Pilotos famosos, missão ecológica e formato mirabolante: conheça a Extreme E

Tem Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Jenson Button. Tem corrida off-road em lugares exóticos, tentando enfatizar o debate sobre mudanças climáticas. Tem formato único de corrida. Conheça a Extreme E, grande novidade do fim de semana do automobilismo

Agora é oficial: Daniel Ricciardo fez aposta com o chefe Zak Brown e vai dar uma volta em um carro de Dale Earnhardt, lenda da Nascar, em caso de pódio pela McLaren (Vídeo: Reprodução/Twitter/McLaren)

Talvez você não saiba ainda, mas uma nova categoria vem por aí. A Extreme E, uma espécie de categoria irmã da Fórmula E, realiza neste fim de semana o primeiro X-Prix da temporada 2021. É um momento de ansiedade para o público: o formato da categoria é diferenciado e inovador, e o GRANDE PRÊMIO explica direitinho o que o fã de esporte a motor deve acompanhar nos próximos meses.

Para começo de conversa, a grande proposta da Extreme E é ecológica. O conceito da categoria é competir com carros elétricos off-road em algumas das regiões que mais sofrem com consequências das mudanças climáticas. É assim que Alejandro Agag e sua trupe chegaram a um calendário de apenas cinco etapas, mas bastante diversificado: o primeiro X-Prix é no clima desértico de AlUla, na Arábia Saudita, seguido por uma representação do clima oceânico em Lac Rosa, no Senegal, pelo clima ártico de Kangerlussuaq, na Groenlândia, pelo clima amazônico de Santarém, no Brasil, e pelo clima glacial de Ushuaia na Argentina. O plano original era correr também na região do Himalaia, no Nepal, mas a pandemia da Covid-19 forçou uma mudança de última hora. Cada um dos X-Prixs vai acontecer ao longo de dois dias de atividade, um sábado e um domingo. No primeiro, apenas atividades de classificação, com as corridas reservadas para o domingo.

A Extreme E abre sua primeira temporada neste fim de semana (Foto: Wikimedia)

São nove equipes participando, cada uma com um carro para dois pilotos. A categoria obriga que a dupla seja formada por um homem e uma mulher, que cumprem as mesmas funções e dividem a pilotagem. A maioria das equipes é ou fundada por personalidades do automobilismo, ou já donas de grande tradição nas pistas.

Seguindo ordem alfabética, começamos a apresentar as equipes pela ABT Cupra, originada da mesma ABT que compete na FE e no DTM. Mattias Ekström, bicampeão do DTM, é o piloto da dupla, enquanto Claudia Hürgten, veterana com quatro participações nas 24h de Le Mans e 15 nas 24h de Nürburgring.

A Acciona Sainz, por sua vez, é uma das duas representantes espanholas no grid, já tendo no currículo o feito de completar o Dakar de 2017 com um carro elétrico. Como o nome bem indica, Carlos Sainz é um dos pilotos, trazendo a experiência de dois títulos do Mundial de Rali e três vitórias no Dakar. A pilota da equipe também tem experiência para dar e vender: é Laia Sanz dona do melhor resultado de uma mulher no Dakar.

A Andretti, presente na FE, também está na Extreme E. A equipe formou parceria com a United Autosports, fundada por Zak Brown, para competir também no off-road. Os pilotos são menos conhecidos do que a escuderia em si: Timmy Hansen tem experiência no WRX, enquanto Catie Munnings é uma jovem pilota ainda crescendo no mundo do rali.

De uma das equipes mais famosas, vamos para uma das mais obscuras. Trata-se da Hispano-Suiza, conhecida principalmente por montar carros de luxo no pré-guerra e que agora retorna ao automobilismo. Os pilotos não são muito mais famosos: um deles é Oliver Bennett, dono de passagem discreta pelo WRX, e Christine Giampaoli Zonca, pilota com experiência em off-road tanto na Espanha quanto nos Estados Unidos.

Sébastien Loeb e Cristina Gutiérrez vão defender a X44, equipe de Lewis Hamilton (Foto: X44)

A JBXE é a equipe de Jenson Button na categoria. O britânico fundou a escuderia e, de quebra, vai também pilotar o carro. O piloto dispensa apresentações, sendo campeão da F1 em 2009 e fazendo parte do grid em tempo integral até 2016. A pilota da esquadra é a sueca Mikaela Åhlin-Kottulinsky, dona de experiência no GT Alemão e no TCR Escandinavo.

De um campeão da F1 para outro. Chegou a hora da Rosberg X, fundada pelo próprio Nico Rosberg. Johan Kristoffersson, dono imponente de três títulos do WRX, sempre dominando. Molly Taylor, por sua vez, focou no rali em si, com temporadas de sucesso no Europeu de Rali e no Australiano de Rali, sendo campeã desde último.

A Ganassi também está envolvida na Extreme E, carregando experiência de anos na Indy e na Nascar. A dupla de pilotos talvez seja a mais desconhecida de todas: Sara Price e Kyle LeDuc. A pilota tem como ponto alto da carreira uma medalha nos X Games, enquanto o piloto tem sucesso no off-road americano.

Uma das primeiras equipes confirmadas na categoria foi a Veloce Racing, co-fundada por Adrian Newey e Jean-Éric Vergne, mas mais conhecida principalmente pela presença pesada no mundo dos eSports. Stéphane Sarrazin, veterano com passagens pelo WEC, pela F1 e pela FE, forma dupla com Jamie Chadwick, campeã da W Series em 2019 e uma das pilotas mais reconhecidas da atualidade.

Nico Rosberg também tem equipe na Extreme E (Foto: Divulgação)

Ao fim da lista em ordem alfabética, a equipe mais badaladas de todas: a X44, fundada por Lewis Hamilton. O piloto mais experiente é Sébastien Loeb, dono de incríveis nove títulos no WRC. Cristina Rodríguez, por sua vez, tem um currículo bem menos recheado, tendo como destaque completar um Rali Dakar.

Você pode estar se perguntando: qual a moral de ter dois pilotos e um só carro? A explicação é simples: o formato da Extreme E implica na dupla dividindo o carro. As atividades serão sempre de duas voltas, totalizando por volta de 15 km de percurso. Cada uma dessas voltas terá um dos pilotos ao volante, com a ordem sendo uma decisão da equipe.

O agregado das duas classificações leva à segunda fase do fim de semana. As três equipes com melhores tempos vão para a primeira semifinal, as três do meio vão para a segunda semifinal e as três piores vão para a terceira. Cada uma dessas semifinais reserva novas disputas, com a primeira dando duas vagas na final e as outras duas dando apenas uma cada. Em outras palavras, quatro equipes vão para a grande final da etapa, com uma briga franca pela vitória.

Quem quiser acompanhar as atividades da Extreme E ao vivo no Brasil vai precisar de TV por assinatura. As semifinais estarão disponíveis apenas na ESPN Play, enquanto a final passa no SporTV 2, assim como no ESPN Play.

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