Superbike

Bautista estreia no Mundial de Superbike em teste coletivo em Jerez e vê Ducati “como uma 250cc”

No primeiro contato com a Panigale V4, Álvaro Bautista avaliou que a moto do Mundial de Superbike precisa ser pilotada como se fosse uma 250cc. Espanhol se mostrou surpreso com o desempenho dos freios
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Álvaro Bautista (Foto: Ducati)
Álvaro Bautista já fez sua estreia no Mundial de Superbike. Contratado pela Ducati para tentar fazer frente ao dominante Jonathan Rea e sua Kawasaki, o agora ex-piloto da MotoGP completou o primeiro dia de testes coletivos da categoria em Jerez de La Frontera e se mostrou positivamente surpreso com a moto.
 
No primeiro dia de atividades no traçado espanhol, Bautista fez a melhor de suas 62 voltas em 1min39s979, apenas 0s322 mais lento que Rea, o líder dos trabalhos.
Álvaro Bautista contou que a Panigale exige pilotagem similar a das 250cc (Foto: Ducati)
“É muito diferente da moto da MotoGP. Antes de mais nada, a moto tem menos potência. Nas retas, pensei que algo estivesse errado”, contou. “A estabilidade é muito menor. Esta manhã, fiz minha primeira saída com pneus de chuva, porque a pista tinha alguns pontos molhados. Fiz uma volta e tive de trocar os pneus, porque era impossível”, seguiu.
 
“Aí não mudou muito com os slicks, ainda movia bastante, então tenho de me adaptar a este movimento, porque é normal com essas motos e esses pneus”, reconheceu. 
 
O #19 considerou que a Panigale tem um comportamento similar às motos 250cc, já que exige o mesmo tipo de pilotagem.
 
“A característica é similar, mas com muito menos potência. Você tem de pilotar a moto como uma 250cc, mais velocidade na curva e menos agressividade no acelerador, porque, do contrário, se for agressivo como na MotoGP, aí a moto começa a se mover muito e não para, então você em de ser muito cuidadoso com o acelerador para tornar a moto estável. É um pouco diferente, mas eu curti, pois me lembrou das 250cc, mas com mais potência”, comparou. “Eu tenho de mudar um pouquinho. Quanto mais você pilota, mais você sente que tem de pilotar daquele jeito, então não é muito difícil mudar o estilo de pilotagem. Especialmente porque eu era rápido nas 250cc, então é bem fácil para eu me adaptar a este estilo”, considerou.
 
Ainda em fase de adaptação a Panigale V4, Bautista contou que não fez grandes mudanças na moto ao longo do dia, já que ainda tenta se entender com a Ducari.
 
“Eu curti o dia, porque eu comecei a descobrir a moto e comecei a trabalhar com o time”, falou Álvaro. “Eu não conhecia os rapazes, aqui só Giulio Nava trabalhou comigo na Aprilia. Nós começamos a nos conhecer como parte do plano para hoje”, relatou.
 
“Não fizemos muitas mudanças na moto, só pequenos ajustes com a suspensão e a eletrônica, mas nada sério, apenas pilotando e conhecendo a moto”, sublinhou. “Acho que os freios, não esperava que a força dos freios fosse parar a moto, porque você sabe que com os freios de carbono você tem muito mais potência, mas com esses freios de aço, você tem potência o suficiente para parar a moto, então fiquei surpreso com isso”, concluiu.