GP3: Félix da Costa coroa fim de semana quase perfeito com nova vitória na Hungria

Na base da estratégia, António Félix da Costa conquistou sua segunda vitória no fim de semana em Hungaroring, neste domingo (29). Patric Niederhauser terminou em segundo, enquanto o piloto da casa, Tamas Pal Kiss, completou o pódio

Unindo raça e estratégia perfeita, António Félix da Costa conquistou a sua segunda vitória no fim de semana em Hungaroring, neste domingo (29). O luso da Carlin e também piloto do programa de jovens da Red Bull aproveitou a rápida secagem da pista e arriscou ao colocar pneus para pista slicks. A estratégia deu certo, e logo António era bem mais rápido que os então líderes Matias Laine e Aaro Vainio, cerca de 8s por volta. A ultrapassagem veio na penúltima volta, e Félix da Costa ouviu novamente ‘A Portuguesa’, hino nacional luso em Budapeste, coroando um fim de semana quase perfeito, uma vez que o jovem largou em segundo na prova de sábado, atrás de Vainio.

A vitória de Félix da Costa, que largou do oitavo lugar para triunfar em Hungaroring, foi histórica para a GP3. Pela primeira vez desde 2010, ano em que a categoria começou a ser disputada, que um piloto vence as duas baterias de um mesmo fim de semana.

Patric Niederhauser e Tamas Pal Kiss completaram o pódio no circuito húngaro. Já o brasileiro Fabiano Machado, representante da Manor e único piloto nacional a correr toda a temporada da GP3, não largou.

Félix da Costa levou novamente a bandeira de Portugal no alto do pódio húngaro (Foto: GP3)

Saiba como foi a segunda etapa da GP3 em Hungaroring

A corrida da GP3 em Hungaroring começou com pista molhada, já que choveu muito durante a noite na região de Budapeste. Por conta da regra do grid invertido, David Fumanelli largou na pole, enquanto o vencedor do sábado, Félix da Costa, partiu do oitavo lugar.

E logo nas primeiras curvas, dois carros da MW Arden ficaram pelo caminho: simplesmente o líder do campeonato, Mitch Evans rodou na encharcada curva 1 e ficou para trás. Duas curvas depois, foi a vez do pole Fumanelli rodar e bater no guard-rail. Quem assumiu a ponta foi o terceiro piloto da equipe de Mark Webber e Christian Horner, Laine, com Conor Daly e Aaro Vainio completando a lista dos três primeiros. Félix da Costa era o sétimo colocado.

Vendo que a pista estava em condições extremas por causa do grande volume de água no asfalto, a maioria dos pilotos optou por adotar um ritmo de corrida mais conservador, o que é até algo raro para os meninos e meninas da GP3.

Fato era que Laine tinha ritmo de corrida bem mais lento em relação a Daly, da Lotus, e seu companheiro de equipe, Vainio. O piloto da MW Arden tentava se desgarrar da pressão dos carros aurinegros, que traziam Tamas Pal Kiss, piloto da casa. Fatalmente o vencedor sairia desse grupo, já que Félix da Costa, que subiu para quinto, estava bem mais atrás deste pelotão.

Sem ter nada a perder, já que estava bem atrás na corrida, Evans adotou a arriscada tática de colocar pneus slicks com a pista bastante úmida ainda. E a estratégia, naquele momento, se mostrou errada apenas algumas curvas depois, quando o neozelandês rodou e perdeu qualquer chance de pelo menos pontuar neste domingo.

Aos poucos, Daly intensificava a pressão sobre Laine. O norte-americano emparelhou lado a lado com o líder da prova e esboçou uma ultrapassagem, mas não conseguiu realizar a manobra com sucesso e seguiu em segundo, com Vainio, Pal Kiss e Félix da Costa vindo logo atrás.

Com a rápida secagem da pista, colocar pneus slicks naquela altura da prova, quando faltavam oito voltas para o fim — metade da corrida —, já não era mais loucura, pelo contrário. Vários pilotos, sobretudo os do pelotão intermediário, se arriscaram, uma vez que nada tinham a perder. Mas o fato é que o asfalto tinha trechos bastante úmidos ainda.

O primeiro dentre os líderes a fazer o pit-stop e colocar pneus para pista seca foi Pal Kiss, seguido por Félix da Costa. Faltando sete voltas para o fim da corrida, a vantagem dos slicks era bastante grande em termos de desempenho, uma vez que esse tipo de composto era cerca de 3s mais rápido em relação aos pneus de chuva em Hungaroring.

Enquanto Laine resistia na liderança, Daly perdia rendimento. O norte-americano não conseguiu o melhor rendimento dos pneus, tendo de buscar superfície molhada. Em uma dessas manobras, Conor possibilitou a ultrapassagem de Vainio, que partiu para cima do ponteiro. Mas nada estava garantido àquela altura da prova, quando faltavam quatro voltas para o fim.

Isso porque o ritmo de corrida dos pilotos que estavam com slicks era bem superior àqueles que optaram por permanecer na pista com pneus para chuva. Quinto, Félix da Costa, que fez seu pit-stop, era nada menos que 8s mais rápido que Laine. Tudo indicava que o fim da corrida seria empolgante. A vantagem do finlandês para o luso da Carlin era de 16s, mas nada parecia impossível.

António foi abrindo caminho, passou Abt, que vinha na quarta colocação, e também Conor Daly, assumindo o terceiro lugar, partindo para cima dos finlandeses Vainio e Laine. Rapidamente, o luso encostou nos dois nórdicos, e a ultrapassagem era questão de tempo. E foi assim que aconteceu. Na penúltima volta, Félix da Costa passou com extrema facilidade Vainio, e depois, Laine, e seguiu rumo à sua segunda vitória no fim de semana.

Na última volta, foi a vez de Pal Kiss provar que a tática de usar pneus para pista seca foi muito mais acertada e tratou de colocar a bandeira da Hungria no pódio ao passar Laine e Vainio para subir para terceiro, já que o piloto da casa foi ultrapassado no fim por Niederhauser.

GP3, Hungaroring, corrida 2, final:

 

 

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