Argentino, Giallombardo quer curtir nova experiência na Stock Car: “Se tiver chance para correr em 2016, vou considerar”

Mauro Giallombardo vem da terra da cerveja na Argentina, Quilmes, para representar a equipe Hot Car nas duas próximas etapas da temporada da Stock Car. Substituto de Fabinho Fogaça em Curitiba, neste fim de semana, e também em Tarumã, em novembro, o piloto de 25 anos destacou as características mais fortes do automobilismo tanto lá como aqui. Por fim, o jovem justificou por que está no Paraná: “Queria viver uma experiência diferente”

Uma das atrações do fim de semana da décima e antepenúltima etapa da temporada 2015 da Stock Car é a presença de Mauro Giallombardo nos boxes da equipe Hot Car, chefiada por Amadeu  Rodrigues. O tradicional time trouxe o argentino de 25 anos para substituir Fabinho Fogaça nas próximas duas provas do ano. Além de Curitiba, Mauro vai correr também em Tarumã, mas não poderá representar o time na etapa final, em Interlagos, por conta de compromissos com o TC 2000, categoria na qual compete regularmente.

Mas Giallombardo não é um estreante propriamente dito na Stock Car. Ocorre que o piloto nascido na terra da cerveja argentina, Quilmes, já disputou meia prova na categoria. Na edição de 2014 da Corrida de Duplas, disputada em Interlagos, Mauro foi um dos destaques e ajudou o conjunto #80 da Carlos Alves ao terminar em terceiro lugar ao lado do hoje grande piloto da categoria, Marcos Gomes. Desta vez, não dividirá o carro com ninguém.

Giallombardo não escondeu a empolgação por ter a chance de correr novamente na Stock Car.

Argentino Mauro Giallombardo vai defender a Hot Car neste fim de semana em Curitiba (Foto: Vanderley Soares)

“Sempre tive vontade de estar na categoria. Gosto muito do Brasil, do automobilismo brasileiro, da Stock. E a possibilidade surgiu com a saída do Fábio. Já conhecia o Amadeo e falado com ele muitas vezes depois do meu pódio com a Carlos Alves no ano passado”, relembrou o argentino em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.

“E sempre tive vontade de fazer uma temporada. E agora, que tive a oportunidade de conhecer um pouco mais do carro e ser titular nesse carro, falei com ele e veio a oportunidade”, ressaltou.

A mesma Curitiba, no começo de agosto, teve a presença de outro piloto estrangeiro. Na ocasião, Laurens Vanthoor substituiu Cacá Bueno, punido pelo STJD da Confederação Brasileira de Automobilismo com a suspensão daquele fim de semana. Agora, a categoria atrai outro valor com destaque no cenário internacional, indicando uma tendência já vista com destaque na Corrida de Duplas, prova que abre a temporada.

Culturalmente, Giallombardo faz algumas comparações entre o esporte a motor no Brasil e na Argentina. “O automobilismo é bem diferente. A gente tem mais liberdade para trabalhar no carro, mas gosto muito do nível dos pilotos brasileiros, são grandes pilotos, e posso aprender muito com isso”, observou Mauro, que destacou o profissionalismo da Stock Car.

“A categoria está muito sólida, tem vários patrocinadores, o trabalho das equipes é muito profissional e gosto muito disso. E para mim, queria ter uma experiência diferente. Corro na Argentina desde que tenho seis anos, venci em todas as categorias no meu país e gostaria de fazer algo distinto. E gostei da Stock Car. Comecei a trabalhar para começar a correr aqui. Aqui o marketing e o trabalho junto aos patrocinadores são fortes”, elogiou.

Quanto ao envolvimento e a paixão do público em si pelo automobilismo, embora entenda que o povo argentino seja mais visceral, Giallombardo também vê empolgação do lado de cá da fronteira. “É diferente. Tive a sorte de ficar muito ligado a uma marca, a Ford [hoje, Mauro é piloto da Peugeot no Super TC2000]. E o público lá gosta muito disso, é quase como uma equipe de futebol. Tem os ‘hinchas’, e isso é lindo demais.”

Mauro Giallombardo completou suas primeiras voltas pela Hot Car nesta sexta-feira (Foto: Vanderley Soares)

“Mas acho que os brasileiros também tem muita paixão pelo automobilismo, têm o melhor piloto de todos os tempos, têm tudo para sentir paixão pelo automobilismo. Na Argentina nós temos isso: a identificação dos pilotos com as marcas, como no Turismo Carretera. Aqui, são só duas marcas, muitos pilotos representam a mesma marca”, comparou o piloto.

Questionado sobre o desejo de seguir carreira na Stock Car, Giallombardo respondeu positivamente, mas talvez não seja algo exatamente para agora.

“Gostaria, sim. Mas agora é um pouco precipitado falar disso. Tenho contratos lá e tenho de respeitá-los, tenho muito para trabalhar lá. Mas, certamente, no futuro quero trabalhar muito no Brasil e na Argentina”, disse, deixando claro que prefere pensar em curto prazo, mas deixando o futuro em aberto.

“Minha vontade é conhecer um pouco mais da categoria e curtir essa chance de fazer as duas corridas que não têm coincidência com meus compromissos na Argentina. E se tiver a oportunidade de estar aqui no ano que vem, obviamente que vou considerar”, acrescentou.

Dentre todos os brasileiros do grid da Stock Car, o piloto de mais história é Cacá Bueno, exaltado por seus pares argentinos e muito elogiado por Giallombardo. Neste fim de semana, ele terá uma nova chance de acelerar ao lado do piloto da Red Bull. “Cacá é um grande piloto! Um dos poucos pilotos brasileiros que foi à Argentina, então nós o conhecemos bem. Não tenho como referência porque nunca corri com ele, estou mais acostumado a correr com meus pares argentinos. Mas, com certeza, é um grande piloto e tem a capacidade de se adaptar a qualquer carro, sempre fazendo-o rápido.”

Por fim, Giallombardo acredita que não terá problemas em se readaptar à condução de um Stock Car neste fim de semana. “Já corri na Europa, no FIA GT… acho que a possibilidade de se adaptar bem é uma condição do piloto. Há pilotos que se adaptam mais rápido, outros, mais lentamente, mas é mesmo uma condição do piloto”, reforçou o jovem de Quilmes, que completou o primeiro treino livre como piloto da Hot Car em 14º lugar.

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