Rali

De regresso à Citroën, Ogier confirma que deixa WRC em 2020: “Quero curtir minha esposa e meu filho”

Sébastien Ogier assinou com a Citroën para as próximas duas temporadas. E o francês, hexacampeão mundial de rali, garante que vai ser seu último contrato no esporte. Sua prioridade será, depois do término do vínculo, passar mais tempo com a família

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Sucessor do compatriota Sébastien Loeb no trono do Mundial de Rali e hexacampeão do WRC, Sébastien Ogier confirma que vai deixar o esporte ao fim da temporada 2020. O francês nascido em Gap, aos 35 anos, assinou contrato para regressar à Citroën, onde começou a trilhar seus passos no Mundial de Rali para cumprir o ciclo final da sua carreira na categoria. Depois, sua prioridade é passar mais tempo com a família.
 
“Participar um ano com a Citroën era muito pouco. Dois anos é o mínimo para fazer as coisas bem feitas. Este vai ser meu último contrato. Tenho de passar quase 200 dias fora de casa a cada ano e quero curtir minha esposa e meu filho”, declarou o piloto em entrevista ao diário francês ‘Le Figaro’.
 
Recentemente, Ogier participou de uma intensa bateria de testes promovida pela Citroën visando já a disputa do Rali de Monte Carlo, prova que abre o calendário da temporada 2019 do WRC, em janeiro. 
Sébastien Ogier reiterou que vai deixar o WRC em 2020 (Foto: Jaanus Ree/Red Bull Content Pool)
Imbatível desde 2013, quando faturou seu primeiro título, correndo pela Volkswagen, Sébastien deu sequência à jornada vencedora nos anos seguintes e mesmo quando se transferiu para a M-Sport, equipe independente que conta com o apoio da Ford, na esteira da saída da Volkswagen em 2016, seguiu como o homem a ser batido, faturando também os títulos de 2017 e 2018.
 
Caso continue imbatível nas próximas duas temporadas, então Ogier vai chegar a oito títulos mundiais, ficando a apenas um de Loeb. Os dois maiores campeões da história vão se confrontar em ao menos seis etapas na próxima temporada, uma vez que Loeb assinou contrato com a Hyundai para participar de parte do campeonato em 2019.
 
No entanto, a saída de Ogier do WRC não significa necessariamente sua aposentadoria do automobilismo. “Ainda não defini um plano posterior ao WRC, mas gostaria de correr em circuitos. Quero fazer as 24 Horas de Le Mans, tive contatos para correr em La Sarthe com Ford GT. Também fiz um teste e uma corrida no DTM”, lembrou.
 
Sobre a possibilidade de acelerar na Fórmula E, Ogier não se mostrou muito animado, mas não descartou a categoria dos carros elétricos para o futuro. “Não tive muito contato com a FE, mas se tenho de confiar nos comentários dos pilotos que já a provaram, a pilotagem não parece ser muito empolgante. Mas este campeonato é novo, vai ter tempo para evoluir”, finalizou.