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Governo Federal oficializa entrega de terreno para construção de autódromo no Rio de Janeiro

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes afirmou que quer tirar a F1 de São Paulo e levá-la de volta para a capital fluminense

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

A promessa de que o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, só seria demolido quando uma nova praça estivesse pronta não foi cumprida – o tradicional circuito carioca já está em processo de desconstrução para dar lugar ao Parque Olímpico, visando as Olimpíadas do Rio 2016. Nesta sexta-feira (9), porém, o automobilismo fluminense ganhou uma sobrevida com a oficialização da transferência do terreno de Deodoro para as mãos do Ministério do Esporte, permitindo a construção do novo autódromo – antes ele pertencia ao Ministério da Justiça e servia de base para treinamentos militares.

O evento que lançou a pedra fundamental para a construção da pista em Deodoro contou com as presenças de autoridades como o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e o presidente da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), Cleyton Pinteiro.

Thiago Camilo venceu a última prova nacional em Jacarepaguá, válida pelo Brasileiro de Marcas (Foto: Duda Bairros/ Vicar)

O prefeito carioca voltou a demonstrar interesse em atrair a F1 de volta para sua cidade. “Uma cidade que quer ser palco de grandes eventos precisa ter um autódromo. O Rio vai ter o mais moderno do Brasil em pouco tempo. Mais adiante, pretendo começar uma negociação para trazer a F1 para cá”, declarou Paes, em entrevista a jornalistas presentes no evento. A categoria máxima do automobilismo correu em Jacarepaguá em 1978 e entre 1981 e 1989. A pista também recebeu, posteriormente, provas da Indy e da MotoGP.

Em julho, a informação de que o terreno prometido para a construção do novo autódromo era um campo minado fez muitos duvidarem de que a palavra das autoridades realmente seria cumprida. Na ocasião, um militar morreu e outros dez ficaram feridos em decorrência de uma explosão. O exército admitiu que mais explosivos estão enterrados no local, mas garantiu que as buscas estão em andamento e que equipamentos estão sendo importados para ajudar a resolver esse problema.

O objetivo do Ministério do Esporte e do governo estadual é concluir o processo licitatório até julho de 2014. Depois disso, o novo prazo estabelecido para a conclusão do circuito é o fim primeiro semestre de 2014, mas a operação total do complexo – que ainda inclui estruturas de hipismo, tiro e o parque radical das Olimpíadas de 2016 – está prevista para o início de 2015. Sem o projeto-executivo completamente definido, valores ainda não podem ser divulgados, mas o Ministério do Esporte reservou R$ 500 milhões para a realização dos trabalhos.

Até que o autódromo de Deodoro esteja apto para receber competições, as provas dos campeonatos regionais do Rio de Janeiro, organizadas pela FAERJ, devem acontecer na cidade mineira de Santa Luzia. Lá, o Megaspace foi ampliado e reinaugurado recentemente. Santa Luzia está a 500 km da capital fluminense.