Wilson exalta “carro muito bom” em Curitiba, mas vê injustiça e pede mudanças para melhorar largadas na Stock Car

Max Wilson voltou a vencer na Stock Car e fechou a décima etapa da temporada 2015, em Curitiba, no topo do pódio. Mas o experiente piloto da RC, que renovou seu contrato para 2016, não ficou completamente feliz. O motivo é o procedimento de largada da prova que tem o grid invertido

A vitória de Max Wilson na prova que encerrou a décima e antepenúltima etapa da temporada 2015 da Stock Car, na tarde deste domingo (18), em Curitiba, foi obviamente comemorada pelo experiente piloto da RC, mas teve lá um quê de sentimento de injustiça. Wilson lamentou por um procedimento de largada que permitiu que os pilotos que partiram das primeiras posições, beneficiados pelo grid invertido, fossem ‘engolidos’ pelos carros mais rápidos, que vieram logo atrás. “Não foi a coisa mais justa do mundo o que aconteceu”, comentou Max, que largou em 11º na corrida 2.

“O ritmo ali foi meio complicado, os pilotos vieram num embalo muito forte. Estávamos mais rápidos que os caras que estavam nas primeiras posições. E a gente se beneficiou disso. Não foi a coisa mais justa do mundo, mas isso já aconteceu comigo também. Acho que a alguma coisa precisa ser feita para a gente melhorar isso”, pediu Max durante entrevista coletiva logo após erguer o troféu de vencedor da prova derradeira em Curitiba.

Max Wilson pediu melhorias no procedimento de largada da Stock Car (Foto: Vanderley Soares)

Quanto à corrida em si, Max destacou a competitividade do carro #65 da equipe chefiada por Rosinei Campos. “Meu carro continuava num ritmo muito bom, marcando o Khodair, cuidando de quem vinha atrás de mim, do Thiago Camilo, tentando me defender dele”, explicou. “Meu carro estava bom nas duas corridas, e isso ajudou bastante. Realmente, com um carro muito bom, tudo ficam mais tranquilo”, destacou.

Um dos principais momentos da corrida 2 foi quando Wilson ultrapassou Allam Khodair, que liderava com propriedade a prova, mas foi prejudicado com uma pane seca que acabou por encerrar sua participação em Curitiba.

“Acho que foi num momento que ele não esperava, sabia que ele quase não tinha mais push naquele momento. Ultrapassei, apertei o ritmo para ter uma boa distância e, no final, a gente acabou tirando o pé. Nós dois [Max e Ricardo Maurício] estávamos preocupados com o combustível. Graças a Deus, não acabou, chegamos aí e conquistamos a dobradinha mais uma vez”, comemorou Wilson.

De volta ao tema da largada confusa em Curitiba, Max foi questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre o que sugerir para melhorar a atual situação e permitir largadas mais limpas e justas na Stock Car. Difícil falar. Coisas a serem feitas, têm. Acho que, mais do que tudo, é o momento certo para pilotos e direção de prova, está todo mundo junto tentando melhorar, talvez seja o melhor momento para conversar e buscar a melhor maneira para que as largadas sejam mais justas e menos conturbadas também. Então, vamos brigar por isso e tomara que aconteça em breve”, concluiu.

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