Único brasileiro campeão na Europa em 2012, Costa afirma que F-Futuro foi “divisor de águas” da carreira

Nicolas Costa afirmou que se não fosse o campeonato criado por Felipe Massa não teria condições de fazer carreira na Europa. O trabalho foi recompensado, em 2012, com as duas taças da F-Abarth

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Todo ano é a mesma história. O Brasil se vê ameaçado de não ter mais representantes na F1 e assiste a seus pilotos sendo obrigados a buscar patrocínios milionários para literalmente comprar uma vaga na categoria. E o futuro é ainda pior. Afinal, a formação de atletas dentro do país praticamente inexiste.

Nicolas Costa é campeão da F-Abarth de 2012 (Foto: F-Abarth)

Nicolas Costa é uma das poucas exceções. Campeão da primeira temporada da curta história da F-Futuro, o piloto carioca aproveitou o título para fazer carreira na Europa. Depois de passar pela Academia da Ferrari e competir dois anos na F-Abarth (equivalente à F-Renault), o piloto conquistou os títulos europeu e italiano do certame, no fim do mês de setembro.

Em entrevista exclusiva à Revista Warm Up, Nicolas reconheceu que o título do campeonato criado por Felipe Massa foi fundamental para a carreira, já que antes de disputar a F-Futuro, só conseguiu sair do kart porque arrumou alguns pequenos patrocinadores para participar de torneios menores dos Estados Unidos.

“A F-Futuro foi um divisor de águas para mim porque eu só consegui sair do kart, com a idade um pouquinho maior do que se sai hoje em dia, que são 14 ou 15 anos, e eu só saí com 18 porque a gente não tinha condições. Eu saí por meio de uma oportunidade que eu tive nos Estados Unidos de conseguir patrocínio para correr lá”, declarou o piloto.

Com o título da F-Futuro, Nicolas ganhou uma bolsa para competir na Itália. Por isso, acabou sendo um dos poucos pilotos do campeonato que vingou. O restante, diz o garoto, ou parou de competir por falta de patrocínio, ou perdeu o interesse pelo esporte a motor depois de ser derrotado.

Confira a reportagem completa com Nicolas Costa na Revista WARM UP 31

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