Coma vê morte de Caselli como golpe muito duro, mas rejeita temor: “O dia que tiver medo, fico em casa”

Um dos principais nomes do Rali Dakar, Marc Coma lembrou a trágica morte de Kurt Caselli e afirmou que a perda do companheiro de KTM foi um golpe muito duro. Espanhol, entretanto, garantiu que não pensa na possibilidade de um acidente fatal durante a competição

Dakar 2014 é uma batalha anunciada entre Coma e Després

O time oficial da KTM ruma para a edição 2014 do Rali Dakar ainda de luto pela morte de Kurt Caselli. O piloto norte-americano, que substituiu o lesionado Marc Coma na prova de 2013, morreu em meados de novembro, aos 30 anos, em decorrência das lesões sofridas na cabeça após um acidente na fase final do rali Baja 1000, disputado em Baja Califórnia, no México.
 
Em entrevista ao diário espanhol ‘Marca’, Coma afirmou que a morte de Caselli foi um golpe muito duro para o time da fábrica austríaca e afirmou que a chegada de Jordi Viladoms dá muita consistência ao time, mas não confirmou que o novo integrante será seu mochileiro.
Marc Coma garantiu que antes de encerrar a carreira trocará as motos pelos carros (Foto: Edmunds J./KTM Images)
“O que aconteceu com Kurt foi um golpe muito duro”, avaliou. “A única coisa positiva é que, em nível humano, a equipe se uniu muitíssimo e a chegada de ‘Vili’, que nos dá muito consistência”, continuou. 
 
“Sem Kurt, ele é o melhor que poderia chegar. Os chefes de equipe serão os que definirão a função de cada um”, explicou. “De saída, ninguém terá ordens de equipe”, garantiu. 
 
Questionado sobre o que se passa na cabeça de um piloto durante um rali após um acidente como o que tirou a vida de Caselli, Coma defendeu que é importante estar sempre consciente dos riscos envolvidos na competição. 
 
“Primeiro, você tem que estar consciente de que é assim. É isso que a estatística te ensina”, apontou. “O mais importante é ser muito consciente do que você está fazendo em todos os momentos. Quando estiver correndo riscos, saber e assumir. É uma especialidade que nunca permite que você esteja em inércia”, justificou. 
 
Ainda, o espanhol garantiu que não pensa na possibilidade de morte durante a competição. “Não. Isto está aí, mas você não pode pensar muito”, afirmou.
 
“O dia que eu tiver medo, que não for respeito, fico em casa. O dia em que levantar muitas dessas coisas, que elas me vierem muito a cabeça, também será o momento de não estar ali”, opinou. 
 
Por fim, Coma também garantiu que antes de encerrar a carreira, pretende trocar as motos pelos carros, como muitos de seus pares fizeram ao longo dos anos. 
 
“Vou fazer a mudança, tenho certeza”, considerou. “Mas eu gosto do que faço, aproveito e me vejo com opções. Tenho 37 anos, ainda sou jovem e vou amadurecendo a cada ano. Também tenho vontade de viver uma corrida como a deste ano com mais marcas e pilotos. Nós últimos anos, não é que tenha sido enfadonha, mas já estávamos um pouco cansados da briga – Cyril [Després]-Coma. Tenho vontade de ar fresco”, concluiu.

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