Conta-giro: Ex-top-3 da ATP, argentino Nalbandián deixa tênis de lado e se descobre mais à vontade como piloto de rali

Longe da pressão física e psicológica de um jogador de alto nível do tênis mundial, o argentino David Nalbandián, que chegou a ocupar o terceiro lugar no ranking da ATP, se mantém competitivo, porém agora acelerando nas trilhas de terra e asfalto. Entretanto, ‘Rey David’, mesmo já vencendo provas em seu país, quer encarar sua jornada de maneira leve, como um hobby

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

David Nalbandián encerrou sua carreira no tênis há dois anos, mas é e será por muito tempo um dos principais nomes argentinos da história do esporte. Seu melhor ranking na ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) foi terceiro lugar em março de 2006, poucos meses depois de ter vencido a Masters Cup (hoje ATP Finals) do ano anterior, batendo o mítico Roger Federer naquela que foi possivelmente sua melhor exibição dentro de uma quadra. ‘Rey David’ chegou às semifinais dos quatro Grand Slams do circuito (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos Estados Unidos), sendo finalista na grama sagrada inglesa em 2002. No geral, o tenista nascido em Unquillo, província de Córdoba, há 32 anos, fechou oito temporadas seguidas no top-10 do ranking da ATP.
 
O parágrafo anterior mostra que Nalbandián não foi mesmo qualquer um no tênis mundial. David tem uma carreira de respeito que, se não se compara, por exemplo, ao brasileiro Gustavo Kuerten e sua trajetória fabulosa no esporte, faz dele um dos maiores da América Latina e do seu país na modalidade. Mas em meio às inúmeras viagens ao redor do mundo como uma estrela do circuito mundial, Nalbandián alimentava uma paixão que só conseguiu de fato torna-la mais intensa depois que se despediu do tênis, em outubro de 2013.
 
O tenista deu lugar ao piloto de rali, esporte que é uma das grandes paixões não apenas de David, mas de boa parte dos argentinos.
David Nalbandián conquistou a Masters Cup em 2005, em Xangai. Foi seu maior título no tênis (Foto: Getty Images)
O gosto de Nalbandián pelas corridas veio com sua criação. Córdoba, mais precisamente a região de Villa Carlos Paz, é um dos grandes centros do rali argentino e que há tempos recebe uma etapa do Mundial, o WRC. Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, David revelou que sua paixão pela modalidade começou desde muito cedo. “Eu ia com toda a minha família desde garoto ver o Mundial de Rali em Córdoba, e assim acontece desde sempre.”
 
Mas era mais fácil para o menino David praticar futebol ou tênis, esporte que teve como expoente máximo na Argentina o lendário Guillermo Villas. Incentivado por seus tios, o garoto de Córdoba começou logo cedo a brincar nas quadras, descobrindo um grande talento. Aos 12 anos, já era o líder do ranking argentino em sua categoria. Um dos seus grandes feitos na base foi o título aos 16 anos, do US Open na chave Juvenil, derrotando ninguém menos do que Federer.
 
Estava ali aberto o caminho de David Nalbandián, que depois virou ‘Rey David’ nas quadras do mundo. Assim, sua paixão pelos ralis teve de esperar um bom tempo.
 
 
O vídeo acima mostra alguns dos grandes momentos da laureada carreira de Nalbandián. Mas, embora seja fundamental salientar os feitos de David nas quadras do circuito mundial, o CONTA-GIRO a seguir, o último desta temporada de 2015, conta o desenvolvimento do piloto David Nalbandián. Além de competidor, ele também é coproprietário de uma equipe que tem um sugestivo nome: Tango Rally Team, nascida de uma sociedade com o também piloto Marcos Ligato.
 
Assim, David passou a ter todos os elementos possíveis para se aperfeiçoar a cada prova que disputa nas trilhas de terra e asfalto das etapas do Campeonato Argentino de Rali. Mesmo sendo apenas um hobby, o fato é que o ex-tenista já vem fazendo bonito, inclusive ganhando uma prova da temporada 2015.
 
