Com menos dunas, Rali Dakar perde um pouco de sua essência, mas promete disputa de contrastes na edição 2016

Saída de Chile e Peru deixam marca na fase sul-americana do Rali Dakar, mas não tiram o brilho da edição 2016 da maior prova off-road do planeta. Pela primeira vez desde 2004, a categoria das motos não terá seu #1 na trilha. Nos carros, Nasser Al-Attiyah aparece como favorito, mas a chegada de Sébastien Loeb é um atrativo a mais para a torcida

A edição 2016 do Rali Dakar tem seu pontapé inicial neste sábado (2), quando os pilotos partem para um Prólogo entre Buenos Aires e Rosário, na Argentina, com 11 km de trecho cronometrado.
 
Pela primeira vez desde que desembarcou na América do Sul, em 2009, o rali não vai passar pelo Chile, que decidiu se retirar da competição após ver a região norte do país ser atingida pela maior tragédia natural desde os anos 80. Como se isso não fosse o bastante, o roteiro da prova ainda sofreu o desfalque do Peru, que se retirou por conta das consequências do El Niño, o mais forte dos últimos 15 anos.
Assim, a ASO, empresa que promove e organiza a competição, precisou reagir às pressas e trabalhou em um roteiro de cerca 9.429 km — sendo aproximadamente 4.611 km de trechos cronometrados — entre Argentina e Bolívia. 
 
A mudança, claro, deixa uma marca no Dakar, já que sai de cena uma das características mais marcantes da competição idealizada por Thierry Sabine: o deserto.
 
Indo para seu sétimo Dakar, o argentino Javier Pizzolito, que vai defender novamente as cores da equipe Honda South America, não esconde a decepção com a saída dos trechos de dunas e, ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO, avalia que o rali perde um pouco de sua essência. 
 
“Pessoalmente, lamento muito a saída do Peru, basicamente por dois motivos: eu gosto muito de andar na areia e, segundo, porque acho que o DNA do Dakar original, o africano, não pode perder de vista os desertos”, opinou. “Sem o Chile com o Deserto do Atacama e sem o deserto peruano, creio que, basicamente, vai ser um Dakar de estradas, um Dakar como o campeonato mundial, e precisamos ver o que a organização vai fazer para suprir essas alternativas dentro da navegação, esse tipo de coisa. Essa é uma opinião minha. Perde um pouco da essência”, completou.
 
Principal nome da modalidade no Brasil, Jean Azevedo, que vai para seu 18º Dakar, espera uma prova com menos areia, com características diferentes, mas nem por isso mais fácil do que nas edições anteriores.
 
“A prova este ano, pela primeira vez na América do Sul, não vai passar pelo Chile, então acho que vai ser um rali com menos areia, apesar de ter um pouquinho na Argentina, mas não vai ter igual aos outros anos”, avaliou Jean durante sua participação no Paddock GP, o programa de debates do GRANDE PRÊMIO. “Vai ser uma prova mais dura, de pedra, de caminhos de montanha. A gente vai ficar só na Argentina e na Bolívia, então a expectativa é um rali um pouco diferente das características que a gente teve até agora, mas, com certeza, vai ser duro como sempre”, opinou. 
Jean Azevedo vai paa seu 18º Dakar (Foto: Felipe Tesser)
“A organização sempre prepara surpresas novas a cada ano. Apesar de ser a minha 18ª participação, eu, com certeza, vou encontrar alguma coisa que eu ainda não achei pelo caminho nos últimos anos”, apostou.
 
Representante do Brasil na disputa entre os carros, Guilherme Spinelli acompanha a opinião de Azevedo e garante que as mudanças no roteiro não vão extrair do Dakar o fator dificuldade. O piloto da Mitsubishi, aliás, acredita que as altitudes da Bolívia se encarregam bem de somar desafios à prova.
 
“O Dakar é sempre o Dakar. O conceito de dificuldade, quilometragem, quantidade de dias, eles não vão mudar. Então, sem dúvida, eles vão encontrar dentro deste roteiro grandes desafios para gente”, assegurou Guiga ao GP. “É uma perda grande não estar no Chile e nem no Peru, porque são dois países que têm muitas dunas, tem deserto, e, principalmente o Chile, todos os anos fez parte do roteiro. Então acho que, nesse sentido, o rali vai perder um pouco, mas, por outro lado, dentro da Argentina tenho certeza que eles vão encontrar alternativas bem severas para gente enfrentar”, continuou.
 
