Fittipaldi diz que público das 6 Horas de São Paulo ficou contente com evento. CEO do WEC elogia

O pequeno público presente ao Autódromo José Carlos Pace para as 6 Horas de São Paulo não frustrou nem a organização da corrida e nem a FIA. Muito pelo contrário, foi considerado o “primeiro passo”

Nas arquibancadas de Interlagos, os poucos lugares ocupados e os muitos vazios passavam a impressão de que o pouco público que compareceu ao circuito paulistano decepcionaria a organização das 6 Horas de São Paulo. Não foi o que aconteceu, porém.

Promotor da prova, o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi, falando aos jornalistas pouco antes do término das seis horas de disputa, se disse muito feliz com o evento, que considerou um sucesso. Quando perguntado pelo Grande Prêmio se o número de espectadores atendeu às expectativas, Fittipaldi foi enfático: “Atendeu, atendeu, atendeu. Acho que ano que vem vai ser bem maior”.

Arquibancadas ficaram repletas de espaços vazios (Foto: Flavio Gomes/Agência Warm Up)

“O primeiro evento é muito difícil. Graças à Deus funcionou muito bem”, disse o ex-piloto, que colocou como principal ponto positivo a satisfação de quem compareceu ao Autódromo José Carlos Pace: “Tenho certeza que quem veio aqui hoje gostou e vai querer voltar”.

Para ele, o público foi “muito bom, dentro da expectativa que a gente tinha, principalmente por ser família. Muita mulher, muita criança, isso que a gente queria”.

O discurso de Gérard Neveu, CEO do Mundial de Endurance, seguiu a mesma linha do de Fittipaldi. Falando com exclusividade ao GP, o francês afirmou que sua opinião a respeito da primeira edição das 6 Horas de São Paulo é muito clara: “Estaremos de volta no ano que vem com Emerson, provavelmente em agosto, para a segunda edição das 6 Horas”.

Questionado sobre o que achou do público presente, Neveu classificou a prova de 2012 como o primeiro passo. Segundo ele, cerca de 30 mil pessoas estiveram em Interlagos – ou Interlagôs, de acordo com seu sotaque – entre sexta e sábado, número que não se restringe a quem esteve nas arquibancadas, mas também nas áreas VIPs.

Além do “sucesso em relação ao resultado desportivo, que marcou a primeira vitória da Toyota no WEC”, Neveu exaltou o “espírito de Le Mans”, presente em Interlagos. “Eu acho que as pessoas curtiram. Não dá para falar apenas das arquibancadas, tem também o Village, as diferentes atividades. Vi muitas crianças por aqui no fim de semana e este é exatamente o espírito que nós e o Emerson estávamos buscando: toda a família vir para a pista e aproveitar o dia”, avaliou o dirigente.

Este "espírito de Le Mans", diga-se, trouxe uma novidade para o público brasileiro acostumado a acompanhar o automobilismo. Em vez de precisar ficar apenas nas arquibancadas, os espectadores puderam entrar no autódromo. Pelo túnel que passa por baixo da pista e leva às áreas internas do circuito, quem esteve presente pôde ir até a antiga Curva do Sargento, onde estava montado o 'Village', local das demais atrações que podiam ser aproveitadas enquanto as seis horas de corrida aconteciam.

A organização também recebeu seus elogios de Neveu. “A cidade de São Paulo e o time da organização fizeram um grande trabalho e receberam todos muito bem”, acrescentou. “Todo o paddock está muito feliz, todos os parceiros, os patrocinadores, a mídia gostou de ficar em Interlagos. É um dos grandes momentos da temporada”, concluiu.

Fittipaldi saiu de Interlagos satisfeito com a primeira edição das 6 Horas de São Paulo (Foto: Rodrigo Berton / Agência Warm Up)

Fittipaldi fez apenas um pedido de desculpas, aos fãs que não conseguiram visitar os boxes antes da formação do grid de largada. “A gente não contava que haveria tanta gente querendo visitar os boxes. A fila estava do outro lado e muita gente não conseguiu chegar. No ano que vem, temos que ter uma janela maior”, ponderou. “Eu lamento por isso e peço desculpas. No ano que vem, não vai acontecer isso”, assegurou o promotor.

“Não adianta a gente promover o evento se a pessoa não sai contente. Se saiu contente, vai convidar os amigos e ficar maior no ano que vem”, encerrou.

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