Nascar afirma que prioridade é avaliar alambrados para evitar novo acidente na etapa de Talladega

Após o grave acidente na última volta da corrida de Daytona da Nationwide, a Nascar afirmou que tem um plano de duas fases para aumentar a segurança dos circuitos. A primeira fase é o foco no superovais e a segunda, nas demais pistas

A Nascar anunciou quarta-feira (6) que vai investigar a fundo o acidente na última volta da etapa da Nationwide em Daytona, disputada no fim do mês passado, para evitar que algo semelhante aconteça nas próximas corridas em superovais. Para isso, o vice-presidente da categoria Steve O’Donnell afirmou que há um plano de duas fases.

A primeira é focar na segurança da corrida de Talladega, o outro superoval do calendário, marcada para o mês de maio. O dirigente garantiu que essa é a prioridade a partir de agora e todas as modificações necessárias nas estruturas serão aplicadas até lá.

“Esse é um processo de duas fases. As corridas em superovais, em Daytona e Talladega, é onde vamos nos concentrar primeiro. Temos uma etapa em Talladega, em maio, e tudo que pudermos aprender até lá será aplicado na corrida. Nós vamos fazer isso”, declarou.

Acidente em Daytona na Nationwide (Foto: Getty Images)

O segundo passo, de acordo com O’Donnell, é ver que mudanças podem ser feitas nos demais circuitos da categoria. No entanto, será necessário levar em conta as características de cada um deles antes de pensar nas alterações.

“A segunda fase é ver todas as nossas pistas. Nós corremos em vários autódromos diferentes, como você sabe. Cada uma dessas pistas é única, com velocidade diferente, com inclinação diferente. Todos esses fatores precisam ser levados em conta quando você busca fazer alguma modificação”, avaliou.

O vice-presidente destacou, ainda, que não há um prazo final para as investigações, mas obviamente a intenção é aumentar a segurança de pilotos e espectadores já na corrida de Talladega. “Não há um prazo para quando isso estiver completo, embora nós saibamos que a corrida de Talladega será em maio. Tudo o que soubermos será aplicado em maio”, disse.

“Mas quando você fala sobre segurança, não há um objetivo final. Isso é algo que precisamos trabalhar todos os dias. Se houver alguma coisa que pudermos descobrir esta noite, vamos aplicar. Se levarmos dois meses, vamos aplicar da mesma maneira”, acrescentou o americano.

Quanto ao carro de Kyle Larson, que teve a parte da frente decepada na batida e ainda deixou o motor no alambrado, O'Donell lembrou que a segurança funcionou, já que o piloto americano saiu ileso. “É importante ressaltar que a maioria dos elementos de segurança no carro fez o seu trabalho. O piloto saiu andando. Houve conversas sobre se o cabo da suspensão se rompeu. Isso não aconteceu. O carro, porém, voou no alambrado”, disse.

Por isso, o dirigente reconheceu que precisa avaliar o comportamento do carro em casos extremos, como ao ser catapultado em direção ao alambrado. “Nosso foco é saber se todos os elementos do carro fizeram seu trabalho, e o que precisamos fazer em caso de impacto no alambrado”, completou.

No acidente da Nationwide, 28 pessoas ficaram feridas por causa dos estilhaços dos carros, sendo que duas seguem internadas.

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