Candidato a presidente do Palmeiras, Nobre descarta seguir no WRC se ganhar eleição

Paulo Nobre, empresário, experiente piloto brasileiro de rali e apaixonado pelo Palmeiras, disse que vai deixar as competições caso vença o processo eleitoral para assumir a presidência do alviverde

Em nome de uma paixão, Paulo Nobre poderá interromper sua carreira no Mundial de Rali a partir da próxima temporada. Experiente piloto, com participações no Dakar, Rali dos Sertões, Sul-americano de rali de velocidade e atualmente piloto da Mini no WRC, Palmeirinha, como é conhecido, é um dos candidatos a presidente do Palmeiras. O pleito, que deverá acontecer no fim do ano, poderá mudar os rumos da vida de Paulo por pelo menos dois anos.

Palmeirinha já foi candidato na eleição de 2010. No entanto, o piloto e empresário foi derrotado por Arnaldo Tirone, que assumiu a gestão do clube para o biênio 2011-2012. Entretanto, o atual mandatário comanda um clube em crise e ainda bastante ameaçado de rebaixamento no Brasileirão deste ano.

Ao lado de Edu Paula, Palmeirinha guia o Mini de número 14 no Mundial de Rali em 2012 (Foto: Palmeirinha Rally)

Em entrevista ao site oficial do WRC, em Estrasburgo, onde disputa o Rali da França, Paulo Nobre falou como candidato e deixou claro que trabalhará em tempo integral em prol do Palmeiras caso seja eleito.

“Eu me candidatei para ser presidente antes, mas, desta vez, espero que eu possa conseguir. Eu me sinto muito otimista, porque o futebol é minha grande paixão”, falou Palmeirinha, esperançoso. “Se eu fizer o trabalho, será impossível fazer qualquer rali, já que você tem de estar no clube todos os dias e em todos os jogos”, disse.

Para tirar o Palmeiras de uma crise administrativa sem precedentes, Nobre deixou claro que vai interromper sua carreira nos ralis. “Mesmo quando eu era vice-presidente, as pessoas estavam reclamando que eu estava indo de vez em quando para guiar em alguns ralis. Então você pode imaginar o que seria se eu me tornasse presidente.”

No entanto, o piloto disse que, em caso de vitória nas urnas palestrinas, só ficará no máximo dois anos fora do rali, avisando que não mudará os estatutos do clube para seguir no poder. “Acho que só seria [presidente] por dois anos, e então eu voltaria para o rali. É a única maneira, ficar quatro anos seria só alterando o estatuto [do clube]. Na verdade, tecnicamente eu conseguiria fazer isso como presidente, mas não acho que seria muito justo”, afirmou.

Ao lado do navegador Edu Paula, Palmeirinha fechou o primeiro dia do Rali da França, nesta sexta-feira (5), na 28ª colocação, satisfeito com o desempenho da única dupla brasileira do WRC.

“Nossa, como é rápido o Rali da França! Uma hora cheguei a ver 196 km/h antes de uma chicane. Isso sem falar que muitas partes são muito estreitas e várias curvas acabam ficando cheias de lama pelos cortes dos carros da frente. Na segunda passada, ficou impossível. Ou a gente freava antes ou virava passageiro, pois sem gripe, a inércia te joga pra fora. Mas, nós conseguimos administrar as situações e terminar o dia bem”, comentou Palmeirinha.

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