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Kaesemodel/Zonta conquista título da Porsche Endurance Series em dia de vitória de Nôno/Di Mauro

Que dia em Interlagos na Porsche Endurance Series. Neste sábado (24), Gaetano di Mauro e Nonô Figueiredo fizeram valer a pole-position, mostraram bom ritmo e estratégia ao longo dos 500 km e conquistou a vitória da última etapa da temporada. Enquanto isso, Lico Kaesemodel e Ricardo Zonta conquistaram o título do campeonato 2018
Warm Up / NATHALIA DE VIVO, de Interlagos
 Di Mauro e Nonô (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
Emoções foi o que não faltaram na prova final da Porsche Endurance Series. Neste sábado (24), Nonô Figueiredo e Gaetano di Mauro se esquivaram de problemas, mostraram bom ritmo e estratégia e cruzaram a linha de chegada na primeira colocação em Interlagos.

Entretanto, algo que deve aparecer nas manchetes da prova que teve 500 km é o título de Lico Kaesemodel e Ricardo Zonta. Mesmo recebendo a bandeira quadriculada na quarta colocação, o resultado foi suficiente para a dupla levantar o caneco da temporada 2018.

Quem completou o pódio da classe 4.0 da Porsche Endurance Series foi Marcos Gomes/Murilo Coletta em segundo, Felipe Fraga/Marcel Coletta em terceiro e Miguel Paludo/Justin Allgaier em quinto. Fraga cruzou em segundo, mas uma punição com acréscimo de 12s em seu tempo final o fez perder uma posição.

Na classe 3.8, quem cruzou a linha de chegada na primeira colocação foi Matheus Coletta/Denis Dirani, dupla que largou da pole-position. Completando o top-5 vinham Guilherme Salas/Kreis Jr/Pedrinho Aguiar, Matheus Iorio/Carlos Renaux, William Freire/Chico Horta e Renan Guerra/Paulo Totaro/Artur Ramos. O título ficou com Freire/Horta.
O carro de Zonta e Kaesemodel (Foto: Dalton Yamashita/Grande Prêmio)
Saiba como foram os 500 km de Interlagos da Porsche Endurance Series: 
 
Assim como em todo final de semana, o sábado começou com sol e bastante calor. Entretanto, ao longo do dia, nuvens cinzas começaram a encobrir Interlagos, mais uma vez trazendo a ameaça de chuva.
 
Cerca de 15 minutos antes da largada ser autorizada, uma garoa fina atingiu o autódromo paulistano. A água chegou a apertar um pouco, mas com cerca de dois minutos para o início de tudo, ela cessou totalmente.
 
Na classe 4.0, a Hero tomou totalmente a primeira fila do grid. Nonô Figueiredo/Gaetanodi Mauro começavam da pole-position. Na classe 3.8, era Denis Dirani/Matheus Coletta quem começava da posição de honra do grid.
 
A largada foi autorizada em Interlagos e nenhum grande problema foi visto. Nonô Figueiredo foi quem saiu com o carro, fazendo bom início e conseguindo manter a ponta do pelotão. Quem aparecia em seguida era Felipe Fraga, Ricardo Baptista, Marcos Gomes e Piquet Jr.
 
Já na segunda volta, Enzo Elias sofreu com uma forte falta de sorte. Por um toque, não mostrado na transmissão, o piloto acabou sofrendo uma avaria em seu carro. Com isso, terminou sua corrida de forma extremamente prematura.
 
Entretanto, no terceiro giro da disputa, o Porsche #177 fez bela ultrapassagem em cima do adversário da Hero, chegando a dar um leve toque, e conseguindo então assumir a primeira colocação da prova.
 
Enquanto isso, no meio do pelotão, quem ponteava a classe 3.8 Renan Guerra. Logo na sequência vinha Denis Dirani, Guilherme Salas, Enzo Bortoleto e Carlos Renaux completando o top-5.
 
Após as primeiras voltas, Nonô vinha perdendo rendimento, caindo para o sexto posto. Na sua frente apareciam Fraga na liderança, com Marcos Gomes, Ricardo Baptista, Piquet Jr e Neugebauer logo depois.
 
Na 14ª volta, Fraga optou por recolher aos boxes, entregando a ponta do pelotão para Gomes. Sem aparentes problemas, parecia mais uma tática da equipe. Quem assumia agora era Marcel Coletta.
 
20 voltas já haviam passado em Interlagos, quem aparecia na ponta do pelotão após pequena parte dos pilotos terem passado pelos boxes era Neugebauer. O #8 tinha uma diferença de 0s977 para Nonô. Vitor Baptista, Kaesemodel e Ziemkiewicz completavam o top-5.
 
A medida que os pilotos seguiam para a primeira parada do dia, a ordem mudava na ponta da prova. No momento, Vitor Baptista estava em primeiro, com Kaesemodel, Allgaier, que sofreu uma rodada ainda no início, Adalberto Baptista e Denis Dirani fechando o top-5 geral.
 
Com o primeiro giro de pit-stops já quase completamente completados, era Vitor Baptista quem sustentava a primeira colocação virtual – Adalberto Baptista e Guilherme Salas, primeiro e segundo, ainda não haviam passado pelos boxes. Gomes, Marcel Coletta, Bruno Baptista e Gaetano di Mauro vinham em seguida.
 
Já haviam sido completadas 35 das 117 voltas em Interlagos, e quem aparecia na primeira colocação era Gomes. Di Mauro, Cacá Bueno, Neugebauer e Zonta apareciam na sequência. Os pilotos começavam a fazer a segunda parada.
 
Já na classe 3.8, era Kreis Jr assumiu o carro de Salas para seguir na ponta do pelotão. Iorio aparecia na segunda posição, com Matheus Coletta, Freire e Mauro completando os cinco primeiros.
 
