‘Rainha de Nürburgring’, pilota Sabine Schmitz morre aos 51 anos vítima de câncer

Dona de muitas facetas dentro e fora das pistas, Sabine Schmitz foi uma desbravadora ao vencer as 24 Horas de Nürburgring por duas vezes nos anos 1990

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Morreu, nas primeiras horas desta quarta-feira (17), a pilota alemã Sabine Schmitz. Dona de uma trajetória invejável, Schmitz tinha 51 anos e anunciou, em junho de 2020, que lutava contra o câncer, entre idas e vindas, desde 2017. A doença acabou sendo a causa de sua morte.

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O anúncio foi feito pelos canais oficiais do autódromo de Nürburgring, onde passou boa parte de sua vida e com o qual tinha ligação visceral.

“Nürburgring perdeu sua mais importante pilota. Sabine Schmitz morreu cedo demais após uma longa doença. Sentiremos sua falta e sua natureza divertida. Descansa em paz, Sabine”, disse em breve comunicado.

Sabine Schmitz tinha 51 anos (Foto: Nürburgring/Twitter)

Natural de Adenau, na Alemanha, cidade grudada na pista de Nürburgring, Schmitz foi criada basicamente dentro do complexo do Nürburgring Nordschleife: não é um exagero. A família, com Sabine e duas irmãs, morava no Hotel am Tiegarten e era dona do restaurante Pistenklause, dentro do complexo. As irmãs todas aceleraram carros, mas Sabine foi quem deu passos mais sérios.

Após uma série de sucessos e vitórias em categorias locais, Schmitz venceu as 24 Horas de Nürburgring em 1996, guiando uma BMW M3 E36 para a Scheid Sports, onde teve a companhia de Johannes Scheid e Hans Wiedmann. A vitória significou não somente a primeira vitória de uma mulher nas 24 Horas de Nürburgring, mas a primeira em qualquer corrida de 24 Horas no mundo.

Impressionante? Em 1997, Schmitz voltaria a vencer a corrida de longa duração.

Mas ser pilota era apenas parte da vida da alemã. Schmitz correu muitas outras provas em Nürburgring, mas se formou no ramo da hotelaria, foi dona de um bar e pilota registrada de helicóptero. Também se tornou apresentadora de TV na Alemanha, nos anos 2000, e no famoso Top Gear, da inglesa BBC, a partir de 2016. Já havia aparecido como convidada muitas vezes antes.

Sabine Schmitz também chegou a guiar no Mundial de Turismo (Foto: WTCC)

Outra faceta pela qual ficou conhecida foi a dos taxis de Nürburgring, que ela mesmo criou. O serviço é simples: quem estivesse visitando a pista e quisesse dar um passeio em volta rápida, pagava uma taxa e ganhava uma volta com Sabine Schmitz ao volante. Por isso, ganhou o apelido de ‘Motorista de táxi mais famosa do mundo’. Era um dos apelidos, assim como ‘Rainha de Nürburgring’. Apesar de deixar os táxis em 2011 como pilota, continuou oferecendo, agora com uma equipe, para quem quer se aventurar na pista.

Pelos últimos mais de três anos da vida, Schmitz lidou com os diagnósticos de câncer e tratou a doença o máximo possível até esta quarta-feira.

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