Spengler domina prova monótona do DTM em Nürburgring e assume vice-liderança. 10º, Farfus volta a pontuar

Foi extremamente chata a sexta etapa da temporada do DTM. Sem nenhuma disputa interessante na pista e nem nos boxes, a corrida certamente foi frustrante para o grande público que compareceu ao circuito de Nürburgring em um belo domingo de sol na Alemanha. Quem não se importou nada com isso foi Bruno Spengler, que venceu de ponta a ponta com imensa tranquilidade

O circuito de Nürburgring costuma propiciar corridas interessantes e cheias de acontecimentos variados e imprevisíveis. Só que o mesmo não pode ser dito de sua versão reduzida. Em uma prova extremamente chata, Bruno Spengler venceu pela segunda vez na temporada e assumiu a vice-liderança do campeonato. Este foi o terceiro triunfo do piloto no DTM em um dos mais tradicionais palcos do esporte a motor alemão.

Spengler vibrou muito com sua segunda vitória pela BMW (Foto: DTM)

Spengler, que largou na pole-position e manteve a posição na largada, nunca foi ameaçado por ninguém e triunfou de ponta a ponta na sexta prova da temporada de 2012. Ao longo das 49 voltas, o canadense construiu uma vantagem de 5s para Edoardo Mortara para dar à BMW mais um motivo para celebrar em seu ano de retorno ao DTM. O pódio ainda teve outro representante da BMW, o atual campeão do certame, Martin Tomczyk.

A melhor Mercedes apareceu na quarta colocação, com Jamie Green, que usou uma estratégia diferenciada para superar Mike Rockenfeller. Líder do campeonato, Gary Paffett terminou em sexto, depois de largar em 11º lugar – a largada foi decisiva para o resultado do inglês.

A largada também foi decisiva para Augusto Farfus, que ficou encaixotado e acabou perdendo três posições. Mais tarde, em meio às rodadas de pit-stop, o brasileiro perdeu mais um posto e concluiu a prova na décima colocação, fechando a zona de pontuação.

Após seis de dez etapas, Paffett segue na liderança do campeonato, que ocupa desde a primeira corrida do ano, em Hockenheim. O inglês soma 103 pontos, apenas 20 a mais que Spengler, agora com 83. Green tem 81 e Tomczyk, 69. Sem pontuar em Nürburgring, Mattias Ekström perdeu duas posições, para Mortara e Rockenfeller, que estão empatados com 49 pontos, dois a mais que o sueco. Vale lembrar que a pontuação do DTM é igual à da F1.

Confira como foi a etapa de Nürburgring do DTM

Bruno Spengler e Edoardo Mortara largaram bem e mantiveram as duas primeiras posições. O mesmo não pode ser dito do terceiro colocado no grid, Filipe Albuquerque. O portuga, na primeira curva, já era o décimo colocado. Augusto Farfus também foi mal, não por tracionar mal, mas por ficar encaixotado entre Jamie Green e Robert Wickens, que foram bem e subiram para quinto e sexto, respectivamente. Gary Paffett também começou bem, e subiu de 11º para sétimo.

Após o momento que comumente é o de maior emoção de uma corrida, a prova começou a se desenrolar sem disputas pelas primeiras posições, mas toques aconteceram com alguma frequência. Na primeira volta, Adrien Tambay atingiu Miguel Molina. Pouco depois, Christian Vietoris rodou Andy Priaulx. Tanto Tambay quanto Vietoris foram punidos. Outro incidente teve Roberto Merhi e Susie Wolff envolvidos.

Décimo colocado, Farfus pontuou pela terceira vez em seis corridas em 2012 (Foto: DTM)

Sem que nada acontecesse de bom, a janela de pit-stops foi inaugurada na 12ª volta. O primeiro dos ponteiros a entrar nos boxes para a primeira parada obrigatória foi Edoardo Mortara, na 14ª passagem. Uma volta depois foi a vez de Spengler. Nos dois giros seguintes, todos os primeiros colocados concluíram a primeira rodada de pit-stops, com uma mudança importante: Martin Tomczyk ganhou a terceira posição, antes ocupada por Mike Rockenfeller. Paffett também inverteu a ordem com Wickens na pista.

Em meio à monotonia da etapa de Nürburgring, David Coulthard protagonizou um lance mais interessante ao rodar sozinho. Por sorte, não acertou o guard-rail e conseguiu retornar à prova.

Quinto colocado, Green tentou uma estratégia diferente ao realizar seu segundo pit-stop ainda na primeira metade da corrida para esticar o último stint e tentar dar o pulo do gato. Filipe Albuquerque e Dirk Werner, algumas voltas depois, também já cumpriram a obrigação de parar nos boxes pela segunda vez.

Metade da corrida se passou e nada aconteceu. Nada. No traçado curto do circuito de Nürburgring, nem as disputas na pista e nem os pit-stops deixaram a corrida mais empolgante.

O sexto lugar obtido em Nürburgring neste domingo foi o pior resultado de Paffett em 2012 (Foto: DTM)

Líder do campeonato, Paffett parou no box na 26ª volta e puxou a fila. A partir dali, todo mundo entrou nos pits para cumprir sua obrigação. E o Green, que parou antes, apareceu a frente de Rockenfeller, que era o quarto antes das paradas. Na 30ª volta, Rahel Frey ainda era uma intrusa nas primeiras colocações, tentando surpreender ao retardar o pit-stop – o que parecia improvável. Farfus se deu mal e perdeu a nona posição – estava momentaneamente em 11º, até a parada de Frey, na 31ª volta.

Aí a ordem se estabeleceu e a zona de pontuação era formada por Spengler, Mortara, Tomczyk, Green, Rockenfeller, Paffett, Wickens, Albuquerque, Scheider e Farfus.

E nada mudou entre a 31ª volta e o tremular da bandeira quadriculada, após 49 giros pelo Nürburgring. No final, a TV ainda começou a mostrar a briga de Ralf Schumacher com Frey, valendo a 13ª posição, enquanto o narrador ria da conversa entre Cora Schumacher, esposa de Ralf, e um mecânico no box e dizia para o alemão abrir o olho. Não é preciso dizer que, a exemplo do que aconteceu no restante da prova, o desfecho desta disputa não viu uma mudança de posição.

A próxima etapa do DTM acontece já no próximo fim de semana, em terras holandesas. O palco será o tradicional circuito de Zandvoort.

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