Três meses depois de anunciar sua aposentadoria das quadras, Nalbandián surpreendia o mundo do esporte ao anunciar que estava prestes a começar sua carreira como piloto de rali. Aliás, era uma meia surpresa, já que era de conhecimento público a paixão do argentino pela modalidade.
Para o piloto David Nalbandián, o grande desafio é encontrar o verdadeiro limite do carro (Foto: DR Imagenes/Tango Competición/Facebook)
Assim, seguia os passos de outros grandes nomes do esporte da Argentina que assumiram de vez o amor pelas corridas: Claudio ‘Piojo’ López chegou a participar de algumas provas de rali, enquanto outros ex-jogadores como Martín Palermo, Bruno Marioni, Roberto ‘Pato’ Abbondanzieri e Leonel Pernía, já aceleraram (ou ainda aceleram) nas pistas de asfalto ou nas trilhas de terra.
 
A paixão do público argentino em si pelo automobilismo acabou acendendo novamente a chama de Nalbandián, que passou a dividir o tempo livre depois da aposentadoria entre suas empresas, a fundação que leva o seu nome e os trabalhos com sua equipe e como piloto do Argentino de Rali, ainda que neste caso seja uma grande diversão, ao menos por enquanto.
 
“Por enquanto, trato apenas como um hobby. Não tenho tempo para me dedicar 100% como uma carreira profissional exige”, diz o ex-tenista ao GP. Desta forma, David curte muito mais, sem a pressão a qual fora exigido durante os tempos de circuito mundial. “Estou aproveitando este começo com muita calma para seguir aprendendo e melhorando. Não faço disso algo tão exigente profissionalmente como fiz no tênis.”
Sem a pressão do circuito mundial de tênis, David Nalbandián disse que se sente muito mais à vontade no rali (Foto: DR Imagenes/Tango Competición/Facebook)
Desta forma, Nalbandián foi inscrito para disputar o Campeonato Argentino na Copa Maxi Rally, classe destinada aos competidores chamados ‘não prioritários’, ou com menos experiência na modalidade. Em parceria da equipe Tango com a Chevrolet, David compete com um modelo Agile ao lado do navegador Daniel Stillo. E a estreia do mais novo piloto do rali nacional foi em casa, em Villa de Carlos Paz.
 
Obviamente, a presença do ‘Rey David’ no grid chamou muito a atenção de quem estava a acompanhar o evento, mas é algo que o ex-top-10 da ATP trata de forma natural. “Foi algo muito legal”, relembra David. “Quase todos os pilotos e o pessoal do rali já nos conheciam de antes, então foi uma ótima recepção”, relembra.
 
Naquela oportunidade, Nalbandián competiu com Claudio López. Mas o ex-atacante de times como River Plate, Lazio e Valência voltou ao futebol, como diretor-esportivo do Colorado Rapids, da liga norte-americana de futebol, a MLS, pela qual havia passado pouco antes de se aposentar dos campos.
 
Nalbandián, por sua vez, seguiu sua trajetória no rali depois de um ano de estreia considerado muito satisfatório pelo próprio piloto, que terminou a chamada Copa Maxi Rally em quarto e em 17º colocado na classificação geral do campeonato nacional. A satisfação por fazer um bom trabalho no rali faz com que David não sinta saudades da pressão do esporte que o consagrou. “Não sinto falta, sabe? Tomo isso como algo que para mim já passou, e agora é o momento de coisas novas”, diz.
David Nalbandián fechou sua segunda temporada como piloto de rali (Foto: DR Imagenes/Tango Competición/Facebook)
Foi com este espírito que Nalbandián, ao lado do inseparável navegador Stillo, começou sua segunda temporada no Argentino de Rali. Novamente, o palco foi a querida e tradicional Villa Carlos Paz. Mas, desta vez, David atraiu os olhares do mundo todo, uma vez que a prova fez parte da etapa do Mundial de Rali em Córdoba. Uma ansiedade a mais para o piloto, cada vez mais leve e adaptado nas pistas.
 
Embora veja o rali como um esporte totalmente distinto do tênis, Nalbandián acredita que sua experiência nas quadras ajuda nesta nova fase. “São coisas muito diferentes. Não dá para comparar. Mas acho que o tênis me ajudou muito, sem dúvidas, na parte mental para este esporte.”
 
À publicação argentina ‘Infobae’, Nalbandián reforça que se sente mesmo bem mais à vontade e relaxado agora como piloto de rali. “Obviamente curto muito mais correr do que jogar tênis. A diferença é que agora não coloco objetivos e tampouco faço exigências. No tênis era outra coisa: muito treinamento e sacrifício. Aqui é muito diferente, quase não entro nos carros até que cheguem as corridas. Por isso, é incomparável”, explica.
 
