André Azevedo fala em “superação” no Rali dos Sertões e considera encerrar carreira em 2012

Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, André Azevedo, grande referência do rali cross-country brasileiro, admitiu que pode parar de correr no fim desta temporada, uma vez que já não conta mais com um patrocinador de peso

A noite de entrega das medalhas para os competidores dos caminhões no Rali dos Sertões, na última terça-feira (28), em Fortaleza, foi contrastante. De um lado, a comemoração efusiva pela conquista dos títulos, tanto do trio Carlos Policarpo, Rômulo Seccomandi e Davi Fonseca, nos Leves, e Guido Salvini, Flávio Bisi e Fernando Chwaigert, nos pesados. De outro, o festejo contido da equipe de André Azevedo, lenda do automobilismo brasileiro e pioneiro do país no Dakar, que disputou mais um Sertões ao lado de Maykel Justo e Ronaldo Pinto.

A passagem de André pela rampa da vitória do Rali dos Sertões ontem pode ter sido a sua última na carreira. Aparentando cansaço, pela prova em si, cruzando quase 5 mil km entre Norte e Nordeste do Brasil, e também pela indefinição quanto ao seu futuro, Azevedo revelou ao Grande Prêmio que, depois de quase 30 anos de carreira, 25 participações no Dakar e outras 16 no Rali dos Sertões, considera “fazer outra coisa na vida”.

André Azevedo cogita deixar as competições em 2012 (Fotos: Doni Castilho/DFotos)

Pelo fato de o Dakar ser uma prova bastante cara, André entende que é muito improvável cruzar o deserto do Atacama no começo de 2013. Diferente do Sertões, onde corre com Mercedes — que também é sua patrocinadora na prova —, no Dakar André guia um peso pesado da montadora tcheca Tatra. Outro fator que afasta ainda mais Azevedo do Dakar 2013 é o alto custo da competição.

“Vou aproveitar esses meses e me reunir com os meus patrocinadores para definir meu futuro. Pode ser que, depois de quase 30 anos de rali, que eu pense em fazer outra coisa”, disse André, que terminou seu 16º Sertões, o 13º correndo de caminhão, na sétima colocação da classificação geral e terceiro entre os Pesados.

O veterano piloto e engenheiro, de 53 anos, definiu o desempenho do seu trio no Rali dos Sertões, não sem antes reforçar o tom crítico contra a organização da prova. “Ganhando ou perdendo, é um rali de superação. É muito difícil para nós, já que muitos trechos são feitos para carros e motos, mas não para caminhões”, comentou André, naquela que pode ter sido a sua última entrevista como piloto no Rali dos Sertões.

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