Fornecedora explica falha que tirou Camilo de final: derretimento de cabo de vela

Foi puro azar, mas aconteceu: o Toyota Corolla de Thiago Camilo viu derretimento do cabo de vela do motor logo na decisão da temporada 2020 da Stock Car

Puro azar: Thiago Camilo chegou à decisão da Stock Car, disputada no último domingo (13), como líder do campeonato, mas um problema no carro fez com que abandonasse a disputa. Assim, ele terminou o ano em quarto lugar – o título ficou com Ricardo Maurício.

Depois da prova em Interlagos, ele comentou a situação dentro do que aconteceu: um cabo de vela derreteu após o escapamento do carro provocar um aquecimento extremo do motor. Com isso, ele precisou parar e não mais conseguiu voltar.

“O carro vinha rendendo muito bem e, apesar da situação adversa, eu estava pronto para brigar até a bandeirada. Foi uma pena, o carro estava muito bom, estava escalando o pelotão com ritmo forte”, lamentou Camilo.

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Thiago Camilo em Interlagos (Foto: Luís França/Vicar)

Ao GRANDE PRÊMIO, então, a Giaffone Racing, que produz os motores da Stock Car, explicou como foi que a falha ocorreu: “O que aconteceu com o Thiago Camilo, na última etapa do ano, foi que realmente queimou um cabo de vela dele. Esse cabo de vela é colocado pelas equipes, e não pela Giaffone Racing”, contou Zeca Giaffone, responsável pela fornecedora.

“Por quê? Porque sempre que você vai colocar o motor no carro, você precisa tirar o cabo de vela, do contrário você não consegue colocar o escapamento. Então a gente manda o motor para as equipes sem cabo de vela.”

“E ali, com esse formato novo da Stock Car neste ano, ficou em complicado mesmo, bem sensível, porque esquenta muito aquela região, e se a equipe não toma um super cuidado essas coisas podem acontecer. E foi isso no caso dele. Então, não foi uma falha da Giaffone Racing nesse caso”, concluiu.

Em 2020, a Toyota chegou com o Corolla (Carro de Camilo na Ipiranga) e se juntou a Chevolet, que tem o Cruze. Os carros mudaram bastante em relação à geração anterior, e era esperado desde antes da temporada que certas dificuldades aparecessem.

O Diário Motorsport, site parceiro do GP, explicou antes do campeonato como funcionou a situação das unidades de potência: “Para obter o máximo equilíbrio, a GR mandou fazer na DART, nos Estados Unidos, blocos e cabeçotes específicos de competição para o Toyota Corolla. Foi descartada a opção por um modelo Toyota de rua por capacidade volumétrica e peso. A diferença na litragem dificultaria a equalização. (…) Há, efetivamente, um caminho a percorrer, inclusive com a possibilidade de um motor Toyota inteiramente novo no futuro.”

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