Brabec supera Quintanilla e confirma título do Dakar nas motos

Ricky Brabec não venceu a última especial, mas foi ao menos melhor que Pablo Quintanilla. Foi suficiente para alcançar o título inédito do Dakar e, com uma Honda, quebrar série de títulos da KTM que durava desde 2001

12ª etapa – Haradh a Qiddiya
Trecho de especial: 374 km 
Deslocamentos: 73 km
Trecho total: 447 km

Ricky Brabec não vacilou no último dia de Rali Dakar, nesta sexta-feira (17) na Arábia Saudita. O piloto americano, líder na classe de motos, não só anulou a reação do segundo colocado Pablo Quintanilla como também conseguiu abrir vantagem na última especial. Foi mais do que suficiente para ser campeão, feito inédito na carreira.

 
Na altura da linha de chegada, Brabec acumulava 16min26s de vantagem sobre Quintanilla. O chileno não teve um dia de muito destaque, sendo o quinto melhor. A performance, entretanto, não chegou a colocar em risco o vice na classificação geral. Toby Price, que ganhou terreno após começar o dia em quinto, salvou um pódio com o terceiro lugar no geral. O campeão de 2019 ficou com 24min06s de atraso.
Ricky Brabec é campeão do Dakar entre as motos (Foto: Honda)

José Ignacio Cornejo Florimo apareceu em quarto no geral, sendo o vencedor da última especial. Matthias Walkner, enquanto isso, completou a participação no Dakar 2020 com um top-5 na classificação geral.

 
O resultado acaba com uma longa sequência de títulos da KTM entre as motos. A marca holandesa levou canecos de forma ininterrupta entre 2001 e 2019, mas não conseguiu ir além do terceiro lugar em 2020, com Price. Coube a Brabec, de Honda, a honra de quebra a série. Para a marca japonesa, por sua vez, é o primeiro caneco na classe desde 1989.
 
Antonio Berrocal foi o brasileiro melhor posicionado na classe. Ainda assim, com participação tímida: o piloto completou em 67º, acumulando mais de 19 horas de atraso em relação a Brabec.
Quadriciclos
 
Não teve jeito: Ignacio Casale voltou a ser campeão do Rali Dakar nos quadriciclos, feito já alcançado em 2014 e 2018. O chileno largou com ares de favoritismo, tendo 21min16s de vantagem sobre Simon Vitse, que dependia de um acontecimento inesperado para virar o jogo. Não aconteceu: mesmo que a diferença de tempo entre os dois tenha caído para 18min24s, não houve como derrotar Casale.
 
O mesmo valeu para Rafal Sonik. O polonês, terceiro colocado vinha com 1h03min de déficit para o ponteiro. Mais preocupado em evitar contratempos do que em forçar uma ofensiva, Sonik fechou os trabalhos 1h04min atrás de Casale. Manuel Andújar fechou em quarto, isso enquanto Kamil Wiśniewski completou o top-5.
 
A vitória de Casale mantém a Yamaha imbatível quando o assunto é quadriciclo. A marca japonesa foi campeã na categoria em todos os anos desde sua criação, na edição de 2009 do Dakar.

 

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