Sem campeões, lista ‘magrinha’ de brasileiros na 40ª edição do Rali Dakar diz mais sobre ausências do que inscritos

Jean Azevedo, Guiga Spinelli e tampouco os únicos brasileiros campeões do Dakar, Leandro Torres e Lourival Roldan, vão disputar a 40ª edição do maior rali do mundo. São apenas sete competidores nacionais inscritos na prova que começa no próximo sábado. Um plantel dos mais reduzidos. Marcelo Medeiros, nos quadriciclos, é a maior esperança de título em 2018

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A inédita e épica conquista lograda no ano passado por Leandro Torres e Lourival Roldan, os primeiros brasileiros a conquistarem o título do Rali Dakar, deu a entender que o interesse de pilotos, equipes e patrocinadores pela maior competição off-road do planeta pudesse aumentar por aqui para 2018. Mas aconteceu justamente o inverso para a 40ª edição da prova. 

 
A partir deste sábado (6), em Lima, apenas sete brasileiros vão partir para a largada da competição. Nomes vencedores e que participaram com destaque recentemente, como Jean Azevedo, Guiga Spinelli e Youssef Haddad e os campeões Torres e Roldan não figuram na lista dos inscritos. O que diz muito mais sobre as ausências do que a presença dos brasileiros na competição. Para se ter uma ideia, o país, que já chegou a ser representado nas motos por nomes como Klever Kolberg, André e Jean Azevedo, Zé Hélio Rodrigues, Felipe Zanol, dentre outros bons pilotos, desta vez não tem nenhum inscrito nas duas rodas.
 
O elenco reduzido de brasileiros no Dakar vai contar com os experientes e campeões mundiais de cross-country Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, que vão competir nos SxS, novo nome dado aos UTVs com os quais Torres e Roldan foram campeões ano passado. José Sawaya e Marcelo Haseyama também vão disputar a agora subcategoria dos carros. No certame propriamente dito dos carros, o Brasil vai ter uma única dupla, formada por Jorge Wagenfuhr e o navegador Idali Bosse. Marcelo Medeiros, que chegou a liderar a prova dos quadriciclos no ano passado, fecha a escalação tupiniquim.
Campeões nos UTVs, Lourival Roldan e Leandro Torres não vão defender o título em 2018 (Foto: Victor Eleuterio)
Em 2018, o maranhense Medeiros vai para sua terceira participação no Rali Dakar. Ainda jovem, com 28 anos, o piloto nascido em São Luís vai competir com um quadri da Yamaha, o preferido dentre os favoritos ao título. Marcelo também pode ser considerado um dos candidatos à glória nos quadriciclos, sobretudo pelo que começou a fazer no ano passado. Medeiros venceu a primeira especial de 2017 e só deixou a disputa por conta de um acidente no quinto estágio, quando era o vice-líder. Uma fratura na clavícula adiou para 2018 o sonho de lutar pelo título.
 
Ao seu lado, Medeiros vai contar com uma consultoria campeã. Mesmo sem defender o título, o lendário Lourival Roldan vai trabalhar ao lado do maranhense na disputa pelas dunas da América do Sul. Mas a missão de Marcelo vai ser das mais difíceis, uma vez que o piloto brasileiro vai contar com grandes adversários como Sergei Kariakin, o chileno Ignacio Casale, o argentino Pablo Copetti, o polonês Rafal ‘Super’ Sonik e o tcheco Josef Machacek.
Os experientes Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin vão buscar o título no SxS no Dakar (Foto: Divulgação/Can-Am)
Os antigos UTVs, rebatizados agora pela organização do Dakar como SxS, vão contar com o maior número de brasileiros inscritos na prova: quatro. Mas o rebaixamento de categoria à parte para subclasse dos carros tirou um pouco da importância dos SxS em termos de competição. Outra mudança em relação ao ano passado é que os pilotos da categoria vão ter um limite de velocidade, não podendo ultrapassar os 130 km/h, além do reabastecimento obrigatório. 
 
Para se ter uma ideia, os tanques dos UTVs em 2017 contavam com 240 L de gasolina, número reduzido quase pela metade para este ano, 130 L.
 
A subcategoria vai contar com uma dupla das mais experientes em ralis pelo mundo e também no Dakar. Reinaldo Varela vai fazer pela sétima vez o maior rali do mundo, a segunda a bordo de um UTV. Bicampeão mundial de rali cross-country na classe T2 e também bicampeão do Rali dos Sertões, Varela vai ter novamente ao lado o inseparável navegador catarinense Gustavo Gugelmin. O duo vai acelerar a bordo de um Can-Am Maverick X3. “As dunas, as pedras e as grandes altitudes prometem ser as principais dificuldades”, alertou o veterano dos ralis.
Zeca Sawaya e Marcelo Haseyama vão correr pela equipe campeã do Dakar em 2017 (Foto: Divulgação/Doni Castilho)
Em contrapartida, José Jorge ‘Zeca’ Sawaya e Marcelo Haseyama vão disputar o Dakar pela primeira vez. A dupla vai correr pela mesma equipe que Torres e Roldan representaram na campanha campeã de 2017, a X-treme Racing. Os brasileiros vão acelerar um UTV Polaris RZR 1000 e vão usar o numeral #378.
 
Com projeto de longo prazo e com a pretensão de voltar ao Dakar em 2020, Torres indicou o amigo Sawaya como nome para ocupar seu lugar na equipe neste ano que se inicia. Com longa experiência nas motos, ‘Zeca’, um veterano das pistas, tem 64 anos. O piloto já fez o Rali dos Sertões de carro e UTV, foi quarto lugar no ano passado, acelerando de UTV. 
Marcelo Medeiros volta ao Dakar com chance até de título nos quadris (Foto: Divulgação)
“Meu grande amigo Leandro Torres me disse que esse era o caminho a seguir se quiséssemos competir no Dakar. Então, nós vamos e tentaremos trazer de volta ao Brasil o lendário troféu do Dakar”, disse. Por sua vez, Haseyama tem experiência de 20 anos nos ralis, mas também vai fazer seu debute no Rali Dakar.
 

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O elenco dos brasileiros na 40ª edição do Rali Dakar é completado pelos também veteranos dos ralis Jorge Wagenhuhr e Idali Bossi. Jorge, que é cirurgião plástico, vai para seu segundo Dakar, tendo feito a estreia em 2016, prova na qual abandonou no terceiro dia. O piloto, desta vez, vai contar com um navegador novato, ao menos no maior rali do mundo. Experiente copiloto, que já disputou competições ao lado de nomes como Reinaldo Varela e Leandro Torres, vai debutar na competição como responsável pela navegação do Mitsubishi Triton de numeral #350.

 
Claro que não dá para comparar, por exemplo, com os 64 argentinos inscritos para o Dakar deste ano. Em que pese a realidade econômica tão difícil, o país vizinho consegue capitalizar maior atenção e patrocinadores porque o Dakar já virou uma tradição por lá. Por aqui, nem mesmo a conquista de um título histórico é capaz de fazer ‘pegar’ de vez e ser ao menos um pouquinho mais popular.
 
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