Com 50 voltas, 1h30 de prova havia sido completada. Todo o top-5 já havia feito duas paradas na corrida, com Gaetano na primeira colocação, Queirolo em segundo, Zonta, Rodrigo Baptista e Paludo completando os cinco primeiros.
 
Então, com pouco mais de 50 giros para a bandeira quadriculada, a dupla postulante ao título sofreu um grande golpe de falta de sorte. Neugebauer acabou punido com um drive-through, caindo para a 15ª colocação da disputa.
 
No momento, os dez primeiros colocados estavam todos na mesma volta, sem nenhum piloto da classe 3.8. A ordem era Di Grassi, Figueiredo, Kaesemodel Fortes, Piquet Jr, Paludo, Toni, Carbone, Seripieri e Ambrósio.
 
69 voltas já tinham passado em Interlagos. Com apenas duas paradas, Kaesemodel é quem aparecia na primeira colocação. Piquet Jr vinha em segundo, com Ricardo Baptista, Murilo Coletta e Gaetano completando o top-5.
 
Enquanto isso, a dupla Neugebauer/Jimenez sofria com um grande contratempo. Com um carro desalinhado, o carro estava nos boxes para tentar resolver os problemas. Nesse momento, aparecia apenas em 23º.
 
Enquanto isso, um susto na classe 3.8. Quando era o terceiro colocado do pelotão, Marcio mauro acabou rodando sozinho na entrada do S do Senna. Matheus Coletta, que vinha atrás, conseguiu se esquivar do problema.
 
Sobravam apenas 40 voltas para a bandeira quadriculada tremulada e quem tinha a liderança da classe 4.0 era Gaetano, que havia parado três vezes nos boxes. Murtilo Coletta, Zonta, Allgaier e Schneider eram quem completava o top-5.
 
Na classe 3.8, Aguiar era o primeiro colocado – também da tabela geral. Bortoleto era o segundo colocado, com iorio em terceiro, Freire em quarto e Matheus Coletta completando os cinco mais rápidos do dia.
 
Na reta final da corrida, o céu seguia encoberto e com a ameaça de chuva ainda espreitando em Interlagos. Entretanto, apesar de apenas uma leve garoa fina, nada de água foi visto ao longo da corrida.
 
Restavam 28 voltas para a disputa de longa duração terminar e Zonta era quem sustentava a primeira colocação. Entretanto, o piloto ainda tinha pit-stops obrigatórios para pagar. Schneider, Nonô, Bruno Baptista e Fraga completavam o top-5.
 
As coisas começaram a se aquecer de forma impressionante nas voltas finais da prova. Com 93 giros completados, Fraga tentou um lance ousado para cima de Bruno Baptista na entrada do S do Senna. Entretanto, o piltoo da Hero conseguiu segurar bem a posição, se mantendo em terceiro. Nonô vinha colado na dupla.
 
Nesse momento, os pilotos começavam a tomar os boxes para as últimas paradas nos boxes. Apesar de Schneider, Nonô, Zonta e Paludo assumirem as quatro primeiras colocações, o quarteto ainda precisava cumprir mais um pit-stop.
 
Com isso, Bruno Baptista é quem sustentava a primeira colocação virtual, pois já havia feito as cinco paradas obrigatórias. Fraga era quem sustentava a segunda colocação virtual, com Gomes e Queirolo logo em seguida.
 
Então, uma grande reviravolta aconteceu na corrida. Na última parada, Fraga viu a aproximação de Di Grassi deixando a garagem da Hero e acabou saindo de forma precoce, queimando por 0s088. Isso rendeu uma punição de 12s no final da prova.
 
Entretanto, apesar do fato ter sido comemorado dentro dos boxes da Hero, a felicidade durou pouco. Quando vinha de forma extremamente competitiva, o carro #27 apresentou um problema mecânico, obrigando Di Grassi a parar na pista e praticamente jogar fora o título que estava nas mãos de Ricardo Baptista.
 
Quem comemorou dessa vez foi na equipe de Neugebauer/Jimenez, que via as chances de ser campeão mais uma vez vivas. Neste momento, Jimenez sustentava a 17ª colocação da tabela, 13º na classe 4.0, uma situação difícil.
 
Tentando reverter a situação, enquanto Lucas deixava o carro, Bruno Baptista assumia o comando do carro reserva da equipe.
Enquanto isso, na ponta da tabela apareciam Zonta, Paludo, Piquet Jr, Carbone e Müller. Entretanto, todos os pilotos ainda restavam um para parada obrigatória na corrida. Quem sustentava o primeiro posto virtual era Fraga.
 
Fraga e Gaetano começaram a protagonizar uma bela disputa pela ponta do pelotão. Felipe era quem estava na primeira colocação, até que Di Mauro deu uma investida em cima do adversário, que espalhou de forma primorosa para defender a posição. 
 
Até que, com 11 voltas para o fim, finalmente Gaetano conseguiu dar a investida certeira em cima do piloto da Cimed para enfim assumir a primeira colocação e começar. Com isso, ainda, completaram a mesma volta que estavam Zonta e Schneider, que estavam nos boxes.

Restavam apenas oito voltas para o final da corrida. Na ponta, Gaetano segurava as investidas de Fraga. Gomes, Zonta e Paludo apareciam logo atrás do piloto. No cenário, o título da classe 4.0 ficava nas mãos de Zonta/Kaesemodel.

No final, não deu mais para ninguém e Gaetano, junto com Nonô, conseguiram conquistar a vitória da prova de 500 km da Porsche Endurance Series. Fraga/Marcel, Gomes/Murilo, Zonta/Kaesemodel e Paludo/Allgaier completam o pódio.