Pentacampeão do Rali Dakar, Coma deixa função de diretor-esportivo após três anos: “Foi maravilhoso”

Lenda do Dakar e pentacampeão nas motos, o catalão Marc Coma deixou as duas rodas para tornar-se diretor-esportivo do maior rali do mundo, e por suas mãos a prova teve seu percurso mais difícil e desafiador em solo sul-americano neste ano. Coma anunciou seu adeus como dirigente e agradeceu à Amaury Soprt Organisation, empresa que promove o Dakar, pela chance

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Campeão do Rali Dakar em 2006, 2009, 2011, 2014 e 2015, sempre nas motos, Marc Coma aceitou, no ano do seu último título, um novo desafio na carreira. O catalão, hoje com 41 anos, tornou-se dirigente ao assumir a função de diretor-esportivo do Dakar a convite da ASO, a Amaury Sport Organisation, chefiada por Etienne Lavigne. Foram três anos no cargo. E dias depois de encerrar aquele que foi reconhecido por muitos competidores como o Dakar mais difícil em solo sul-americano, Coma surpreendeu ao anunciar, via Instagram, sua decisão de deixar a função.

 
“Depois de ter sido competidor do Dakar e vencê-lo por cinco vezes, foi maravilhoso poder descobrir os bastidores, conhecer o que está por trás do seu imponente cenário, a incrível engrenagem que molda a organização deste evento fora do comum”, declarou o catalão.
 
“Estar no coração do rali durante três anos, em contato com especialistas e profissionais, ensinou-me a valorizar o comprometimento que todas as equipes da organização demonstram neste evento único no mundo. Só posso desejar que o Dakar continue a fazer-nos aproveitar e sonhar por muitos anos mais”, disse o agora ex-diretor-esportivo do Dakar.

Marc Coma deixou a função de diretor-esportivo do Dakar (Foto: Marc Coma/Instagram)

Não foram anos fáceis na organização do maior rali do mundo. Logo no seu primeiro ano na função, para a prova de 2016, Coma teve de encarar a saída de última hora do Chile em razão das fortes chuvas que atingiram o país andino. As mesmas dificuldades climáticas foram um desafio para o espanhol em 2016, sobretudo no Paraguai e na Argentina, e neste ano, quando houve o cancelamento de uma etapa na Bolívia, também em razão das fortes chuvas.
 
Mas Coma foi aclamado pelos competidores por conseguir reunir todos os elementos característicos do Dakar com o retorno das dunas no Peru, compensando a ausência do Chile. A prova deste ano foi eleita por muitos pilotos e navegadores como a mais difícil desde que o maior rali do mundo aportou na América do Sul, em 2009.
 

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O futuro de Coma é uma incógnita. Antes de surpreender ao deixar as competições para assumir como diretor-esportivo do Dakar, o nome do catalão era especulado para disputar o rali do mundo nos carros após tanto êxito nas motos, seguindo os passos que deu, anos depois, o eterno rival Cyril Despres, que foi piloto da Peugeot nos últimos anos. 

 
Depois de deixar a função de dirigente, fica a expectativa para o próximo passo do lendário piloto pentacampeão do Rali Dakar.

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