Camilo defende estratégia da Ipiranga: “Vencer a corrida 1 não estava errado”

Segundo colocado na temporada 2019 da Stock Car, Thiago Camilo não soube dizer o que a Ipiranga poderia ter feito diferente para bater Daniel Serra na disputa pelo título. O #21 avaliou que a estratégia de buscar a vitória sempre que possível não foi um erro

Mesmo derrotado na disputa pelo título de 2019 da Stock Car, Thiago Camilo acredita que a Ipiranga adotou a estratégia correta ao longo da temporada. O #21 ficou com o segundo lugar na classificação, 21 pontos atrás de Daniel Serra, o vencedor. 
 
Ao longo do ano, Thiago conquistou seis vitórias e seis poles, mas, mesmo assim, não conseguiu superar Serra, que venceu uma única vez em 2019. No total, o #21 foi ao pódio sete vezes, contra nove de Daniel, que venceu uma vez, foi segundo em três corridas e terceiro em outras cinco.
Thiago Camilo (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)
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“Muito foi dito sobre estratégia durante o ano, mas eu posso garantir para vocês que nós fizemos a estratégia certa de vencer quando nós tínhamos possibilidade de vencer”, disse Camilo. “Eu gostaria até de fazer essa pergunta para o Meinha e para o Daniel: Se eles estivessem na minha situação, o que eles fariam?’”, indagou, arrancando risos da plateia. 
 
“Porque, todas as vezes que a gente venceu, na verdade, a gente conseguiu ser o maior pontuador da etapa, então eu acho que vencer a primeira corrida não estava errado”, defendeu. 
 
Thiago reconheceu que a equipe chefiada por Andreas Mattheis poderia ter “jogado um pouco melhor” com algumas circunstâncias, mas avaliou que é difícil pensar em desistir de uma vitória, uma vez que muitas coisas podem acontecer na corrida 2.
 
“Óbvio que a gente poderia, de repente, ter jogado um pouco melhor com botão de ultrapassagem ou com reabastecimento e ter feito uma combinação melhor, mas é complicado no momento em que você está ali, vencendo a corrida, apostar alguma coisa na corrida 2, porque envolve muita coisa, envolve uma nova largada, envolve você estar largando no meio do pelotão, pode acontecer um problema mecânico e você desperdiçar os pontos da primeira corrida, então eu acho que, sinceramente, não vejo o que a gente poderia ter feito diferente”, frisou. 
 
Ainda, Thiago lembrou da punição que recebeu em Cascavel, por queima de largada,
 
“Mas, obviamente, a questão de Cascavel, por exemplo, que eu fui punido por encostar na faixa de largada, ali acabou prejudicando também o nosso campeonato, porque era uma corrida que o Daniel não estava tão bem se não me engano, não estava ali entre os primeiros ou estava atrás, o Gabriel [Casagrande] estava em primeiro, o Felipe [Fraga] em segundo e eu terceiro, com chance de brigar com eles pela corrida, e aí ali eu acabei perdendo a disputa da vitória e terminando em 14º na corrida”, recordou. “Acho que, tirando isso, Goiânia, na última etapa, o Daniel acho que foi um pouco pior na classificação, a classificação foi na chuva, mas, na corrida, era nítido que ele tinha o melhor desempenho. Eu não consegui segurar ele nas duas provas e ali acho que foi a vantagem que ele conseguiu trazer, aumentar a vantagem aqui para a disputa de São Paulo”, continuou. 
 
Por fim, mesmo entendo que é difícil ver algo errado na estratégia da Ipiranga, Camilo falou em repensar e analisar a temporada com calma. 
 
“É difícil falar, assim friamente, o que a gente poderia ter feito. Se a gente tivesse aberto mão da vitória, talvez não teria concretizado ser o maior pontuador das etapas que nós fomos”, ponderou. “Vamos dar uma repensada aí um pouco mais friamente e analisar com calma. De repente, uma configuração do carro diferente, mas, neste momento, fica difícil dizer alguma coisa que a gente poderia ter feito diferente”, concluiu.
 

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