Stock Car

Stock Car muda calendário e troca Tarumã e Curitiba por Velo Città e Velopark

A Stock Car anunciou mais uma mudança em seu calendário da temporada 2019. Nesta terça-feira (23), a Vicar comunicou a saída dos autódromos de Tarumã e Curitiba, sendo substituídos por Velopark e Velo Città, respectivamente

Grande Prêmio / FELIPE NORONHA, de São Paulo / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
A Stock Car anunciou mudanças para o calendário da temporada 2019. Nesta terça-feira (23), através de um comunicado, a promotora Vicar anunciou que Tarumã e Curitiba estão fora, dando lugar para Velo Città e Velopark, respectivamente.
 
Desde o início do campeonato, a principal categoria do automobilismo nacional havia colocado as duas praças no calendário. Entretanto, a realização estava pendente desde o começo de 2019 pela necessidade de solução de problemas específicos.
 
No Autódromo de Tarumã, por exemplo, não havia homologação da CBA para competições nacionais. Com isso, o circuito fica inviabilizado de receber a Stock Car. “A situação já existia quando definimos o calendário, mas, pelo respeito que temos por essa pista, e também por sua tradição, decidimos mantê-la na programação”, disse Carlos Col, diretor-executivo da Vicar.
 
“Era nossa esperança de que houvesse uma solução, que não foi possível até esta data. Estamos em nossa temporada de 40 anos e posso dizer que Tarumã era a praça onde nós mais desejávamos correr em 2019, por que a Stock Car nasceu lá em 1979. É um fato lamentável”, seguiu.
 
Mas essa não é a primeira vez que Tarumã precisa sair do calendário. Primeiro circuito a receber a categoria, além de ter sido já substituído pelo Velopark na abertura desta temporada, em 2018, teve de sair por questões de segurança e ver Londrina ocupar a lacuna.
A Stock Car em Curitiba (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Sobre Curitiba, fatores externos e excepcionais acabaram prejudicando a realização da rodada dupla. “Este autódromo enfrenta um desafio nos últimos anos. No aspecto logístico e estrutural, Curitiba foi durante muito tempo uma boa pista para a realização de corridas no Brasil”, apontou.
 
“Mas por alguns motivos essa realidade vem mudando. Para correr lá em 2019 seria preciso um investimento muito superior ao de outras praças. Some-se a isso a questão de haver agora um fator ambiental específico, que coloca a realização de grandes eventos como o nosso em discussão”, seguiu.
 
“Então, até que essas e outras questões sejam solucionadas, pelo menos neste ano não podemos competir lá. Pilotos, equipes e patrocinadores são fãs deste autódromo. Esta é outra decisão difícil que não gostaríamos de tomar”, encerrou.
 
O Autódromo de Curitiba é outro que tem estado no meio de uma grande polêmica. Um dos principais palcos do automobilismo nacional, quase foi vendido há alguns anos, mas os atuais administradores acabaram voltando atrás. 

No começo do ano, o dirigente chegou a falar com o GRANDE PRÊMIO e criticou o trabalho feito pela CBA no trato com os autódromos. "Vejo com muita tristeza, estamos perdendo mais um autódromo. A gente vem sucessivamente perdendo autódromos. Perdemos o de Brasília, agora vamos perder o de Curitiba. Temos autódromos que estão sem homologação por parte da CBA... No momento, temos quatro autódromos brasileiros interditados pela CBA", disse.

"E dois ou três a título precário. Na verdade, isso é só um freio de mão nas possibilidades de crescimento do nosso automobilismo. Prezar pela segurança sempre, sempre. Só que não adianta só fechar os autódromos. A entidade tem que prover a solução para aquilo. Não é só ir lá e dizer ‘está lacrado e não corre aqui’. É uma atitude muito passiva, comodista, e não está cumprindo os três papéis principais que estão no estatuto da entidade: homologar, fiscalizar e fomentar o automobilismo", seguiu.

"Tem que ter os três juntos. Homologar é fácil, é cobrar taxa, bater carimbo e pegar dinheiro. Fiscalizar ela faz de maneira amadora e mal. E fomentar... Nada. Tem que ser as três coisas ao mesmo tempo e em conjunto. E infelizmente não tem acontecido nas últimas décadas que eu conheço de gestão da CBA", completou.

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