muro e furou um pneu. Um pit em bandeira verde o jogou uma volta atrás do líder. Mas, na pista, o piloto da Joe Gibbs deixou de ser retardatário ao superar o ponteiro, Brad Keselowski. Em seguida, uma bandeira amarela veio e todos pararam – menos Kyle, que assumiu a liderança e partiu para a terceira vitória. Estava claro que o irmão de Kurt conseguiria participar do Chase.
 
#24 – Jeff Gordon
Gordon precisou crescer muito ao longo do ano para chegar à decisão (Foto: Getty Images)
Jeff Gordon dispensa apresentações. Tetracampeão da Nascar e dono de 93 vitórias no principal certame americano, todos identificam o ilustre #24. Mas 2015 começou como um ano muito mais sombrio do que glamuroso.
 
A temporada final de Gordon começou com dois big-one, em Daytona e Atlanta. Em Las Vegas, terceira corrida, a pole-position foi inutilizada quando se acidentou com Danica Patrick em um treino e precisou trocar de carro.
 
De um jeito ou de outro, Gordon conseguiu acumular bons pontos. As apresentações eram apagadas, mas os top-10 eram relativamente frequentes – mas pouco para alguém como Jeff.
 
Em certo momento do ano, até a constância deixou de existir. Um top-10 em um dia, um top-20 em outro seguido de um 41º posto. Mesmo assim, o #24 conseguiu chegar ao Chase – participação carimbada apenas na última etapa, sem vitórias e como 14º colocado entre 16 pilotos. Medíocre, portanto.
 
Mas algo mudou no começo do Chase. Logo na primeira prova, em Chicagoland, o #24 liderou um bom número de voltas e só perdeu a liderança por um erro de estratégia. Mesmo assim, a constância permitiu que o veterano avançasse nas duas primeiras fases.
 
E foi na terceira que algo mudou. De verdade: em Martinsville, primeira prova da fase, Gordon capitalizou sobre a batida proposital de Matt Kenseth em Joey Logano para assumir a liderança e carimbar o passaporte para Homestead logo na primeira chance.
 
Com o sonho do penta vivo, Gordon chega em Homestead como ídolo do esporte e uma massa de fãs dando apoio. Agora vai?
 
Melhor corrida de 2015: em Martinsville, primeira prova da terceira fase do Chase, Gordon ainda devia a primeira vitória em 2015. E foi justamente em uma de suas melhores pistas que a dívida foi quitada: com Logano fora de combate, o #24 tomou decisões estratégicas arrojadas e, na última relargada, protagonizou uma bela disputa com Jamie McMurray. Depois de despachar o #1, o piloto da Hendrick partiu para uma de suas vitórias mais emocionantes.
 
#78 – Martin Truex Jr.
Truex Jr., surpresa de 2015, superou as adversidade de uma equipe pequena (Foto: AP)
Ao começo de 2015, Martin Truex Jr. certamente não seria cotado como um dos finalistas do Chase. Afinal de contas, era a mesma combinação de piloto e equipe que em 2014 não conseguiu nada além da 24ª colocação no Campeonato de Pilotos.
 
Mas o destino, algumas vezes cruel com alguém que se envolveu em um dos maiores escândalos recentes da Nascar – o infame Spingate – resolveu sorrir em 2015.
 
A Furniture Row fez das tripas coração e conseguiu 14 top-10 nas 15 primeiras corridas do ano. Estava claro que, com tal constância, Truex Jr. participaria do Chase. A vitória em Pocono, até aqui única do ano, foi praticamente uma formalidade, um gracejo dos deuses do esporte para alguém que comeu o pão que o diabo amassou antes de 2015.
 
Depois de vencer, Martin relaxou um pouco. Foram apenas 4 top-10 nas 12 corridas entre a vitória e o começo do Chase. Todavia, quando a parte decisiva da temporada começou, o #78 voltou a ser o mesmo piloto regular de outrora. Seu pior resultado no mata-mata da Nascar foi um 15º lugar no Kansas.
 
Mas isso era o de menos: enquanto seus rivais se explodiam e acabam abaixo da 30ª colocação, Martin acumulava os pontos necessários para avançar em todas as fases. Sempre com algum aperto, sempre com algum sucesso.
 
Em Phoenix, a chuva foi sua aliada. Joey Logano e Kurt Busch pareciam capazes de brigar pela vitória – que, se conquistada, tiraria a vaga de Truex Jr. na decisão. A sorte do #78 foi que a última relargada da prova nunca aconteceu e, mesmo em 14º, deu para comemorar mais um avanço.
 
Mesmo sendo o azarão, Truex Jr. não quer saber de se contentar com a final do campeonato. A Furniture Row tem planos ambiciosos para o futuro – a adição de um segundo carro para 2016 parece fato consumado –, e vencer o título de 2015 seria um enorme salto para a esquadra.
 
Melhor corrida de 2015: Martin Truex Jr. se destacou pela constância ao longo das primeiras provas do ano, mas ainda não aparecia como protagonista. Isso mudou em Pocono, onde o #78 conseguiu o raro feito de liderar a maioria das 160 voltas. O final da prova se mostrou um desafio: as várias bandeiras amarelas arriscaram a liderança, dadas as várias relargadas. Mas o piloto segurou o ímpeto de Kevin Harvick e voltou ao Victory Lane, que não visitava desde 2013.
 

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Lembram-se daquele carro conceito de 2017 que a Ferrari fez no começo do ano? Pois o pessoal da Asseto Corsa trabalhou…

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