Turismo

No ano de estreia, Alinne Cipriani conquista título da Trans Am GT no fim da temporada em Daytona

A paulista Alinne Cipriani conquistou um título inédito para o automobilismo brasileiro no último fim de semana e venceu a temporada 2018 da Trans Am GT, categoria de turismo disputada nos EUA na classe TA3 após superar o bicampeão Mark Boden. Rafa Matos foi o campeão da TA2
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Alinne Cipriani (Foto: Chris Green/Divulgação)

Alinne Cipriani fez história no último fim de semana no automobilismo brasileiro. A paulista, de 35 anos, se sagrou campeã da Trans Am GT, categoria disputada nos Estados Unidos, na classe TA3 no icônico Daytona International Speedway guiando um modelo Ginetta G55. Alinne triunfou em um campeonato em que 27 pilotos pontuaram e superou o bicampeão da classe, o norte-americano Mark Boden. Ao todo, foram 11 etapas em circuitos tradicionais do automobilismo americano e mundial, como em Indianápolis, Watkins Glen, Circuito das América, Mid-Ohio e Daytona.
 
O automobilismo brasileiro conquistou mais um título na Trans Am GT nesta temporada com o mineiro Raphael Matos, campeão da classe TA2.
 
A paulista, que também foi determinante para que a Ginetta USA fosse campeã entre as equipes, comemorou a muito a conquista. “A vitória não é apenas minha, mas sim de todo o time Ginetta USA. Gostaria de fazer um agradecimento especial ao meu marido, Adolpho Rossi, que sempre foi o meu maior incentivador e esteve ao meu lado nessa jornada no automobilismo. Quero agradecer, também, aos meus mecânicos, Ernesto Morando e Mauro Vieira, por toda a dedicação e empenho ao longo deste ano”, destacou.
Alinne Cipriani conquistou o título da Trans AM GT na classe TA3 em Daytona (Foto: Chris Green/Divulgação)
“Estão todos de parabéns e sem eles eu não teria chegado onde cheguei. Esta vitória é nossa, e estamos todos muito felizes com o resultado fantástico do nosso trabalho ao longo deste ano, que resultou neste título inédito”, acrescentou a campeã.
 
Campeã no seu ano de estreia na Trans Am GT, Alinne destacou também que ficou dois anos longe das competições por conta do nascimento do seu filho, Enzo. Antes, Cipriani já havia sido campeã no endurance brasileiro e também bicampeã do FARA, campeonato de turismo realizado na Flórida.
 
“Nunca pensei que isso poderia acontecer. No início do ano planejávamos fazer apenas algumas corridas, mas os bons resultados começaram a aparecer e focamos todos os esforços para terminar a temporada. Foi um ano de muito trabalho, tanto para mim quanto para a equipe, e posso dizer que este é um sonho que se torna realidade. Foi difícil deixar meu bebê em casa para viajar para as competições, mas hoje vejo que valeu a pena”, afirmou.
 
A corrida final do campeonato, em Daytona, foi de suma importância para o título, e Alinne jogou com a estratégia. Com nove pontos de vantagem para Boden, Cipriani nem precisava vencer, mas sim marcar seu adversário. A brasileira terminou em sexto lugar, enquanto Boden foi o quarto. Assim, Alinne Cipriani confirmou a conquista do título com cinco pontos de vantagem sobre o adversário.
 
“A etapa final exigiu estratégia da nossa equipe. Sabíamos da dificuldade que iríamos enfrentar e procuramos minimizar a menor potência do nosso motor não só com um setup que privilegiasse a nossa velocidade de reta, mas também com uma boa estratégia de corrida. Foi um sufoco, mas deu tudo certo”, finalizou.