Às vésperas do Dakar, Azevedo vê potencial em time sul-americano da Honda e avalia: “Pode ficar muito grande no futuro”

Um dos principais pilotos do Honda South America Rally Team, Jean Azevedo se mostrou confiante no potencial da equipe. Piloto brasileiro vê top-15 como possibilidade para o primeiro Dakar da esquadra sul-americana

A edição 2015 do Rali Dakar verá a estreia de uma equipe sul-americana: a Honda South America Rally Team. Resultado de uma união entre Brasil, Chile e Argentina, o time tem cinco pilotos — Jean Azevedo, Daniel Gouet, Javier Pizzolito, Pablo ‘Cacha’ Rodriguez e Demián Guiral — e contará com o apoio da HRC.
 
Assim como o time de fábrica da montadora da asa dourada, os cinco pilotos sul-americanos contarão com a CRF 450 Rally, uma moto desenvolvida pela Honda especialmente para o Dakar.
Honda South America Rally Team contará com cinco pilotos de Brasil, Chile e Argentina (Foto: Honda)
Às vésperas da largada do maior rali do mundo, os pilotos se reuniram em Buenos Aires, a Argentina, para apresentar o novo time à imprensa. Durante o evento, realizado no bairro de Palermo, os competidores mostraram confiança na nova estrutura e também na máquina do time.
 
“Não é só uma moto rápida”, comentou Jean. “É também fácil de lidar, nos permitido enfrentar os estágios com menos esforço”, explicou. 
 
Representante da Argentina na estrutura do time, Pizzolito seguiu a linha de Azevedo e avaliou que a facilidade no manuseio da moto permite que o piloto foque mais na navegação.
 
“Nós estamos falando de uma moto que exige um baixo nível de tensão no momento da pilotagem, o que nós permite encarar menos complicações e focar na navegação e em completar tarefas chave neste tipo de rali”, disse Javier. “Estou confiante de que temos as ferramentas para mirar os primeiros lugares. Vai depender só da habilidade do piloto”, ponderou.
 
Também piloto principal do time, o chileno Gouet avaliou que o Dakar fica mais difícil a cada ano, mas seguiu a linha dos companheiros e se mostrou confiante em um bom resultado.
Quinteto vai utilizar a Honda CRF 450 Rally (Foto: Honda)
“O Dakar está ficando mais complicado a cada ano. Cruzar a fronteira em altas altitudes, chegar a mais de 4 mil metros com temperaturas congelantes, pilotando por longas distâncias, com 12, 13 horas diárias na moto, começar o dia às 4h da manhã”, listou. “Entretanto, estamos muito confiantes e prontos para isso”, continuou. 
 
Antes de seguir para o Dakar, o time realizou um teste coletivo em Pinamar, na Argentina, onde todos os integrantes da HSA tiveram a oportunidade de conhecer melhor a CRF 450 Rally.
 
“Tivemos um pequeno contato com a moto em Pinamar”, contou Mariano Casaroli, chefe do time. “Tivemos um pequeno reconhecimento, já que não eram todos que a conheciam dentro da equipe. Serviu para ver a parte técnica da moto. Tínhamos três engenheiros japoneses e cada um deles trabalha com uma parte distinta da moto. Isso serviu para fazer um check-up, trabalhar no acerto da máquina, da eletrônica e da suspensão” detalhou.
 
Com quase tudo ponto para o início da competição, Azevedo se mostrou bastante confiante, não só no Dakar de 2015, mas também no futuro desta nova estrutura. 
 
 “Estou muito contente com este novo projeto da América do Sul com a Honda. Acho que é uma equipe que está começando agora, mas que pode ficar muito grande no futuro”, opinou Jean. “É um projeto muito bom, pensando nos pilotos da América do Sul”, sublinhou. 
 
“Este ano nós estamos com cinco pilotos muito bons e experientes. Para mim, é muito bom participar deste novo projeto”, considerou. “Já fiz muitos Dakar, na África e agora na América do Sul, e acho que podemos buscar bons resultados. Podemos chegar ao top-15, depois top-10 e podemos pensar em ficar nas posições da ponta no futuro”, reforçou.
 
Questionado sobre as qualidades de cada um dos pilotos, Jean avaliou que a experiência do quinteto é complementar.
 
“Acho que é uma equipe completa. Todos têm um pouco a somar”, afirmou. “Se complementam com a experiência de cada um. E isso para um Dakar, que é muito longo, é muito bom para a equipe”, seguiu.
 
No primeiro ano da estrutura gerida por Federico Vahle, o brasileiro acredita que o primeiro objetivo do time é ver os cinco pilotos completando a disputa, que começa e termina em Buenos Aires.
Jean Azevedo fará seu 17º Dakar em 2015 (Foto: Honda)
“O objetivo da equipe é terminar todos bem”, disse Jean. “Esse é o principal objetivo: que todos cheguem. Depois, se pudermos chegar dentro do top-15, do top-10, acho que será um bom resultado”, sublinhou. 
 
“Este será o meu 17º Dakar. Pilotei bastante na África, onde conquistei meu melhor resultado. Este novo projeto com a Honda está me dando uma grande chance de conquistar o mesmo resultado que consegui na África, desta vez na América do Sul”, encerrou o brasileiro, que conseguiu seu melhor resultado no Dakar em 2003, quando ficou com o quinto posto no resultado geral das motos.

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