“E na Bolívia — ano passado a gente fez dois dias, indo e voltando — a gente já viu que tem uma característica diferente do resto, mas também muito exigente. A altitude sempre em torno de quatro mil metros, muitas vezes a gente pegou no ano passado frio, lama, então é uma variação do formato do Dakar que também exige bastante”, exemplificou. “Então eu acho que esse sentimento de um roteiro, vamos dizer assim, desfalcado, no decorrer da prova a gente não vai sentir, porque as estradas, os trechos, as dificuldades vão ser acho que no mesmo nível de sempre”, ponderou.
 
 Se o roteiro precisou de novidades, a organização da prova também teve lá suas surpresas. Depois de vencer a disputa entre as motos em 2015, Marc Coma chegou a flertar com uma mudança para os carros, mas acabou optando por pendurar o capacete e se tornar diretor-esportivo do Dakar.
 
Por se tratar de um piloto recém-aposentado, a expectativa é de que Coma consiga trazer sua marca para a competição, mas Spinelli lembra que Marc sempre foi um competidor de moto e, por isso, é difícil dizer o impacto disso nas outras categorias. 
Honda tenta quebrar o dominio da KTM nas motos (Foto: Honda)
“Ele era um piloto de moto, sempre foi um piloto de moto, então dá uma certa dúvida se ele vai fazer um roteiro muito com a cabeça de um piloto de moto e eu não sei como seria isso para os carros, mas eu tenho certeza que ele não está fazendo isso sozinho”, comentou o companheiro de Yousseff Haddad. “Então esse parâmetro de equilibrar um roteiro bom para todos os veículos, eu acho que vai ter dentro da empresa ASO, mas a capacidade dele, a variedade de rali que ele já andou, a capacidade dele de reconhecimento de dificuldades e de mesclar um dia difícil e um dia fácil, um equilíbrio dentro do rali, de roteiro, sem dúvida ele tem muito e vai ajudar muito”, considerou. 
 
Azevedo vai na mesma linha do representante da Mitsubishi e acredita que a presença de Coma tornará o percurso do Dakar mais homogêneo, mas o fato de se tratar de um ex-piloto não trará facilidades a ninguém.
 
“É um cara que já ganhou cinco Dakar em motos, acho que ele deve ter aí, com certeza, mais de dez participações, conhece a África, conhece aqui, ele não vai facilitar a vida dos pilotos. Ele vai usar a experiência dele”, opinou. “Talvez seja uma prova melhor diluída quanto às dificuldades, porque a gente já teve rali em que um dia era muito duro e outro era muito fácil, então talvez ele vá fazer um rali mais equilibrado ao longo dos dias pela experiência dele, mas não vai aliviar a vida de ninguém, não”, concluiu.
 
Dose extra de crueldade
 
A trajetória do Dakar é marcada por histórias de superação, heroísmo, tragédia e também belas paisagens, mas se tem um fator que acompanha o rali é a crueldade dos organizadores. Não que eles sejam pessoas incorrigivelmente ruins, mas eles sempre buscam alternativas para dificultar — ainda mais — a vida dos pilotos.
 
Na edição 2016, o desafio extra vem na forma de uma Superespecial, que vai acontecer em Fiambalá, na Argentina. Na décima etapa do rali, programada para o dia 13 entre Belén e La Rioja, os pilotos vão encarar um desafio diferente, tendo por base dos tempos marcados no dia anterior.
Guilherme Spinelli quer encerrar sequência de abandonos (Foto: Felipe Tesser)
Assim, as dez motos mais rápidas, largam misturadas com os dez carros com os melhores tempos e com os cinco caminhões mais velozes, com intervalos de três minutos entre cada um dos veículos. Além de ser a primeira vez que as três categorias vão se misturar, a Superespecial de Fiambalá também vai ver os carros passando por um percurso praticamente intocável, algo um tanto incomum para os pesos médios da disputa.
 
A novidade, no entanto, não é exatamente agradável, já que aumenta a preocupação dos pilotos com acidentes, como Azevedo e Spinelli explicaram durante o Paddock GP.
 
