Após duas etapas, Ximenes e Spinelli dizem que “início do Sertões 2012 é o mais difícil da história”

Ao Grande Prêmio, Riamburgo Ximenes e Guilherme Spinelli, dois dos favoritos ao título do Rali dos Sertões, não tiveram dúvidas em apontar 2012 com o ano do início mais duro da história da prova

Etapa 2

Barreirinhas (MA) – Bacabal (MA)
Deslocamento inicial: 1 km
Trecho especial: 148 km
Deslocamento final: 365 km
Total percorrido: 514 km

Os dois maiores oponentes de Stéphane Peterhansel na luta pelo título do 20º Rali dos Sertões não têm dúvidas: as duas etapas iniciais desta edição representam o começo mais difícil da história da competição. Em reportagem do Grande Prêmio em Bacabal, cidade que recebe a caravana do Sertões neste segundo dia de prova, nessa segunda-feira (20), Guilherme Spinelli e Riamburgo Ximenes disseram que jamais viram dificuldade tão extrema no início de uma edição do Rali dos Sertões.

Spinelli lidera o Rali dos Sertões com tempo total de 3h31min40s, apenas 3s à frente de Peterhansel, seu grande rival na luta pelo pentacampeonato. O carioca da Mitsubishi Brasil, que corre ao lado de Youssef Haddad, foi um dos pilotos que enfrentaram problemas na especial de abertura, entre São Luís e Barreirinhas, no Maranhão.

Pilotos consideram o início deste Rali dos Sertões o mais difícil da história (Foto: Renato Cukier/Fotoarena)

“A especial de ontem era bem difícil, principalmente por causa do terreno arenoso, bastante exigente. Mas acho que o diferencial de ontem foi a infelicidade do pessoal que ficou alagado, o que acabou prendendo o grid inteiro. Mas foi uma situação isolada, foi uma infelicidade que nem a organização contava com isso, mas aconteceu”, explicou Spinelli.

Entretanto, mesmo levando em conta o dia atípico e caótico da primeira especial do Sertões, o tetracampeão do Sertões disse que nunca viu algo tão difícil quanto o início da prova deste ano. “Esquecendo isso, levando em conta as duas primeiras especiais do Sertões, eu não me lembro de dois dias tão pesados, principalmente no que diz respeito à areia tão fofa e pesada.”

“E isso, sem dúvida nenhuma, é um sacrifício muito maior para os carros. Para a pilotagem também é bem difícil, porque, além da areia pesada, as estradas eram bem estreitas e havia muitos tocos, e hoje ainda teve uma navegação complicada, com GPS”, salientou o piloto da Mitsubishi, que prevê ainda mais dificuldades para os próximos oito dias, quando o Sertões reserva duas etapas Maratona, o temido Jalapão e a ‘Especial dos 20 Anos’, entre Bom Jesus e Petrolina.

“Visto os poucos carros que completaram o dia de hoje, pode ser que, se o rali continuar assim, vai ter pouco carro no fim. Porque, se a organização estiver certa quanto à dificuldade, poucos dias serão mais leves do que esses que tivemos”, complementou ‘Guiga’.

Riamburgo Ximenes, companheiro de equipe de Peterhansel na X-raid, partilha da mesma opinião de Spinelli. “O rali começou muito forte. Foram dias muito difíceis. Foi o mais duro começo de Rali dos Sertões que eu já participei, sem dúvidas”, cravou o piloto cearense, vencedor da prova em 1999.

Sobre a etapa disputada nesta segunda, Riamburgo aprovou o percurso, mesmo sofrendo um grande revés que lhe tirou a chance de ficar mais perto da liderança temporária no Sertões. “Foi uma especial muito prazerosa. E foi no meu terreno predileto, que são as dunas. Só que aí furou meu pneu, o que foi muito doloroso.”

Terceiro colocado na classificação geral do Sertões nos carros, Riamburgo, que corre ao lado do navegador potiguar Flávio França em um BMW X3, está 7min25s atrás do líder Spinelli. “Demoramos bastante tempo, tivemos um problema no macaco, e demorou seis minutos, quando o normal é três. Conseguimos voltar, mas a prova não é mais a mesma: você fica cansado, perde o fico, fica estressado”, explicou.

“Então decidimos fazer o restante da prova só para chegar. Mas o rali está só começando, foram só dois dias curtos. É pensar em Fortaleza, então temos muito chão pela frente. Amanhã tem uma Maratona, depois temos outra Maratona, e em seguida a Especial dos 20 Anos, vem Jalapão, enfim. O rali ainda não começou [pra valer], mas já está fortíssimo”, finalizou.

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