Pilotos dos caminhões celebram ‘início’ do Rali dos Sertões. Azevedo fala em jegues na pista

Amable Barrasa, Guido Salvini e André Azevedo comemoraram a primeira especial sem problemas dos caminhões, disputada justo na primeira etapa Maratona do 20º Rali dos Sertões

Etapa 3

Bacabal (MA) – Barra do Corda (MA): etapa Maratona
Deslocamento inicial: 106 km
Trecho cronometrado: 149 km
Deslocamento final: 19 km
Total percorrido: 274 km

Pelo menos para os competidores da categoria Caminhões, o Rali dos Sertões começou ‘pra valer’ apenas nesta terça-feira (21), com a execução da primeira etapa Maratona da prova, entre as cidades maranhenses de Bacabal e Barra do Corda. Tudo porque, por conta de um atoleiro, a organização do Sertões cancelou a especial dos ‘brutos’, enquanto que, na segunda-feira, uma ponte quebrada prejudicou o cronograma da categoria.

Mas tudo correu bem na terceira etapa do Rali dos Sertões e finalmente os ‘brutos’ tiveram pela frente uma prova normal. Normal em termos. André Azevedo, em sua 12ª participação na prova correndo apenas de caminhões, teve uma grande surpresa pela frente em sua jornada rumo a Barra do Corda.

“Tivemos algumas manadas de gado e jegues [no caminho da especial]. Só que os jegues daqui não se assustam com caminhões e nem com carros, eles ficam empacados”, revelou o paulista de São José dos Campos. Contudo, André e seus parceiros de Mercedes, Maykel Justo e Ronaldo Pinto, não enfrentaram grandes problemas, apenas o susto. “Demos sorte lá, não acertei nenhum. Atrapalhou um pouco. Mas depois a gente se acostuma com a paciência e a ‘falta de noção’ do jegue (risos).”

André Azevedo brincou e disse que encontrou alguns jegues pelo caminho (Foto: Marcelo Maragni/Fotoarena)

Amable Barrasa, quarto colocado na etapa Maratona desta terça-feira, vencida por Edu Piano, celebrou o ‘início’ do Rali dos Sertões para os caminhões depois de dois dias caóticos. Entretanto, o piloto da Ford Autoliner esperava por uma missão mais difícil.

“Pelo menos nesse ano eles foram mais suaves. A chegada da Maratona deste ano não foi nenhum absurdo, foi diferente dos outros anos, quando a gente chegava com os caminhões quase destruídos para o dia seguinte”, comentou o piloto, que corre ao lado de César Botas e Raphael Bettoni.

Guido Salvini, atual campeão dos caminhões pesados, também celebrou o dia livre de problemas entre Bacabal e Barra do Corda e comparou a sua jornada com o que enfrentou nos dois primeiros dias de Sertões. “Essa especial de chão batido foi bem mais fácil do que andar na areia. É mais prazeroso também. O trecho é bastante estreito e sinuoso, mas deu para andar bem. Agora acho que começou para valer. Agora dá para sentir o gosto do Rali dos Sertões. Tem as etapas Maratona, daqui a pouco o Jalapão, então agora sim.”

 

Amable Barrasa comemorou "facilidade" na Maratona deste ano (Foto: Marcelo Maragni/Fotoarena)

André Azevedo criticou a organização da prova por conta dos problemas ocorridos nos últimos dias, mas, assim como Amable e Salvini, se mostrou satisfeito por ter enfrentado um dia um pouco mais tranquilo no Maranhão. “Eles não tiveram critério nenhum pensando em nós para passar. Principalmente na distância entre as duas rodas. Em diversas pontes que eu encontrei, a viga-mestre era mais estreita que as rodas. Deixou a desejar.”

“Mas tirando isso, a etapa de hoje foi tranquila, rápida. Poupamos um pouco a máquina para encarar o restante da Maratona”, comentou o lendário André, pioneiro do Brasil no Dakar. Após encarar os 149 km de trecho especial, o piloto de São José dos Campos garantiu que seu Mercedes está inteiro para a sequência da etapa Maratona, agora entre Barra do Corda e Carolina, ainda em solo maranhense. “A etapa completada do início ao fim e sem fazer nenhum remendo para a sequência da etapa. O Dino [nome do caminhão] está bem”, concluiu o veterano.

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