“Abaixo da expectativa” no resultado, Spinelli vibra por completar Dakar após dez anos

Guilherme Spinelli e Youssef Haddad terminaram a última especial na 26ª posição e, no geral, foram 17º colocados

O Dakar 2021 chegou ao fim na manhã desta sexta-feira (15), em Jedá, na Arábia Saudita, com uma 12ª especial de 200 km de trecho cronometrado. Na disputa dos carros, Stéphane Peterhansel conquistou o 14º Dakar da carreira. Na 17ª colocação, ficou a dupla Guilherme Spinelli e Youssef Haddad. O sentimento final da participação dos brasileiros foi dividida.

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Dividida porque, por um lado, há certa decepção pelo resultado final: 17º posto após 51h38min36, exatas 7h10min25s atrás do vencedor. Entretanto, a participação de 2021 permitiu com que a dupla voltasse a chegar ao fim do Dakar, algo que não acontecia desde 2011.

“É um sentimento muito bom e sensação de missão cumprida: completar o Dakar, dez anos depois da última vez que conseguimos isso. É um prazer enorme estar nessa equipe de alto nível, que foi campeã no ano passado com o [Carlos] Sainz e desta vez com o [Stéphane] Peterhansel. O carro é fantástico, chegar no fim do Dakar é, sem dúvida, uma conquista e faço questão de dividir este grande momento com todos da nossa equipe aqui e no Brasil e a nossos parceiros”, disse Spinelli.

Foi a primeira vez em dez anos que a dupla chegou ao final do Dakar (Foto: MCH Photography)

Já dentro da especificidade do carro dos brasileiros – o Mini All4 Racing, da equipe alemã X-Raid -, a dos veículos 4×4 a Diesel, Spinelli e Haddad fecharam na segunda colocação entre cinco concorrentes. Vladimir Vasilyev e o navegador Dmitro Tsyro foram os vencedores por margem de 25min.

“O segundo lugar na categoria carros 4×4 a diesel é importante, mas nosso resultado na geral foi abaixo da expectativa. Sabemos que poderíamos ter feito uma segunda semana melhor, mas fica esse bom sentimento de privilégio e oportunidade de fazer o Dakar completo com o carro inteiro e em uma equipe com pessoas tão profissionais e competentes”, completou.

Já a posição desta última especial, um tanto mais curta que a média, foi a 26ª. E Haddad fez uma avaliação do terreno que encontraram ao longo das duas semanas do rali.

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“As piores dunas ficaram para o último dia, foi uma especial desafiadora, para concluir um Dakar que foi realmente bem puxado. Esse rali foi difícil, com dificuldade na gestão dos pneus para todos, com muitas pedras de pontas que prejudicaram a performance dos carros 4×4, que usam pneus menores. Por outro lado, estou bem feliz por terminar o Dakar depois de 10 anos, a última vez tinha sido em 2011, e isso já é uma vitória. Fica o aprendizado de um rali duro e de uma navegação bem complexa, agora é olhar para a frente e trabalhar para o próximo”, encerrou.

A outra dupla brasileira, formada por Marcelo Tiglia Gastaldi e Lourival Roldan, terminou na 29ª posição geral com tempo total de 54h55min20s.

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