 “Para a categoria moto é um pouco estranho, porque a gente está indefeso contra os carros e os caminhões. É difícil você disputar uma posição com um carro ou um caminhão, então eu não sei”, declarou o piloto da Honda. “Eu já tive a experiência de largar todas as motos juntas — quando era na África a gente tinha a especial que era essa condição —, mas largar com carro e caminhão, não sei”, recordou. 
 
“Tenho um pouco de receio, porque pode ser perigoso para as motos, mas a gente vai ter que esperar para ver o que vai acontecer”, falou.
 
O piloto da Mitsubishi lembrou que é sempre complicado encontrar pilotos de outras categorias em meio ao percurso do Dakar.
 
“É crítico. Qualquer encontro de diferentes categorias — quando a gente se encontra com os caminhões, é sempre crítico —, moto, UTV, quadri… Vai ser um dia de tomar bastante cuidado”, frisou. “E as motos são o menor veículo que estão ali no Dakar, então realmente tem que tomar cuidado, mas eles tentam sempre oferecer o pior, então…”.
 
E a escolha da décima especial como ponto para realizar esse ‘experimento’ foi só para aumentar a crueldade. 
 
“E ainda é na região de Fiambalá, que são dunas. Então você pode encontrar um cara perdido, você estar subindo e aparecer alguém em cima da duna, ou caído depois da duna”, lembrou Azevedo.
 
Favoritos
 
A edição 2016 começa com a disputa entre as motos totalmente aberta. Nas últimas dez provas — o rali não foi realizado em 2008 —, o título ficou com Cyril Despres ou Marc Coma, mas os dois estão fora da disputa. O francês agora defende a Peugeot na briga entre os carros e o espanhol é diretor-técnico do Dakar.
 
Assim, fica difícil apontar favoritos, embora a força da KTM na prova seja inegável. A marca austríaca chega para o rali com um impressionante histórico de 14 triunfos consecutivos, ao passo que a Honda ainda busca fazer as pazes com a vitória.
 
A esquadra laranja, no entanto, teve uma grande baixa com a saída de Coma e agora tem em Jordi Viladoms seu piloto mais experiente. Além do espanhol, o time conta com Matthias Walkner, atual campeão mundial de rali cross-country, Laia Sanz, Antoine Meo e Toby Price.
Nasser Al-Attiyah chega como favorito ao Dakar (Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)
A Honda, por sua vez, busca fazer as pazes com a vitória, mas vem investindo pesado, inclusive transferindo tecnologia da MotoGP para a CRF 450 Rally. Ano passado, a passagem pelo Salar de Uyuni, na Bolívia, acabou cobrando um preço especialmente alto, mas o vice-campeonato de Paulo Gonçalves mostra que a HRC está cada vez mais próxima da conquista.
 
Além do português, o time nipônico conta com Joan Barreda, Michael Metge, Paolo Ceci e o estreante Ricky Brabec.
 
Com uma vasta experiência em Dakar, Jean não vê um favorito claro, mas acredita que a Honda tem boas chances de colocar fim ao domínio da KTM.
 
“Nas motos, este ano vai ser interessante, porque nos últimos dez anos ou foi o Cyril ou foi o Marc que venceu, e este ano não estão nenhum dos dois. Vai ser uma disputa interessante. Vai estar aberto”, ponderou. “A KTM tem ótimos pilotos, a Yamaha tem ótimos pilotos, a Honda se preparou muito com ótimos pilotos também, então vai estar uma briga interessante entre todas as marcas aí. Eu acredito que este ano a Honda vai levantar o troféu de primeiro lugar”, apostou.
 
Nos carros, o cenário é diferente. A Peugeot montou um time fortíssimo com Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz, Despres e o estreante Sébastien Loeb, mas o 2008 DKR ainda é um carro novo, o que reduz as chances da montadora francesa. 
 
 Embora a Toyota sempre seja uma força considerável, o histórico da Mini pesa. A equipe estreou no rali em 2011 e venceu as edições de 2012 e 2013 com Peterhansel, a de 2014 com Nani Roma e a 2015 com Nasser Al-Attiyah.
 
Para 2016, é o campeão vigente que surge como favorito, tendo como adversários seus próprios companheiros de equipe, como Roma e Orlando Terranova. 
 
