Retrospectiva 2019: Passo a passo do tri: como Serra bateu Camilo e Maurício com só uma vitória

Daniel Serra se tornou tricampeão da Stock Car vencendo uma número significativo de corridas: um. Como ele conseguiu? O GRANDE PRÊMIO explica na retrospectiva da principal categoria do automobilismo nacional

Abra a tabela de classificação da Stock Car em 2019 e observe a coluna de vitórias: Thiago Camilo teve seis; Ricardo Maurício, três, tal como Felipe Fraga; Rubens Barrichelo anotou quatro; Daniel Serra, apenas uma. Quem foi campeão?

Daniel Serra, porque o regulamento da Stock Car 2019 permitiu tal situação surpreendente – ou curiosa, por assim dizer. 

O novo tricampeão da categoria levou a prova de abertura, a especial de 40 anos (e corrida 500 da história) no Velopark, e não mais ocupou o lugar mais alto do pódio. Seus rivais fizeram isso várias vezes – mas o topo que vale, o do título, ninguém conseguiu invadir.

Daniel Serra (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)

Após aquela etapa, qual foi o passo a passo de Serra para segurar, principamente, Maurício e Cailo, os outros dois nomes que chegaram a ocupar a liderança? O GRANDE PRÊMIO conta, lembrando quando o #29 chegou a ficar para trás, quando virou e, claro, quando garantiu o tri.

Velopark 1: Serra abriu a temporada com a única vitória, enquanto Camilo, que foi pole, terminou em quarto. Maurício fez pódio, em terceiro.

Velo Città 1: Camilo venceu, mas foi apenas 24° na corrida 2. Serra, por sua vez, foi ao pódio na corrida 1 e, na seguinte, pontuou, coisa que o rival não conseguiu. Maurício foi quem mais pontuou na etapa dentro do trio, mas só dois a mais que Serra.

Thiago Camilo (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Goiânia 1: Camilo venceu de novo e foi o maior pontuador da etapa, com 40 pontos. Mas não isolado: sim, outro piloto conseguiu 40 mesmo sem vencer… Serra, claro. E fez isso indo ao pódio duas vezes na mesma etapa, ambas no terceiro lugar. 

Londrina: a pior etapa de Serra, que teve como melhor posição "apenas" um quarto lugar – dica: para ser campeão, a tática foi ser constante; mesmo sem pódio, ele sempre esteve ao menos perto. Camilo venceu novamente e foi o maior pontuador, mas Maurício fez apenas quatro a menor e manteve o trio próximo.

Santa Cruz do Sul: Maurício venceu a corrida 2, algo que se tornaria tradição na temporada. Serra não venceu, claro, mas foi segundo na corrida 1 e foi o maior pontuador da etapa. Camilo, por sua vez, sofreu: quebra de motor e zero pontos no final de semana. Ao final do ano, a etapa no Sul seria a citada pelo piloto como a principal culpada pela perda da taça.

Ricardo Maurício no topo do pódio da corrida 2 (Foto: Duda Bairros/Stock Car)

Campo Grande: se o melhor lugar de Serra foi um quinto, é importante notar que ele esteve no top-10 nas duas corridas, sendo oitavo na outra. Isso ajudou a formar vantagem sobre um Camilo que venceu de novo, mas foi 16° na seguinte, e sobre um Maurício que foi ao pódio em segundo.

Corrida do Milhão: fale de momento decisivo para um título e não consiga escapar da Corrida do Milhão… Lucas Di Grassi venceria se não fosse excluído e Serra poderia ser quinto colocado. Mas o convidado foi punido e, na última volta, Serra conseguiu se tornar terceiro e garantir o pódio… Passando Camilo. Maurício venceu, mas a história do título tem capítulo importante nessa ultrapassagem.

O pódio da Corrida do Milhão (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)

Velopark 2: Maurício foi ao pódio duas vezes em terceiro e Camilo foi duas vezes quarto. Como Serra segurou a pontuação? Andando no top-10 nas duas corridas… 

Cascavel: Serra pontuou pouco para seus padrõs (25), mas Camilo e Maurício não aproveitaram: 28 e 20, respectivamente. Na soma, foi a pior etapa para o trio, que viu Felipe Fraga e Rubens Barrichello se aproximarem.

Velo Città 2: Adivinha quem foi ao pódio, novamente, nas duas corridas da rodada dupla? Daniel Serra, o único a fazer isso mais de uma vez na temporada. Com os dois terceiros lugares, anotou 40 pontos, maior marca do final de semana, e tornou a vitória de Camilo na corrida 1 menos importante do que pareceu, por alguns minutos, para a classificação final do campeonato.

Goiânia 2: na prova das zebras, que teve vitória de Gabriel Casagrande e pódios de Lucas Foresti e Cesar Ramos, Serra conseguiu andar no top-10 nas duas corridas e saiu como o maior pontuador do trio. Maurício ainda foi desclassificado após vitória na corrida 2, para facilitar mais a vida do companheiro de equipe.

Daniel Serra (Foto: Cauê Moalli/Grande Prêmio)
 

Interlagosa final teve um resumo do que foi a temporada: Camilo venceu, mas não levou, enquanto Serra arranjou um pódio, em segundo, no finalzinho – não venceu, mas fez o que precisava, como em todo o ano de 2019. Tri para ele.

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