Stock Car
24/09/2018 10:00

Cacá detona comissário “incompetente” após nova polêmica: “Me prejudicou, me tirou da corrida”

Cacá Bueno foi impedido de fazer a corrida 2 da etapa do Velo Città da Stock Car por conta de uma suposta falha na luz de freio. O pentacampeão criticou duramente o comissário que o impediu de voltar à pista. Por meio de nota, a CBA se pronunciou a respeito do assunto
Warm Up, do Velo Città / FELIPE NORONHA, do Velo Città / FERNANDO SILVA, do Velo Città
 Cacá Bueno fez um bom treino classificatório no Velo Città (Foto: Duda Bairros/Vicar/Vipcomm)
O quente domingo (23) no Velo Città tinha tudo para ser muito favorável a Cacá Bueno. O maior campeão em atividade no grid da Stock Car fez uma boa primeira corrida e terminou em terceiro lugar, garantindo seu quarto pódio na temporada e, de quebra, subindo para o top-3 do campeonato. Por conta da reclamação de uma das equipes do grid sobre o problema na luz de freios, os comissários o impediram de alinhar no grid da corrida 2 e, por isso, o piloto da Cimed teve de partir dos boxes. Foi então que a polêmica teve início. Ao sair do pit-lane para fazer sua volta, o carioca foi avisado que teria de retornar em razão de um problema na luz de freios. Entretanto, as imagens da TV mostraram que o dispositivo de segurança funcionava normalmente. Ainda assim, Bueno foi retirado da disputa.
 
Pouco depois do episódio, Cacá falou ao GRANDE PRÊMIO e explicou o que aconteceu. “A TV mostra o comissário vendo que a luz de freio funcionava, eles estavam atrás do carro vendo. Todos os mecânicos veem. Depois de um minuto que a luz funciona, é o tempo que eles levam para pôr o painel e me liberar, e eles estavam vendo que funcionou, a imagem mostrou eles olhando a luz funcionar”.
 
Cacá lembrou o escândalo do vazamento de conversas de comissários da Confederação Brasileira de Automobilismo, que disseram agir para prejudicar o pentacampeão.
Imagem da TV mostra luz do freio do carro de Cacá Bueno funcionando no pit-lane do Velo Città (Foto: Reprodução)
“No passado, em outras ocasiões, já teve comissários afastados da CBA porque pegaram áudios de combinação, entre eles, dizendo ‘sempre que possível, vamos tirar pontos do Cacá’. Já saiu na Folha, Estadão, qualquer lugar. Não posso falar sobre este comissário de hoje, mas ele viu a luz acender e mesmo assim me chamou para box. Se ele não está mal intencionado, o que eu não posso afirmar, ele é incompetente para o que ele está fazendo”, disparou.
 
“O que ele fez é completamente errado. Ele me prejudicou, me tirou da corrida. O safety-car [após o acidente sofrido por Bia Figueiredo e Gabriel Casagrande] foi dado, estaria na corrida... Ele não fez o papel dele direito. É fato, isso”, continuou.
 
Bueno criticou a falta de preparo do profissional da CBA para lidar com a situação e também lastimou pela chance perdida de somar pontos que seriam muito importantes para o campeonato. “Nem de longe é a primeira vez. Não posso acusar ninguém de ser mal intencionado. Mas posso achar e comentar que eles estão muito mal preparados. Incrivelmente mal preparado, o comissário de hoje”.
 
Por fim, mesmo depois de ter conquistado mais um pódio na temporada, Cacá deixou o Velo Città com um sabor agridoce na boca. “Me ajuda em termos de campeonato, mas eu preciso de um momento em que preciso fazer mais pontos. E agora perdi a condição de fazer mais pontos. Uma pena, o que aconteceu. A gente está num bom momento no campeonato”, complementou.

 
 
O outro lado - CBA se defende: “Os procedimentos foram corretos”
 
Por meio de nota emitida na noite do último domingo, a assessoria de imprensa da CBA listou cinco tópicos para defender o procedimento realizado no Velo Città e se posicionou a respeito do problema da luz de freio, reiterando que o problema não tinha sido solucionado. O GRANDE PRÊMIO reproduz a nota na íntegra.
 
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
 
A Confederação Brasileira de Automobilismo vem a público ratificar que todos os procedimentos realizados na verificação do sistema de luz de freio do carro número 0 foram corretos. Ainda sobre o episódio ocorrido na tarde deste domingo, 23, no autódromo Velo Città, durante etapa da Stock Car, a entidade tem o seguinte a esclarecer:
 
1) Ao término da primeira corrida, os comissários técnicos verificaram o funcionamento das luzes de freio do carro do piloto Cacá Bueno. Foi constatado que havia problemas no dispositivo, que não estava funcionando, e solicitaram que o veículo fosse aos boxes para reparo.
 
2) Antes da checagem definitiva para liberação do retorno à corrida, Cacá Bueno saiu em direção à pista. Ou seja, SEM a autorização dos profissionais que acompanhavam a manutenção. O próprio fato de a capa de proteção da asa traseira nem ter sido retirada, demonstra que não houve o comando para a movimentação do carro.
 
3) O competidor foi novamente chamado para que se completasse o procedimento padrão após reparos de equipamentos de segurança. Assim que retornou aos boxes e o piloto abandonou a prova, o veículo foi lacrado para vistoria posterior à corrida.
 
4) Com relação a uma imagem mostrada pelo SporTV em que a luz acende com o carro nos pits, inclusive com a presença de um comissário nas proximidades, cabe esclarecer que isso não demonstra que o reparo estava concluído. Além de não ter sido realizado o procedimento padrão de checagem, naquele momento o aparelho funcionou por conta de uma ligação direta e não pelo acionamento do pedal do freio. As mesmas imagens mostram que a luz acende com a presença de um mecânico dentro do carro, ficando claro que o piloto estava fora.
 
5) Examinado pelos técnicos da CBA, com a presença de membros da equipe CRT, incluindo o chefe, Willian Lube, comprovou-se que, de fato, o dispositivo ainda não estava com funcionamento correto, o que ratifica que o piloto não deveria ter voltado para a pista. Além de não ter ocorrido a autorização necessária, o equipamento não fora consertado por completo. Essa vistoria foi gravado em vídeo e está à disposição de equipes e imprensa.
 
ASSISTA: Cacá revela ameaça de comissário da CBA no Velo Città