Rali

Barreda diz que “planilha não estava boa”, mas culpa “acúmulo de coisas” por abandono no Dakar

Joan Barreda explicou as circunstâncias que levaram ao seu abandono no terceiro estágio da edição 2019 do Rali Dakar. Mesmo considerando que sofreu com o “acúmulo de coisas”, o espanhol da Honda reconheceu que a “planilha não estava boa”
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Não foi desta vez que Joan Barreda conseguiu acertar suas contas com o Rali Dakar. Depois de abrir o terceiro estágio da disputa com a liderança entre as motos, o piloto da Honda voltou a sofrer com o azar que o segue para a maior e mais dura prova off-road do planeta.
 
 
“Eu forcei nos primeiros quilômetros, me coloquei na ponta abrindo a trilha e chegamos a uma região de montanha que acabava em um altiplano onde tinha muita neblina”, relatou Barreda. “Nós reduzimos muito a velocidade, mas não dava para ver nem dois metros”, comentou.
Joan Barreda abandonou o Dakar após três estágios (Foto: Charly Lopez/Fotop/ASO)
“Quando faltavam 200 metros para o waypoint, eu encontrei um barranco. Eu freei, mas já tinha descido uns 15 ou 20 metros. Eu tentei subir, mas patinava muito. Tentei puxar a moto por uns dez minutos, mas só piorou”, contou. “Eu tentei descer, pensando que poderia chegar ao cânion que tinha à direita e foi pior... com tantas pedras, a moto caiu e depois foi impossível”, resumiu.
 
Assim como Carlos Sainz, Barreda também se queixou da planilha, mas avaliou que tampouco teve sorte na especial de quarta-feira.
 
“A planilha não estava boa. Era uma zona de pisar em ovos, rodando lento e atento... mas não dava para ver nada e não pude reagir. Foi um acúmulo de coisas”, considerou.
 
Ainda, Joan considerou que a organização do Dakar não deveria ter permitido que a especial fosse disputada com neblina. 
 
“Hoje era um dia em que, se a largada fosse adiada por causa da neblina, ou as pessoas não chegavam ou chegariam muito tarde”, ponderou. 
 
Depois do quarto abandono em nove edições do rali, Barreda não escondeu a decepção, ainda mais levando em conta que estava confiante para a disputa.
 
“Estou decepcionado. Foi duro, porque agora você pensa em todo o trabalho dos últimos meses. É mais amargo do que no ano passado, porque agora eu tinha a sensação do trabalho feito, de controle... e isso escapou”, falou.
 
“Em dias assim, você também pensa que, apesar de não ter vencido essa corrida, de dar tudo e não conseguir, eu estou super grato pelo que isso me deu”, declarou. “Há oito anos, eu era uma pessoa diferente. Agora, não me sobra alternativa a não ser planejar uma boa temporada. A parte boa é que eu estou bem fisicamente”, concluiu.