Porsche

Chico Horta fala em corrida de altos e baixos e exalta “grande emoção” por título na Endurance Series

Chico Horta viveu grandes emoções na última etapa da Porsche Endurance Series. Em Interlagos, ele e William Freire, postulantes ao título, tiveram de parar nos boxes com cinco voltas para o fim da corrida e quando sustentavam a liderança. Apesar do medo de perder o caneco, tudo saiu bem para coroá-los os grande campeões
Warm Up / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
 O carro de Horta/Freire (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
Chico Horta e William Freire viveram um sábado de grandes emoções em Interlagos. Na decisão da temporada 2018 da Porsche Endurance Series e postulantes ao título, quase viram tudo ir por água abaixo, mas no final saíram como a grande dupla campeã.
 
Os pilotos do Porsche #77 vinham mostrando grande desempenho durante todo o final de semana, e na prova não foi diferente. Liderando grande parte da disputa, foram nas voltas finais que o cenário mudou totalmente.
 
Errando na conta de voltas mínimas por pilotos, Horta ainda precisava pagar um último giro, restando poucos minutos para a bandeira quadriculada. Nesse momento, o desespero foi generalizado nos boxes, como contou. “A corrida foi cheia de altos e baixos. Fomos do céu ao inferno, porque estávamos muito bem”, disse.
O carro de Horta/Freire (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
“Meu primeiro stint não foi muito bom, mas os outros dois foram muito bons, o Willian sempre rápido e constante, então estávamos em primeiro lugar, prontos pra ganhar quando veio a notícia dos boxes de que erramos na conta e ainda faltava uma volta para mim. Então precisamos parar o carro”, continuou.
 
“Foi desesperador, porque faltavam cinco ou seis voltas e o tempo mínimo de parada era de um minuto. Então paramos e corremos com tudo. Conseguimos fazer rapidinho e cair só para o quarto lugar. Era uma corrida que era pra sermos primeiros e fomos para quarto, então nessa hora estava todo mundo muito bravo, achou que fosse jogar tudo no lixo”, continuou.
 
Entretanto, apesar de terem terminado em quarto, Horta/Freire ficaram com o título “Acabou que deu tudo certo, com o quarto lugar fechamos o campeonato e isso deu uma sensação muito emocionante, porque fomos do céu para o inferno e para o céu de novo”, encerrou.
 
Horta inclusive não tem do que se queixar de seu 2018. Campeão também na Porsche GT3 Cup 3.8, é o primeiro piloto da história da categoria a conseguir os três títulos em uma só temporada – conquistando também o ‘overall’.