Sem treinos, longe dos fãs e estrada aos domingos: Suárez relata nova rotina na Nascar

A principal categoria do automobilismo norte-americano volta a acelerar neste domingo (17) em Darlington. Vai ser a primeira competição de alto nível do esporte a motor a retomar os trabalhos ainda em meio à pandemia do novo coronavírus. Daniel Suárez, único mexicano do grid, detalhou o dia-a-dia bem diferente no fim de semana de corrida neste ‘novo normal’

Pouco mais de dois meses depois, a Nascar vai voltar a acelerar na tarde deste domingo (17), em Darlington — às 16h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Fox Sports 2 —, e vai ser a primeira categoria de alto nível do esporte a motor a retomar os trabalhos ainda durante a pandemia do novo coronavírus, crise sanitária que paralisou o mundo e tem nos Estados Unidos o maior número de pessoas infectadas e vítimas fatais da doença. A competição adotou um rígido protocolo de segurança para retomar os trabalhos e, além de realizar as corridas com portões fechados e vetar eventos com patrocinadores, restringiu os finais de semana de prova apenas aos domingos.
 
Daniel Suárez, mexicano de 28 anos e na Nascar desde 2017, é o único latino no grid da categoria norte-americana. O piloto da novata equipe Gaunt Brothers falou ao site ‘Motorsport.com’ sobre como vai ser a nova rotina no que vem sendo chamado como ‘novo normal’.
 
Sem treinos livres ou sessão de classificação, a Nascar adotou o sorteio para definir o grid de largada. Para a etapa de Darlington, Brad Keselowski vai largar na pole logo mais.
Daniel Suárez é o único piloto mexicano no grid da Nascar (Foto: Nascar Media)
“As últimas oito semanas foram difíceis sem poder fazer as coisas que normalmente podemos. Tenho sorte em ter uma academia particular com a equipe, de modo que pude seguir com meus treinos físicos”, explicou Suárez, nascido em Monterrey. Os pilotos só vão se deslocar para o autódromo no domingo, tendo de viajar de carro, de forma individual, para chegar à pista.
 
“Não há viagens. Estamos a duas horas de estrada, e todos nós vamos dirigir em separado. A corrida é domingo. Vou dormir sábado à noite em casa e vou dirigir na manhã de domingo. Quando terminar a corrida, volto para casa. Vai ser um sistema diferente ao qual estamos acostumados, mas temos de nos adaptar agora”, disse.
 
“Não vamos ter encontros com patrocinadores, sem fãs, sem famílias, vai ser algo diferente. No entanto, o objetivo é produzir um bom espetáculo para o público e nos mantermos sãos”, acrescentou Daniel.
 
Em um momento em que os Estados Unidos ainda sofrem muito com a pandemia, o mexicano lembra que não é a hora de reduzir os esforços. Com 1.467.884 infectados e 88.754 vítimas fatais, o país é o mais devastado pelo Covid-19.
 
“As coisas começam a melhorar, mas o tema do Covid-19 continua no radar, não passou. É preciso ter cuidado. Temos a sorte de que podemos fazer uma corrida sem ter contato físico com ninguém. Com um bom protocolo, é possível. No basquete, no futebol, em todos esses esportes não dá para fazer o mesmo porque tem o contato físico”, salientou.
 
Suárez falou que a falta de treinos para ajustar melhor o carro vai ser uma dificuldade a mais. E o fato de estar em uma equipe pequena amplifica as dificuldades neste aspecto. “Se o carro está bem, ótimo. Mas se não estiver, vai ser uma corrida muito longa. Quando estiver bem nos treinos, você vai em frente, mas se não está, você para e faz mudanças. E agora não existe isso. Sempre disse que as corridas são vencidas na oficina. E agora, se você não tiver um bom carro desde a oficina, você vai sofrer”.
 
“Todo mundo vai ser afetado, mas talvez vamos ser um pouco mais, mas não quero ver dessa forma porque, do contrário, estarei mentalmente desfavorecido. Ainda estamos construindo o simulador, a equipe de engenheiros, tudo isso é algo que devemos ter muito forte para começar bem uma corrida sem treinos. No entanto, é uma oportunidade de ser líder e de me comportar à altura”, concluiu.

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