Peterhansel ensaia reação e lidera 1-2 da Peugeot na etapa mais longa do Dakar. Sainz é quinto e mantém ponta

O ‘Monsieur Dakar’ deixou claro que jamais pode ser descartado da vitória no maior rali do mundo. Um dia depois de sofrer um duro revés com a quebra do seu Peugeot 3008 DKR, Stéhane Peterhansel venceu a especial mais longa da prova e trouxe a reboque Cyril Despres, que foi fundamental para sua permanência na prova. Nasser Al-Attiyah foi o terceiro e Carlos Sainz, em quinto, segue líder. Nos SxS, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin continuam na frente após mais uma vitória

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Especial 8 – 14 de janeiro

Uyuni (BOL) a Tupiza (BOL)
Trecho cronometrado: 498 km
Total percorrido: 584 km
 
Depois do acidente que quase o tirou da prova e o fez perder quase duas horas no último sábado, Stéphane Peterhansel ficou mais longe do seu 14º título no Rali Dakar. Mas mesmo com a liderança mudando de mãos, saindo das suas para as de ‘El Matador’ Carlos Sainz, o ‘Monsieur Dakar’ deixou claro que vai lutar até o fim. E seu recado foi dado neste domingo (14) marcado pela mais longa especial da prova, de 498 km cronometrados entre Uyuni e Tupiza, na Bolívia. Com quase 3.500 m de altitude no roteiro, cujo percurso foi marcado por chuva e frio, Peterhansel e Jean-Paul Cottret lideraram desde o começo e confirmaram a segunda vitória em especiais no Dakar 2018, a 40ª da dupla nos carros.
 
Curiosamente, o segundo colocado na especial foi justamente do responsável por manter Peterhansel na prova. Cyril Despres, que conta com a navegação de David Castera, foi quem ajudou seu companheiro de equipe após a quebra no km 129 da especial do último sábado, transferindo para o carro de Stéphane boa parte das peças do seu Peugeot 3008 DKR — por ser etapa Maratona, as equipes de apoio estão banidas de trabalharem nos carros. 
 
Despres, fora da briga pela vitória em razão de problemas no início do rali, iniciou a especial lá atrás, em 40º na classificação geral.
Stéphane Peterhansel deixou claro que ainda está vivo na briga pela vitória (Foto: Flavien Duhamel/Red Bull Content Pool)
Nasser Al-Attiyah, da Toyota, ainda mantém a condição de principal ameaça à vitória da Peugeot no Dakar. O catariano finalizou a especial rumo a Tupiza em terceiro lugar, somente atrás de Peterhansel e Despres, e conseguiu sustentar a vice-liderança no geral mesmo com o avanço de ‘Monsieur Dakar’ neste domingo.
 
Al-Attiyah foi seguido por outro Toyota Hilux, do holandês Bernhard Ten Brinke, que vem fazendo um grande rali no geral. Aí apareceu o outro Peugeot que permanece na disputa, do nada menos que o líder do Dakar após o revés de Peterhansel. Depois de vencer de forma consecutiva as duas últimas especiais, Sainz foi o quinto e cruzou a zona de meta com 7min de atraso para Stéphane, fazendo com que a diferença, no fim das contas, ainda permaneça bastante confortável mesmo com a vitória do francês.
 

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Orlando Terranova, desta vez, foi o melhor Mini no Dakar. O argentino, que enfrentou vários problemas no início do rali e quase abandonou, foi o sexto mais rápido, desbancando o companheiro de equipe, o polonês Jakub ‘Kuba’ Przygonski. Com um Peugeot 3008 DKR privado, Khalid Al-Qassimi foi o oitavo, seguido pelo Toyota de Giniel de Villiers — que desta vez não conseguiu encaixar o melhor ritmo e ficou mais atrás em relação às Hilux de Al-Attiyah e Ten Brinke — e por Martin Prokop e seu Ford F-150.

 
Na classificação geral, Sainz lidera com 27h04min de tempo total de prova e tem uma vantagem tranquila de 1h06min37s para Al-Attiyah. Peterhansel vem em terceiro, com 1h13min42s de atraso para o líder e quase dez de frente para Ten Brinke, novo quarto colocado depois de um dia difícil para De Villiers, que agora fecha o rol dos cinco primeiros na competição de carros do Rali Dakar.

Com Sotnikov, Kamaz volta a vencer no Rali Dakar
 
Depois de duas vitórias consecutivas da Iveco, com Federico ‘Coyote’ Villagra e Ton Van Genugten, a Kamaz voltou a mostrar sua força para vencer a oitava etapa do Rali Dakar, um pouco encurtada para os caminhões em relação às outras categorias. O percurso cronometrado para os ‘brutos’ foi de 380 km, 118 a menos na comparação com motos, quadris, carros e SxS.
 
Dmitry Sotnikov, que não faz uma boa prova no geral, figurando apenas em 19º antes da abertura da especial, venceu pela primeira vez na edição 2018 do Rali Dakar, batendo o Iveco de Villagra. Foi a única vitória ‘não francesa’ nas modalidades em disputa no maior rali do mundo neste domingo. 
Dmitry Sotnikov não faz um bom Dakar, mas colocou a Kamaz de volta ao topo em Tupiza (Foto: Red Bull Content Pool)
Airat Mardeev concluiu a especial em terceiro lugar, com Eduard Nikolaev dando sequência à supremacia do ‘exército russo’ no caminho rumo a Tupiza. Martin Kolomy, de Tatra, completou a relação dos cinco primeiros.
 
Na briga pelo título, a liderança nos caminhões continua nas mãos de Nikolaev, que agora está 46min25s à frente de Villagra, que aposta em uma virada na entrada do Dakar na Argentina para comemorar em seu país-natal uma conquista inédita na categoria. Contudo, o russo caminha a passos largos para faturar mais um título a bordo da Kamaz.

Varela e Gugelmin ampliam frente nos SxS
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin são ainda mais líderes nos SxS (Foto: Vinícius Branca/photosdakar.com)
Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin deram outro passo importantíssimo rumo ao título do Rali Dakar nos SxS. Neste domingo, no encerramento da etapa Maratona e também no fim do último trecho cronometrado em solo boliviano, a dupla brasileira da Can-Am andou praticamente o tempo todo em segundo lugar, atrás do francês Patrice Garrouste, que conta com a navegação do suíço Steven Griener. 
 
Contudo, entre o waypoint 10 e a meta da especial em Tupiza, a dupla franco-suíça perdeu muito tempo e possibilitou mais uma vitória da tripulação brasileira no Dakar. Já o conjunto peruano formado por Juan Carlos Uribe Ramos e Javier Uribe Godoy terminou em segundo, 18min55s atrás dos brasileiros, deixando apenas em terceiro a dupla Garrouste/Griener, que alcançaram a zona de meta com 48min09s de desvantagem para Varela e Gugelmin.
 
Assim, na esteira dos resultados deste domino, a ordem dos três primeiros permanece inalterada, mas com Varela e Gugelmin ampliando a vantagem em relação aos rivais mais próximos. Os brasileiros têm tempo total de prova em 40h15min31s, com 1h34min31s de frente para Uribe Ramos e Godoy. Garrouste e Griener surgem em terceiro no geral, mas com diferença de 2h32min27s em relação aos líderes do Dakar nos SxS.

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