Copa Truck
06/06/2018 05:45

Pilotos se entusiasmam com “crescimento natural” da Copa Truck, veem futuro com otimismo e elogiam “excelente” Col

A Copa Truck ainda está no início de sua jornada, mas tem inspirado a confiança de pilotos e chefes de equipe da categoria. O trabalho desempenhado pelo promotor Carlos Col é um dos motivos para a crença em um futuro promissor
Warm Up / VINÍCIUS PIVA, de São Paulo
 Copa Truck Interlagos (Foto: Duda Bairros)

A Copa Truck nasceu em 2017 após o fim da F-Truck, como resultado da união de pilotos e equipes que competiam na precursora categoria dos caminhões. Em sua segunda temporada, a série vai construindo sua história ao mesmo tempo em que vai se descolando da imagem da antiga classe.
 
E na avaliação de quatro experientes pilotos que por muitos anos integraram o grid da F-Truck, a nova categoria dos caminhões está no caminho certo. Todos confiam no trabalho desempenhado por Carlos Col, promotor da categoria, e consideram o futuro promissor. 
 
Débora Rodrigues, com 20 anos de experiência nas disputas dos caminhões, lembra os áureos tempos de Aurélio Batista Félix, mas entende que a realidade mudou e os tempos são bem diferentes dos vividos com o fundador da categoria.
Débora Rodrigues acredita no trabalho de Carlos Col (Foto: Vanderley Soares)

“O Aurélio era um cara ímpar, muito criativo, que se preocupava não só com a competição, mas também com o evento. Foram tempos de glória. Depois, infelizmente com o falecimento dele, [a categoria] passou para a família e não deu muito certo. Aí fomos obrigados a criar outra. São muitos anos de investimento, não dava para simplesmente abaixar as portas e dizer acabou. Juntamos pilotos e equipes e montamos a ANET, conseguimos tirar o [Carlos] Col da aposentadoria. Ele acreditou na gente”, recordou Rodrigues ao GRANDE PRÊMIO, durante a etapa de Interlagos. 
 
“Os tempos são outros. Hoje estamos em uma situação diferente do país. E todo mundo freia propaganda e marketing quando a coisa está ruim. E é do que nós vivemos. O esporte em geral está com dificuldades, não está sendo fácil, mas a administração do Col e a união da ANET está sendo primordial”, acrescentou. 
 
Renato Martins, piloto, chefe de equipe e presidente da ANET, Associação Nacional de Equipes de Truck, acredita que já houve uma evolução do ano passado para este ano. “Saímos de uma categoria e montamos um modelo novo de negócio. É um começo difícil, ano passado fizemos seis etapas, três Copas. Pegamos um Brasil com um monte de problemas econômicos, as equipes tentando sobreviver. Mas este ano deu uma clareada melhor”, falou o primeiro campeão da F-Truck. 
Renato Martins destaca crescimento sustentável da categoria (Foto: Duda Bairros)
Na visão do também chefe da RM Competições, a Copa Truck tem se notabilizado por crescer de forma sustentável, sem pular as etapas necessárias para um avanço estruturado. “Tenho visto um crescimento natural das coisas. As equipes estão bem mais profissionais, a cada dia tentando fazer algo melhor, então é uma categoria que nasceu e está crescendo devagar. Tenho certeza que ela vai chegar lá em cima”, completou o piloto do #9 ao GP.
 
André Marques, piloto e chefe de equipe, segue o mesmo tom do companheiro e acredita que esse universo dos pesados tem muito a oferecer. “A categoria tem muito o que crescer, acho que é um segmento que tem muita coisa a ser explorada e que só vai melhorar. Para mim é um prazer fazer parte deste grupo”, disse o representante da Mercedes-Benz, que elogia o homem-forte da categoria.
 
“A Copa Truck veio para renovar, tirar os erros do passado. É sinônimo de uma união que conseguiu um excelente parceiro, um dos melhores no meu ponto de vista, o Carlos Col, que acreditou no nosso projeto e vem remando o barco junto com todos os envolvidos”, acrescentou.
André Marques aposta no crescimento da categoria (Foto: Duda Bairros)
Dono de dois títulos da F-Truck, Beto Monteiro vê com bastante otimismo o trabalho que vem sendo feito nos bastidores. E projeta um futuro bonito para a categoria dos caminhões.
 
“Estamos num trabalho grande de recuperação. Estamos buscando um novo formato no evento e lutando contra a crise que está o país, é um trabalho de construção, e estou muito animado com a forma como estamos fazendo. Ainda falta muito para ficar do jeito que a gente acha que tem de ser, mas sigo com um otimismo gigante”, opinou o #88.
 
“Com certeza vai dar tudo certo. Estamos fazendo um trabalho junto com o Col de evolução, as equipes, as montadoras voltando ao evento. Vejo a animação da Iveco voltando, isso é importante. Em paralelo, o mercado tem uma previsão de retomar”, analisou.
Beto Monteiro vê futuro com otimismo (Foto: Duda Bairros)
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