A fala de Nalbandián ressalta a extrema pressão que um esporte como o tênis submete ao atleta desde cedo, algo muito bem pontuado, por exemplo, nas autobiografias de Andre Agassi e Kuerten.
 
 
Mas no meio de um caminho de aprendizado, os erros acontecem, e eles são fundamentais para desenvolver a trajetória e lapidar o talento de qualquer piloto. Não foi diferente com Nalbandián.
 
Na etapa que abriu a temporada deste ano no Campeonato Argentino, o piloto liderava em sua categoria quando vinha no segundo estágio da prova em Villa Carlos Paz, até que seu Chevrolet, em alta velocidade, se chocou com uma pedra. O carro capotou várias vezes e ficou destruído.
 
Por sorte, David e Stillo escaparam sem ferimentos. No fim das contas, tudo faz parte de algo que o próprio Nalbandián descreve ao GP como seu maior desafio nesta nova fase como piloto: “Encontrar os limites do carro”.
David Nalbandián e Daniel Stillo venceram a tradicional Vuelta de la Manzana na Patagônia (Foto: DR Imagenes/Tango Competición/Facebook)
O tênis, o automobilismo e o esporte em geral ensinam que a volta por cima se dá a cada dia, a cada momento. E o piloto David Nalbandián conseguiu superar o acidente em Córdoba e, três meses depois, conquistou sua primeira vitória no rali: a tradicional Volta da Maçã (Vuelta de la Manzana), disputada em Río Negro, na Patagônia.
 
A conquista foi muito comemorada, mas Nalbandián voltou a adotar um discurso de modo a tirar qualquer pressão por resultados. “A ideia é continuar aprendendo. Acredito que, pouco a pouco, estamos melhorando, estágio após estágio, evoluindo, melhorando os tempos e sem cometer erros. Isso foi muito importante”, ressalta David.
 
A temporada 2015 do Campeonato Argentino de Rali terminou no último fim de semana, novamente em Córdoba. Diante dos fãs, Nalbandián teve um bom começo de prova, mas acabou enfrentando problemas mecânicos em seu carro que o levaram a abandonar a disputa.
 
Assim, na classificação geral da Copa Maxi Rally, o ex-tenista fechou novamente em quarto lugar na categoria, que teve como campeão Alejandro Menendez. No geral, David terminou em 11º, enquanto seu companheiro de equipe e amigo, Marcos Ligato, tornou-se campeão argentino.
David Nalbandián em ação no Campeonato Argentino de Rali (Foto: DR Imagenes/Tango Competición/Facebook)
Depois de fechar seu segundo ano na categoria, Nalbandián já pensa em 2016. Sua ideia é fazer mais uma temporada e se divertir no rali argentino, seguindo o mesmo esquema das duas temporadas anteriores, correndo por sua própria equipe. Quanto ao Dakar, que majoritariamente será disputado na Argentina no próximo mês de janeiro, David prefere esperar. “Por enquanto, não, agora não me chama tanto a atenção.”
 
O fato é que, ao passo em que o tênis era encarado como um trabalho (vencedor, diga-se) por Nalbandián, o automobilismo o faz se sentir livre e finalmente ter a chance de relaxar e aproveitar o esporte, pura e simplesmente. E sem precisar de match-point.

Quer assistir à decisão da Stock Car em Interlagos? Está de volta o 'TRAZ MAIS UM PRO GP'.Chame seus amigos para…

Posted by Grande Prêmio on Terça, 8 de dezembro de 2015

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “8352893793”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 250;

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)<0?n+="px":n,cc.style.display="",s2.width=n,window.frameElement&&(s1.height=c2.offsetHeight+5+"px"),t=500,s1.width="100%"}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById("crt_ftr"),c2=document.getElementById("crt_ftr"),s1=c1.style;s1.position="fixed",s1.bottom="-4px",s1.left="0px",window.frameElement&&(s1.height="0"),c2.style.textAlign="center",s1.zIndex="60000";var cc=document.getElementById("crt_cls"),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display="none"};var t=0;rs(0);

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth < 970) ? 302357 : 302359;
document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

PADDOCK GP EDIÇÃO #10: ASSISTA JÁ

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube