Meira compara situação de F1 com Indy: “Assistimos corridas de estrangeiros”

Fórmula 1 e Indy têm enfrentado uma escassez de brasileiros em seus grids. Vitor Meira, que correu muitos anos nos Estados Unidos, lamentou o fato e a falta de formação de pilotos

A falta de brasileiros em categorias internacionais é algo que tem desanimado nomes envolvidos no esporte a motor. Vitor Meira, com carreira bastante estabelecida lá fora, lamentou a escassez de formação de pilotos.
 
Em 2020, tanto F1 quanto Indy vai sofrer com a baixa presença de representantes do país no grid. Enquanto a principal categoria mundial do automobilismo não vai ter ninguém, o certame norte-americano vai ter Tony Kanaan com presença parcial – inclusive, que foi chamado de ‘último Highlander’.
 
Com duas das principais categorias de fórmula com escassez de brasileiros, Meira chegou a colocá-las lado a lado. “Comparação eu diria que está em patamares iguais em termos de representatividade do brasileiro ali, em termos técnicos do piloto, de estar lá representando o país, está muito parecido, pois não tem ninguém vindo atrás”, falou ao GRANDE PRÊMIO.
Sem brasileiros na F1 (Foto: F1)

“Quem está vindo na F1? Na Indy? No programa Road to Indy, na Indy Lights? Não tem ninguém, e na F1 temos o Sette Câmara, tem alguns nomes entrando, Pedro Piquet, Fittipaldi, mas para isso virar concreto na F1 as estrelas têm que conspirar muito. Está muito pouco concreto o que temos aí”, seguiu.
 

“Infelizmente a representatividade que o Brasil vai ter lá não vai ser nada. A Indy, na minha opinião, a Indy tem mais entretenimento, é mais dinâmica, atrai o público mais diretamente, mas a F1 é a F1 que todos nós conhecemos e que carrega um peso cultural maior no Brasil”, continuou.
 
“Fora isso, vamos ver corridas de estrangeiros porque a corrida é interessante, mas não porque torcemos como brasileiros para alguém e infelizmente por um bom tempo vai continuar assim”, concluiu.
 

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