Representante do Brasil, Spinelli vê o príncipe do Catar como favorito à coroa do Dakar, embora também espere boas performances de Giniel De Villiers e Yazeed Alrajhi.
 
“Eu acho que ainda o Nasser é o grande favorito na equipe Mini. Ele andou o Mundial inteiro, andou WRC, andou de tudo, andou de pista, fez endurance, fez WTCC, enfim, é o piloto que mais quilometragem tem. Sai de um rali e vai treinar tiro para Olimpíada”, comentou Guiga. “A equipe vai com 12 carros. São quatro carros oficiais e mais oito carros de clientes. E venceram nos últimos cinco anos. Tem a equipe Toyota, que é sempre muito forte, com o De Villiers, principalmente, tem o Yazeed também, que é um piloto novo — fez o Dakar pela primeira vez no ano passado —, mas ganhou especiais, é um piloto o Egito super-rápido”, listou. 
 
“Mas eu acho que, como piloto, tem uma primeira prateleira que tem o Nasser, o Peterhansel e o Sainz, só que o Peterhansel e o Sainz estão em uma equipe muito nova — é o segundo ano que a Peugeot vai, mas é um carro novo —, diferente do carro do ano passado, que já não deu muito certo”, frisou. 
 
Na briga dos caminhões, a Kamaz segue como a maior força, já que ganhou seis das sete edições da prova realizadas na América do Sul. Mas a Renault conta com um caminhão tecnologicamente bastante avançado e que já se impôs ao Iveco de Gerard De Rooy e Ales Loprais no Rali do Marrocos.
 
Nos quadriciclos, Rafal Sonik retorna para defender o título, mas o destaque fica mesmo por conta do retorno dos irmãos Marcos e Alejandro Patronelli, que vão passar a maior parte do tempo no quintal de casa e com o apoio da torcida. Além disso, Ignacio Casale, campeão de 2014, também está no grid, junto com os promissores Jeremías González Ferroli e Abu Issa.
 
 
 
 
Motos e Quadriciclos
Carros
Caminhões
DATA
LOCAL
ESTÁGIO
ESPECIAL
DESLOCAMENTO
ESPECIAL
DESLOCAMENTO
ESPECIAL
DESLOCAMENTO
02/jan
Buenos Aires – Rosário
Prólogo
11 KM
346 KM
11 KM
346 KM
11 KM
346 KM
03/jan
Rosário – Villa Carlos Paz
1
227 KM
632 KM
258 KM
662 KM
258 KM
662 KM
04/jan
Villa Carlos Paz – Termas de Río Hondo
2
450 KM
786 KM
521 KM
858 KM
521 KM
858 KM
05/jan
Termas de Río Hondo – San Salvador de Jujuy
3
314 KM
663 KM
314 KM
663 KM
314 KM
663 KM
06/jan
San Salvador de Jujuy – San Salvador de Jujuy
4
429 KM
629 KM
429 KM
629 KM
418 KM
619 KM
07/jan
San Salvador de Jujuy – Uyuni
5
327 KM
642 KM
327 KM
642 KM
327 KM
642 KM
08/jan
Uyuni – Uyuni
6
542 KM
723 KM
542 KM
723 KM
295 KM
600 KM
09/jan
Uyuni – Salta
7
353 KM
793 KM
353 KM
793 KM
353 KM
793 KM
10/jan
Salta
DIA DE DESCANSO
11/jan
Salta – Belén
8
393 KM
766 KM
393 KM
766 KM
393 KM
766 KM
12/jan
Belén – Belén
9
285 KM
436 KM
285 KM
396 KM
285 KM
396 KM
13/jan
Belén – La Rioja
10
278 KM
561 KM
278 KM
763 KM
278 KM
763 KM
14/jan
La Rioja – San Juan
11
431 KM
712 KM
431 KM
712 KM
431 KM
712 KM
15/jan
San Juan – Villa Carlos Paz
12
481 KM
931 KM
481 KM
931 KM
267 KM
866 KM
16/jan
Villa Carlos Paz – Rosário
13
180 KM
699 KM
180 KM
699 KM
180 KM
699 KM
TOTAL
4.701 KM
9.319 KM
4.803 KM
9.583 KM
4.331 KM
9.385 KM
 

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