carregando
Stock Car

Diretor da Full Time pede pneus mais resistentes para evitar repetição de problemas em Cascavel em 2013

Maurício Ferreira acredita que a Stock Car subestimou riscos com os pneus na etapa de Cascavel. Asfalto do circuito paranaense também teve sua parcela de culpa

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

A Stock Car viveu um dia de F1 quando os pneus se tornaram protagonistas da etapa de Cascavel, no último domingo (16). As características do reformado circuito paranaense não foram as mais amistosas para os compostos, que não resistiram ao desgaste na oitava etapa da temporada de 2012. Para Maurício Ferreira, diretor-técnico da equipe Medley/Full Time, a categoria subestimou os riscos com os pneus no Paraná.

O dirigente afirmou que a Goodyear, fornecedora de pneus da Stock Car, precisará fazer sua parte para que as cenas registradas neste fim de semana não sejam reprisadas em 2013. No entanto, Ferreira também destacou a condição do asfalto de Cascavel como fator causador do elevado desgaste.

Líder do campeonato, Cacá Bueno foi um dos que teve problemas em Cascavel (Foto: Miguel Costa Jr.)

“O asfalto está muito ondulado, com buracos e pede uma nova pavimentação. Isso já está certo. Mas os pneus também precisarão estar mais resistentes”, avaliou. Seus pilotos, Felipe Maluhy e Xandinho Negrão, terminaram a prova, respectivamente, em 12º e 21º.

Ferreira disse notar que o desgaste da borracha seria excessivo em Cascavel depois dos treinos livres da sexta-feira, ao avistar uma bolha no pneu de um competidor de outra equipe, Tuka Rocha. “Naquele instante, vimos que precisaríamos administrar o acerto dos carros e que os pilotos deveriam ser mais conservadores na tocada”, constatou.

Para ele, o que explica a enorme quantidade de problemas com pneus do lado traseiro direito dos carros é o grau de dificuldade da curva do Bacião, a primeira do circuito. “São duas tangências na mesma curva, com uma carga elevada e prolongada sobre o pneu de trás do lado direito. Pode ter acontecido de o ombro do pneu quebrar, haver perda de pressão e o consequente estouro”, exemplificou. Mas isso vale até a décima volta, segundo Ferreira. A partir daí, “a hipótese é o aparecimento de bolhas. Quando elas são arrancadas, a manta de construção fica exposta e o pneu acaba furando”.

No começo da prova, Negrão precisou trocar o pneu traseiro esquerdo, furado. Segundo Ferreira, a causa foi um toque que recebeu de Giuliano Losacco pouco depois da largada, nada que tivesse relação com o desgaste ou com o traçado exigente de Cascavel.