Rali

Sanz vê presença feminina mais “normal”, mas reconhece: “É um esporte machista. E muito”

A caminho do nono Rali Dakar da carreira, Laia Sainz avaliou que a presença feminina no esporte é hoje muito mais normal do que em seus primeiros anos. Ainda assim, a espanhola reconheceu que o esporte a motor é “machista”

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
A caminho do nono Rali Dakar da carreira, Laia Sanz sabe bem de seu papel pioneiro em um ambiente dominado por homens. Aos 33 anos, a espanhola reconhece que o esporte é hoje mais aberto às mulheres, mas nem por isso é um cenário dos mais acolhedores.
 
Na 41ª edição do Dakar, que acontece entre os dias 7 e 17 de janeiro, no Peru, serão 17 participantes mulheres, o maior número desde a mudança para território sul-americano.
 
Falando ao jornal espanhol ‘Marca’, Laia avaliou que o caminho é hoje mais fácil para as meninas que desejam ingressar no esporte.
Laia Sanz reconehceu que o mundo do esporte é machista (Foto: Future7Media/KTM)
“Nós estamos abrindo caminho para as mais jovens e acho que é mais fácil para elas do que era quando eu comecei”, disse Sanz, que fez seu melhor Dakar em 2015, quando terminou a prova na nona colocação. “Eu era um bicho exótico. Agora já é mais normal que eu esteja aqui”, continuou.
 
Apesar de ver um ambiente mais aberto, Laia reconhece que “é um esporte machista. E muito”. Ainda assim, a titular da KTM considera que as pessoas criam diferenças onde elas não existem.
 
“Às vezes me perguntam como é ser uma mulher no vivac e não existe diferença entre ser um homem e uma mulher”, ponderou. “Às vezes, somos nós mesmos que colocamos as diferenças”, concluiu.