Europeus que participam da corrida de duplas elogiam Stock Car e veem categoria como bom exemplo

Com pilotos de Inglaterra, Itália, Holanda, Portugal, Argentina, Austrália e Espanha, Stock Car abre temporada 2014 com toque internacional

A cobertura 'in loco' da Stock Car no GRANDE PRÊMIO
As imagens do sábado da Stock Car em Interlagos
icone_TV Automobilismo na TV: a programação do fim de semana

A Stock Car começou 2014 falando mais línguas do que jamais havia, antes, em seu Paddock. A oportunidade de trazer duplas para defender um mesmo carro na abertura da temporada abriu portas para diversos pilotos brasileiros de carreira internacional voltarem ou conhecerem o ambiente da categoria, e para outros tantos estrangeiros poderem guiar em terras tupiniquins, enriquecendo a atenção recebida pela Stock, algo importante tendo em vista o desinteresse do público pela primeira etapa em 2013 – algo que parece bem diferente em 2014.

 
Pato Silva, Diego Aventín, Mauro Giallombardo e Gabriel Ponce de León formam a patota argentina e, juntamente aos espanhóis Miguel Molina e Roberto Merhi, constituem o time dos que falam espanhol. E fica por aí a participação do principal idioma latino nos boxes da Stock. Os australianos Mark Winterbottom e Dean Canto, abrem a equipe dos anglo-saxões, que também está representada por Craig Dolby, esse inglês de Leicestershire. Jeroen Bleekemolen fala o imponente holandês; e os latinos também são representados pelo italiano dito por Alessandro Pier Guidi. E Álvaro Parente, apesar de estrangeiro, não vem de um idioma essencialmente diferente, mas do foneticamente rebuscado português da Terrinha.
 
Nos boxes, porém, os idiomas de origem dão lugar ao português, o inglês ou o espanhol. E a compreensão linguística não é o maior problema dos estrangeiros no final de semana na corrida de duplas. Segundo os gringos, o carro da Stock é bom de ser guiado, mas completamente diferente de tudo que eles já haviam pilotado ao redor do mundo.
Pilotos convidados para a primeira etapa de 2014 da Stock Car (Foto: Rodrigo Berton | Grande Prêmio)
"Foi minha primeira vez em um carro modelo Stock Car em geral, porque estou acostumado com carros de GT. Mas foi legal, achei um carro completo, divertido de guiar. Curti bastante nossa máquina", afirmou o italiano Pier Guidi ao GRANDE PRÊMIO. Bleekemolen seguiu a mesma linha: "É um ótimo carro para guiar. Já pilotei vários tipos de carros no mundo todo, mas devo dizer que o da Stock Car é ótimo de corrida.".
 
Já o inglês Craig Dolby se mostrou mais reticente quanto à adaptação. Em meio a sorrisos, o britânico revelou ao GP dificuldades para se acomodar no carro da RZ que divide com Tuka Rocha.
 
"É difícil se entender com o carro da Stock, ele é totalmente diferente de qualquer outra coisa que eu já tenha guiado. Mas a RZ está sendo sensacional, me ajudando em qualquer ponto que eu precise. Me sinto melhor a cada entrada no carro", disse.
 
O português Parente usou sua longa experiência, no automobilismo, onde já guiou monopostos, GT e turismo, para avaliar a máquina com que corre no domingo.
 
"Ainda temos o que adaptar, mas deu para notar que o carro freia bem em retas. Já a abordagem em curvas é um pouco diferente da que eu estou acostumado. A potência do motor é parecida com a dos GTs, que é onde eu corro, então, tudo certo", falou Álvaro ao GRANDE PRÊMIO.
 
De acordo com o atual campeão das 24 Horas de Daytona entre os carros GTD, Pier Guidi, a Stock não deixa a desejar em relação às importantes categorias internacionais de turismo.
 
"O campeonato é forte, bem duro, tem muitos pilotos de altíssimo nível e times mais do que preparados. E o carro tem força o suficiente para ser muito bom", disse ao GP.
 
Para o holandês Bleekemolen, fazer sua primeira corrida também é importante pessoalmente, porque o parceiro de Valdeno Brito nunca havia vindo ao país.
 
"Já estive correndo no mundo inteiro, mas nunca tinha vindo ao Brasil. Era meio que um sonho vir aqui e correr por aqui, e fico muito feliz em enfim conseguir atingir essa meta", contou Bleekemolen. "Tomara que a gente possa melhorar o automobilismo na Holanda com competições como a Stock", completou.
 
E Craig Dolby observou a importância da Stock ter pilotos europeus em seus quadros do ponto de vista de atenção que a categoria recebe fora do Brasil e do cenário sul-americano. "Na Inglaterra, costumamos ter muito orgulho de nossos pilotos que guiam fora do país. Acredito que seja motivo de felicidade o fato de eu estar aqui no Brasil, na Stock. É importante para a categoria, também, porque leva o nome da Stock para um âmbito mundial de atenção", sugeriu Dolby.

O GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ as atividades da corrida de duplas da Stock Car durante todo o fim de semana com os repórteres Gabriel Curty, Pedro Henrique Marum e Renan do Couto e o fotógrafo Rodrigo Berton.

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