Varela inicia luta pelo tetracampeonato mundial com disputa do Baja Rússia

Do deserto da Arábia Saudita para a neve da Rússia, Reinaldo Varela parte para um novo desafio poucos dias depois de encerrada a jornada no Rali Dakar. Excepcionalmente ao lado de Youssef Haddad, o piloto vai disputar o Rali Baja Rússia, prova que abre o Mundial de Cross-Country, título que foi conquistado três vezes por Varela. Gustavo Gugelmin fica ausente da etapa por motivos pessoais

Quase três semanas depois do desfecho do Dakar, Reinaldo Varela encara a abertura do Mundial de Rali Cross-Country. Contudo, diferente do calor do deserto na Arábia Saudita, onde dividiu o Can-Am com Gustavo Gugelmin, o piloto vai iniciar a luta pelo tetracampeonato mundial em cenário bem diferente: no frio de São Petersburgo a partir desta quinta-feira (6). E diferente do UTV que pilotou em janeiro, Varela vai acelerar um carro na abertura do campeonato.
 
Varela vai competir tendo ao seu lado o experiente navegador Youssef Haddad, uma vez que Gugelmin não compete por motivos pessoais. A dupla está inscrita na categoria Carros na classe T3 e vai contar com um protótipo preparado pela equipe G-Force. A cidade, que vive o auge do inverno nesta época, vai receber o Rali Baja Rússia entre 6 e 9 de fevereiro com previsão de temperaturas de até -10ºC, mas com a sensação térmica que pode alcançar até -30ºC por conta dos ventos que vêm do Ártico.
 
Se o frio é extremo para quem está habituado ao calor do Brasil, a temperatura deste fim de semana é tranquila para os russos. Mesmo assim, Varela se mostra tranquilo. “Um detalhe curioso aqui é que, devido ao que eles consideram um ‘inverno ameno’, os organizadores mudaram o percurso da prova para que não faltasse neve em nenhum dia. Do meu ponto de vista, isso só torna as coisas mais divertidas”, comentou.

Reinaldo Varela vai competir ao lado de Youssef Haddad na Rússia (Foto: Duda Bairros/photosdakar.com)
O fato é que, apesar da intensidade do frio, o volume de neve nesta época do ano é menor que o esperado em vários países próximos ao Ártico. O Rali da Suécia, segunda etapa do Mundial de Rali, marcado entre os dias 13 a 16 de fevereiro, teve sua distância original encurtada justamente pela falta de neve.
 
O Baja Rússia é disputado desde 2003 como abertura do Mundial. Como as provas de tiro curto que fazem parte do campeonato, a etapa em São Petersburgo compreende cerca de 500 km de especiais, distância percorrida em quatro dias.
 
Uma das preocupações para o fim de semana diz respeito ao vento. “A informação aqui é que o vento do Ártico pode soprar a qualquer momento, como é comum na região, e fazer a temperatura despencar para -30ºC. Pessoalmente, espero que isso não aconteça. Mas os organizadores nos tranquilizaram dizendo que essa virada no clima não está prevista. Então, ficaremos satisfeitos com -10ºC mesmo”, brincou Varela. 
 
O piloto traçou as diferenças do Mundial para o Dakar. “Disputar o Mundial é outra ‘pegada’. Começamos aqui no gelo, mas nas próximas etapas vamos ainda passar pelo Saara, por montanhas e outros tipos de piso. É bem variado e a cada prova o desafio é único. Mas encaramos um dia de cada vez”.
 
“Aqui, na neve, o carro anda de lado o tempo todo e qualquer descuido pode te tirar da corrida. Acidentes são rotina e fazem parte do jogo. Mas nós estamos bem preparados e vamos pra cima”, completou Reinaldo.

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