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Galvão dá lição no combate ao coronavírus. Já Fittipaldi falha miseravelmente

Pelas redes sociais, Galvão Bueno desabafou e disse que teme não somente pela sua saúde — uma vez que faz parte do grupo de risco —, mas, principalmente, se preocupa com as pessoas menos favorecidas. Por outro lado, Emerson Fittipaldi minimizou o impacto causado pela doença: “É uma gripe comum, três dias de febre e depois passa”

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
O avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil traz perspectivas sombrias para as próximas semanas. Até a última quinta-feira, as autoridades apontavam 647 casos de pessoas infectadas — ao menos de acordo com os números oficiais — e 7 mortos. Galvão Bueno, o mais importante narrador da TV brasileira, não ficou indiferente ao cenário de caos e se mostrou e comovido com os últimos acontecimentos. Preocupado não somente com a saúde — aos 69 anos, o jornalista faz parte do grupo de risco —, Galvão disse “temer muito” pelos mais pobres. Em contrapartida, Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial de F1 e alinhado ao regime do presidente Jair Bolsonaro, adotou o mesmo discurso do político. “A imprensa está criando um problema muito maior do que existe”, disse em entrevista à revista ‘Época’.
 
Por meio das suas redes sociais, Galvão Bueno gravou um vídeo em que emocionou seus fãs na última quinta-feira (19) ao desabafar sobre a tragédia provocada pelo Covid-19. O jornalista da Globo lembrou do recente infarto sofrido, em novembro do ano passado, quando estava em Lima para narrar a final da Libertadores. Em casa, Galvão fez um alerta a todos.
 
“Eu estou aqui no meu escritório, em casa, seguindo as recomendações. Do que modernamente estão chamando de ‘home office’, de você trabalhar em casa. Mas, preocupado, claro... Vou fazer 70 anos, sou do grupo de risco, sou hipertenso, recentemente tive problema de coração... Posso até vir a ser infectado. Todo mundo está correndo risco. Não há dúvidas que esse vírus tão sério, esse drama que estamos vivendo, chegou ao Brasil pelas elites porque foi trazido por quem tenha vindo da Europa, da Ásia, dos EUA e agora vai se espalhando”, disse.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Eu gostaria de dividir com vocês uma grande preocupação minha e de várias outras pessoas sobre a pandemia do coronavírus.

Uma publicação compartilhada por Galvão Bueno (@galvaobueno) em


“Claro que nós (e eu tenho muito orgulho disso, porque acabamos gerando muitos empregos, principalmente no agronegócio, pecuária e com meus negócios de vinho e plantações) ordenamos que todas as pessoas do escritório fossem trabalhar em casa. Todos nós estamos em casa seguindo as instruções. Mas eu tô muito angustiado. E tô muito angustiado porque, é claro que é necessário se preocupar com a queda da bolsa de valores, com a alta do dólar, com as questões da economia, com tudo isso”, ponderou.
 
Mas a maior preocupação de Galvão é com os pobres. “Vale recomendar que se lave as mãos, que se tenha sempre a melhor higiene possível, que use o álcool gel, mas eu tô muito angustiado. E quando esse vírus chegar às favelas? E quando esse vírus chegar — Deus que nos livre — aos grotões da mais profunda pobreza do nosso país? Onde as pessoas não têm conhecimento e nem condições de ter todo esse cuidado? Como colocar quem trabalha no dia a dia em sistema de home office? Essas pessoas precisam do trabalho no dia a dia porque, senão, as famílias vão passar fome”.
 
“Como evitar que essas pessoas possam usar o sistema coletivo de transporte se eles precisam trabalhar? Porque se eles não trabalharem, não vão sustentar suas famílias. Em alguns lugares nem água corrente tem para lavar as mãos, onde vão arrumar dinheiro para comprar álcool gel? É preciso se preocupar, juntar todas as mensagens, isso é tudo muito importante. Todos nós estamos nos movimentando para isso. Tenho acompanhado todas as decisões, muitas delas muito corretas, mas onde está o grande projeto da atenção social a essas pessoas menos favorecidas?”, complementou o narrador, que tenta encontrar um fio de esperança em meio ao caos e à preocupação.
 
“Temo. E temo muito quando esse vírus vier a atingir esses bolsões de linha de pobreza ou abaixo da linha da pobreza. Que Deus nos abençoe a todos e nos ajude sempre”, encerrou.
 
 
“É uma gripe comum”, diz Emerson Fittipaldi
 
Semana passada, o bicampeão mundial de F1 Emerson Fittipaldi esteve em evento do qual participou também o presidente Jair Bolsonaro e vários integrantes da comitiva presidencial em um salão de Miami, nos Estados Unidos. Com um discurso alinhado ao político, Fittipaldi falou à revista ‘Época’ e minimizou o impacto causado pelo coronavírus.
 
“A contaminação na Itália é um exemplo, a média de idade das pessoas que morre é alta. São mais velhos, com problemas respiratórios. Várias pessoas por lá já falaram, é uma gripe comum, três dias de febre e depois passa. O problema lá é só a falta de aparelhos respiratórios”, disse o ex-piloto.
Emerson Fittipaldi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Os números atualizados refletem um país arrasado pelo coronavírus. A Itália conta, até o momento, 41.035 casos de coronavírus e 3.405 mortos. 
 
Assim como a maior parte do mundo, o Brasil está praticamente paralisado em razão da pandemia. Milhares de trabalhadores já perderam os empregos em razão da crise e outros tantos estão impossibilitados de trabalhar por conta das medidas restritivas para impedir a propagação do coronavírus. Comércios e prestadores de serviços pararam de funcionar no momento, bem como várias cidades determinaram o fechamento de lugares públicos - como praias e parques - e particulares. Tudo para evitar a aglomeração de pessoas e amenizar o impacto causado pelo Covid-19.

Fittipaldi vive nos EUA, país que, como o Brasil, demorou a adotar medidas eficazes de combate ao coronavírus. Os números lá são alarmantes e crescem exponencialmente: 14.250 infectados e 205 mortos até a atualização mais recente desta sexta-feira (20). O bicampeão deixou o Brasil com dívidas que passam de R$ 27 milhões sem dar explicação para as autoridades locais e seus credores.
 

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