Rali

Sunderland vence etapa em laço em San Juan de Marcona e Brabec retoma ponta do Dakar nas motos

Campeão do Rali Dakar há dois anos, Sam Sunderland venceu sua segunda especial nesta edição na desafiadora etapa em laço disputada em San Juan de Marcona. Ricky Brabec levou a melhor no confronto contra Pablo Quintanilla e voltou à liderança na classificação geral com a Honda. Nos quadriciclos, Nicolas Cavigliasso venceu mais uma etapa
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Etapa em laço
7ª etapa – San Juan de Marcona – San Juan de Marcona
Trecho de especial: 323 km
Deslocamentos: 64 km
Trecho total: 387 km
 
Restando três dias para o desfecho do Rali Dakar 2019, a batalha pelo título das motos ficou ainda mais acirrada. Ricky Brabec retomou a liderança da maior prova off-road do mundo depois de finalizar a etapa em laço nesta segunda-feira (14), disputada em San Juan de Marcona, na terceira posição, colocando novamente a Honda no topo da classificação geral. A vitória, pela segunda vez nesta edição, ficou com Sam Sunderland, da KTM, que completou a especial em 3h51min41s, com vantagem de 6min30s para Brabec.
 
O campeão de 2017 assumiu a ponta da especial ainda no terceiro dos sete prontos de cronometragem e não foi mais superado. A boa surpresa do dia foi a segunda posição conquistada por José Ignácio ‘Nacho’ Cornejo Florimo, chileno que integra a equipe oficial da Honda. Outro chileno, Pablo Quintanilla, que era o líder geral até o início do dia, ficou 21min07s minutos atrás de Sunderland e perdeu a ponta do rali.
Sam Sunderland venceu a sétima etapa do Dakar 2019, em San Juan de Marcona (Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)
A prova teve seus contratempos, com a largada sendo atrasada em 30 minutos por conta da densa neblina no início da especial. E foi por conta da mesma neblina que a etapa foi neutralizada nos primeiros 35 minutos tanto para motos como para quadriciclos em razão da falta de visibilidade adequada, o que tornava a disputa bem mais perigosa.
 
No retorno do Dakar a San Juan de Marcona, o grande desafio enfrentado pelos pilotos foi ao percurso, predominado pelas altas dunas, o que impõe grandes dificuldades em termos de navegação. Assim, quem largou na frente e abriu caminho, casos de Quintanilla e Kevin Benavides, acabou perdendo muito tempo em relação aos pilotos que vinham mais atrás.
 
A diferença entre Sunderland e Cornejo Florimo foi de 1min51s depois de 323 km de especial. Brabec sustentou a terceira colocação na fase final da especial. Adrien Van Beveren, que segue fazendo um grande Dakar, se colocou em quarto, com o francês da Yamaha sempre andando entre os primeiros colocados, mostrando grande regularidade. E Luciano Benavides, argentino da KTM e irmão de Kevin, chegou a andar em segundo para finalizar a especial em quinto.
 
Andrew Short, companheiro de equipe de Quintanilla da Husqvarna, teve um desempeno melhor que o do chileno e foi o sexto, finalizando logo à frente de Xavier de Soultrait. 
 
Sobre o francês da Yamaha, uma peculiaridade: o sensor de cronometragem da moto #18 falhou na passagem desde o waypoint 1, voltando a aparecer apenas no sexto ponto de cronometragem. O sensor de cronometragem da moto de Brabec também falhou na metade final da prova, assim como o de Cornejo Florimo.
 
Toby Price passou na oitava colocação com a KTM, seguido por Stefan Svitko e pelo atual campeão, Matthias Walkner, também da equipe de fábrica da marca austríaca. O prejuízo ficou todo para Quintanilla, que completou a especial somente em 12º lugar, pouco atrás da Honda #47 de Kevin Benavides.
 
A classificação do Dakar agora aponta Brabec na liderança. Ao fim da prova, Toby Price havia assumido o segundo lugar, com 6min55s de desvantagem para o líder. Contudo, o australiano sofreu uma punição de 1min33s. Assim, o novo segundo colocado é Van Beveren, 7min47s atrás de Brabec, com Price em terceiro, 8min28s de desvantagem para o líder, e Sunderland, na quarta posição. Quintanilla despencou de líder para a quinto, 9min59s atrás do líder e apenas com 1s de diferença para Sunderland. Os cinco primeiros separados por menos de dez minutos com três etapas para o desfecho da edição 2019 do maior rali do mundo.

Cavigliasso vence sexta de sete especiais e segue rumo ao título nos quadriciclos
 
Nicolas Cavigliasso parece não ter adversários à altura na luta pelo título do Rali Dakar nos quadriciclos. O argentino de 27 anos faz uma prova perfeita e só deixou de vencer uma especial, a terceira, quando foi superado pelo compatriota Jeremias González Ferioli, mas jamais deixou de ocupar a liderança da competição na classificação geral.
 
Nesta segunda-feira, Cavigliasso deu mais uma amostra da sua superioridade perante os adversários. Ainda que a parte inicial do trecho cronometrado em San Juan de Marcona tenha sido mais complicada, o argentino passou o francês Alexandre Giroud a partir do waypoint 4 e cruzou a zona de meta com o melhor tempo, com tempo total de 5h04min48s.
Nicolás Cavigliasso venceu mais uma na disputa dos quadriciclos do Dakar (Foto: Marcelo Machado de Melo/FOTOP/ASO)
Giroud, que faz seu terceiro Rali Dakar, obteve o melhor resultado em especiais nesta edição ao terminar em segundo. O francês completou a etapa com 4min10s, com o top-3 sendo completado por outro argentino, Manuel Andujar, 8min01s de atraso para Cavicliasso. Andujar faturou o pódio virtual da etapa ao superar o compatriota Gustavo Gallego por apenas 2s, enquanto Ferioli completou a lista dos cinco primeiros, a 8min47s do vencedor.
 
Com sete etapas disputadas, Cavigliasso tem 31h16min58s de tempo total de prova e tem 1h15min36s de vantagem para Ferioli, e Gallego completa o top-3 todo argentino. Giroud aparece em quarto, mas está 3h21min30s distante do tempo do líder geral dos quadriciclos, enquanto Andujar é o quinto colocado.