Pedro Piquet revela que não se lembra de acidente em Goiânia: “Fui acordar só na ambulância”

Em entrevista ao ‘Jornal Nacional’, Pedro Piquet contou que acordou só na ambulância após o acidente do último domingo em Goiânia na prova da Porsche Cup — e perguntando sobre o campeonato da F3 Brasil. E ele disse que tudo não passou de um toque de corrida

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Pedro Piquet não se lembra do acidente que sofreu no último domingo, em Goiânia, a partir da ‘segunda virada’. Ele acordou só na ambulância, a caminho do hospital. O piloto de 17 anos, filho do tricampeão Nelson Piquet, recebeu alta hospitalar na segunda-feira e foi para casa após capotar nove vezes durante a etapa da Porsche Cup.

 
Em entrevista ao ‘Jornal Nacional’, da TV Globo, ele descreveu o que se lembrava do susto que viveu. No final, ele sofreu uma fratura na mão e uma lesão no pulmão.
 
Durante o acidente, sua mão esquerda chegou a ficar para fora do carro.
O estado de Pedro Piquet após o acidente em Goiânia, em foto postada pelo próprio piloto (Foto: Reprodução Twitter)
"A gente tava na primeira volta da corrida e na segunda curva eu já sabia que ia capotar. Tentei ficar o mais quieto possível, mas depois de duas viradas eu apaguei. Fui acordar só na ambulância", descreveu Pedro ao ‘JN’, junto de seu pai.
 
"Eles falaram que eu fiquei de três a cinco minutos no carro até me tirar porque a porta não quis abrir, e tiveram que me tirar por cima. Nesse tempo eu não me lembro de nada. O que eu lembro é que eu tava na ambulância e perguntei pro meu pai como estava a F3, como que estava o campeonato, que eu não lembrava. E ele me disse ‘você já foi campeão esse ano, está tudo certo’", contou.

A categoria recuperou dados do acidente e apontou o quão impressionante foi o impacto sofrido por Piquet. A aceleração lateral máxima foi de 8,4 G, a aceleração longitudinal chegou a 6,5, e a aceleração vertical, 8, representando sete vezes a força da gravidade. A aceleração combinada máxima no momento em que o carro estava girando atingiu 12,7 G.

 
"A gente passou a noite no hospital, raio-x no corpo inteiro, e apenas achou uma fratura na mão, na parte de cima, mas depois de três semanas melhora. Na hora da capotagem, eu acho que devia ter segurado o cinto. Tentei manter minha mão no volante ainda, mas depois que começou a girar, soltou. O carro torceu, abriu uma fenda na janela e acabou saindo para fora. Tive muita sorte de a mão não ter pegado forte no chão”, relatou. “Estou um pouco tonto, por causa de alguns remédios, mas estou melhorando", disse.
 
Pedro tratou o toque que originou a capotagem, com o piloto Ricardo Baptista, como um lance de corrida. “A gente já tinha se tocado antes e o pneu dele furou. Dá para ver que ele até travou a roda para não bater em mim, mas, com o pneu furado, não tem jeito”, ressaltou.
 
Seu pai disse que se tratou de algo que “pode acontecer”. “É bola pra frente, esquecer o que passou e vamos para a frente. Agradecer a Deus muito”, afirmou.
 
Por fim, o garoto disse que o acidente não muda seu planejamento de correr na F3 Europeia na próxima temporada após o bicampeonato da F3 Brasil.

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